terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Qual é a melhor fase da vida ?

Qual é a melhor fase da vida segundo a psicologia?

Segundo a psicologia, a melhor fase da vida começa quando a pessoa para de viver para agradar expectativas externas e passa a agir com mais consciência e autonomia. Não se trata de egoísmo ou isolamento, mas de maturidade emocional: entender limites, aceitar imperfeições e escolher onde investir energia, segundo o NIH.

Essa fase costuma surgir depois de frustrações, erros e aprendizados. O indivíduo deixa de buscar validação constante e começa a alinhar decisões com valores pessoais. O resultado é menos ansiedade, mais clareza e relações mais honestas consigo e com os outros.

Que tipo de pensamento marca essa virada de chave?

A mudança acontece quando a pessoa entende que não precisa controlar tudo nem corresponder a todos. Esse pensamento reduz a pressão interna e permite escolhas mais realistas, baseadas no que é possível e no que realmente importa naquele momento da vida.

Na prática, isso significa aceitar que nem tudo será perfeito, que dizer “não” é saudável e que o descanso não é fracasso. Esse modo de pensar libera tempo mental e emocional, favorecendo bem-estar e decisões mais equilibradas.

Antes de avançar, vale destacar atitudes mentais que costumam acompanhar essa fase:

-   Menos comparação constante com os outros
-   Mais responsabilidade pelas próprias escolhas
-   Maior tolerância ao erro e à imperfeição

Por que esse pensamento melhora a saúde emocional?

Porque ele reduz o conflito interno e o desgaste psicológico. A psicologia mostra que grande parte do sofrimento emocional vem da tentativa de manter imagens irreais: ser produtivo o tempo todo, estar sempre disponível ou nunca falhar.

Quando a pessoa passa a aceitar limites e a priorizar o essencial, o sistema emocional entra em estado de menor alerta. Isso impacta diretamente níveis de estresse, qualidade do sono e até a forma como lidamos com problemas cotidianos, tornando-os mais manejáveis.

Essa fase tem relação com idade ou maturidade?

Não está ligada a uma idade fixa, mas ao desenvolvimento psicológico. Algumas pessoas chegam a esse ponto aos 30, outras aos 50, e há quem nunca chegue. O fator decisivo é a disposição para refletir, aprender com experiências e revisar crenças antigas.

A psicologia do desenvolvimento aponta que essa mudança costuma ocorrer quando a pessoa deixa de reagir automaticamente e passa a responder de forma consciente. É menos sobre “ter vivido muito” e mais sobre ter elaborado o que foi vivido.

Como saber se você já entrou nessa melhor fase?

Os sinais aparecem quando a vida fica mais simples por dentro, mesmo que por fora continue desafiadora. A pessoa passa a se cobrar menos, escolhe melhor suas batalhas e aceita que nem tudo precisa de resposta imediata.

Outro indício claro é a sensação de coerência: decisões fazem mais sentido, relações ficam mais seletivas e o foco se desloca do “parecer” para o “ser”. Não é ausência de problemas, mas maior capacidade de lidar com eles sem se perder emocionalmente.

Extraído de: 

https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/a-melhor-fase-da-sua-vida-comeca-quando-a-pessoa-pensa-dessa-maneira-segundo-a-ciencia/

Quando viver vira palco: curtidas, validação

Nas redes sociais, o comportamento performático transforma a rotina ao expor produtividade, visibilidade e valor pessoal no dia a dia

    Por Giovanna Rodrigues

Produzir, aparecer, render, crescer. Na sociedade atual, o sucesso parece, cada vez mais, ligado a como somos vistos pelos outros, no trabalho, nas relações, no corpo e, principalmente, nas redes sociais. 

Ser uma pessoa produtiva deixou de ser apenas sobre habilidades profissionais e passou a influenciar a forma como cada um constrói sua identidade, mede sua autoestima e se percebe no mundo. O problema é que, quando a vida vira uma entrega constante, o custo emocional costuma ser alto.

Nas redes sociais, a palavra "performático" tem surgido com frequência, sendo usado para descrever comportamentos e posturas que parecem construídos mais para serem vistos e avaliados pelos outros do que para refletir um sentimento ou experiência genuína. 

Do ponto de vista mental, a psicóloga Silvia de Oliveira explica que uma pessoa performática é aquela que passa a medir seu valor pessoal a partir do que faz e do que entrega. "A identidade começa a ser baseada na aprovação dos outros." 

A ideia de algo performático nas redes sociais está ligada à maneira como as plataformas digitais funcionam: tudo pode ser visto, medido, comparado e pontuado; curtidas, visualizações, seguidores e comentários se tornam indicadores de valor social. Essa lógica favorece comportamentos que buscam maximizar a visibilidade, muitas vezes mais do que expressar um sentimento ou realidade interior. 

Esse fenômeno está no centro de debates sobre cultura on-line. Quando alguém faz algo "performático", a impressão que se passa é de que a ação tem mais a ver com ser notado do que com ser vivido ou sentido. O resultado dessa lógica é um cansaço constante. 

Os sinais aparecem no dia a dia: medo excessivo de errar, dificuldade de desacelerar, sensação constante de não ser suficiente e dependência da aprovação dos outros. 

Identidade e autoestima 

A forma como a identidade é construída também mudou. Segundo Eliana, antes ela surgia a partir das relações e das experiências ao longo do tempo. Hoje, muitas vezes, ela vira uma espécie de curadoria de si mesmo, uma maneira de escolher cuidadosamente o que mostrar e como mostrar, com base em como será percebido ou avaliado pelos outros. "A identidade passa a ser construída em posts, fotos e vídeos, sempre pensando no olhar do outro", explica.

Essa dependência da reação externa afeta diretamente a autoestima, e curtidas, comentários e visualizações funcionam como termômetros do valor pessoal. "Quando a validação vem mais de fora do que de dentro, a autoestima fica instável", resume Eliana.

As redes sociais intensificam esse processo ao mostrar apenas recortes idealizados da vida. "A impressão é que todo mundo está sempre feliz, bem-sucedido e produtivo", diz Silvia. A comparação constante alimenta uma cobrança silenciosa para estar sempre performando. Aos poucos, o olhar do outro passa a valer mais do que a própria experiência vivida.

Para Eliana, isso cria uma pressão social para parecer bem o tempo todo. Sofrimento, dúvidas e momentos difíceis raramente aparecem porque não "geram engajamento". "Existe uma expectativa de felicidade constante. Quem não performa sucesso ou alegria pode se sentir invisível ou fracassado", analisa.

Os efeitos desse cenário são ainda mais fortes entre os jovens. Márcia explica que quem cresce sob a lógica do algoritmo enfrenta desafios maiores para fugir desse ideal. A comparação constante com padrões inalcançáveis de beleza e sucesso contribui para o aumento da ansiedade e da depressão. 

Matéria completa: 

https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2026/01/amp/7334406-quando-viver-vira-palco-curtidas-validacao-e-a-cultura-da-performance.html

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Sete coisas que afetam a sua frequência vibracional.

Sete coisas que afetam a sua frequência vibracional. 

1ª -  Os seus pensamentos. Todo pensamento que você possui emite uma frequência para o Universo e essa frequência retorna para a origem, no caso, você. Então se você tem pensamentos negativos, de desânimo, tristeza, raiva, isso tudo vai voltar para você, por isso é tão importante que você cuide da qualidade dos seus pensamentos e aprenda a cultivar os pensamentos mais positivos.  

2ª -  As suas companhias. As pessoas que estão a sua volta influenciam diretamente na sua frequência vibracional. Se você está aí lado de pessoas alegres, determinadas, você também entrará nessa vibração, agora se você se cerca de pessoas reclamonas e fofoqueiras, tome cuidado, pois elas podem estar diminuindo a sua frequência e como consequência te impedindo de fazer a lei da atração funcionar seu favor. 

3ª -  Músicas. As músicas são poderosíssimas. Se você só escuta músicas que falam de morte, traição, tristeza, isso tudo vai interferir naquilo que você vibra. Preste atenção na letra das músicas que você escuta, elas podem estar diminuindo a sua frequência vibracional. E, lembre-se, você atrai para sua vida exatamente aquilo que você vibra. 

4ª -  Coisas que você assiste. Quando você assiste muito programas que abordem desgraças, mortes, traições, seu cérebro aceita aquilo como uma realidade e libera toda uma química no seu corpo, fazendo com que sua frequência vibracional seja afetada. Assista coisas que te façam bem e te ajudem a vibrar uma frequência elevada. 

5ª -  Ambiente que você fica. Seja na sua casa ou seu trabalho, se você passa grande parte do tempo num ambiente desorganizado, sujo, feio, isso também afetará sua frequência. Melhore do que está a sua volta, organize e limpe o seu ambiente. Mostre ao universo que você está apto a receber muito mais. Cuide do que você já tem. 

6ª - O que você fala. Se você reclama ou fala mal das coisas e das pessoas,  isso afeta sua frequência vibracional. Para você manter a sua frequência elevada é fundamental que você elimine o hábito de reclamar e de falar mal dos outros. Então evite fazer dramas e se vitimizar. Assuma responsabilidade sua vida.  

7ª - Gratidão  Eu sou grato pela minha vida

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Kierkegaard já tinha avisado como a era da comparação tornou sua ansiedade pior

Kierkegaard já tinha avisado como a era da comparação tornou sua ansiedade pior

A discussão sobre ansiedade na sociedade contemporânea costuma ser associada às redes sociais, à exposição constante e à comparação permanente.

Redação O Antagonista

Muito antes da internet, porém, o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard já tratava da ansiedade como experiência central da existência humana, ajudando a entender por que tantas pessoas relatam sensação de insuficiência e cobrança interna permanente.

O que é ansiedade para Kierkegaard

No livro O Conceito de Angústia (1844), Kierkegaard descreve a ansiedade como uma “tontura da liberdade”.

Ela aparece quando o indivíduo percebe que não há caminho garantido, que cada decisão envolve riscos e que ele poderia sempre ter escolhido de outro modo.

Diferente do medo, ligado a um objeto definido, a ansiedade existencial se conecta ao futuro aberto e ao desconhecido.

Surge no intervalo entre o que a pessoa é hoje e o que poderia se tornar, funcionando como sinal de responsabilidade por suas escolhas.

Como a era da comparação intensifica a ansiedade

A chamada era da comparação é marcada pelo acesso contínuo à vida de outras pessoas por meio de redes sociais.

Em vez de lidar apenas com suas próprias possibilidades, o indivíduo passa a se medir o tempo todo pelos recortes idealizados da realidade alheia.

Esse cenário amplia a sensação descrita por Kierkegaard: estar entre o que se é e o que se poderia ser, mas agora com um padrão aparentemente sempre melhor nas telas dos outros.

A liberdade vira fonte de angústia, inadequação e cobrança silenciosa por desempenho e sucesso.
Quais elementos aproximam Kierkegaard da cultura da comparação

A relação entre ansiedade existencial e cultura digital pode ser observada em mecanismos que reforçam a comparação e a sensação de insuficiência.

Eles moldam como o indivíduo enxerga suas possibilidades e avalia a própria trajetória.

    Idealização da vida alheia: imagens editadas criam padrões quase inalcançáveis.
    Métricas de aprovação: curtidas e seguidores funcionam como validação social constante.
    Pressão por rapidez: histórias de sucesso acelerado fazem qualquer atraso parecer fracasso.
    Medo de ficar para trás: a comparação frequente alimenta a sensação de estar sempre aquém.

Como a interioridade kierkegaardiana ajuda a lidar com a ansiedade

Para Kierkegaard, a existência autêntica começa quando a pessoa deixa de viver apenas segundo papéis sociais e expectativas genéricas.

Em vez disso, passa a cultivar uma relação mais consciente consigo mesma, valorizando a interioridade.
(...)
Entender a ansiedade não só como distúrbio, mas também como sinal de escolhas significativas, pode favorecer decisões mais conscientes e menos guiadas pelo olhar alheio.

Artigo completo: 
https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/kierkegaard-ja-tinha-avisado-como-a-era-da-comparacao-tornou-sua-ansiedade-pior/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A frase do Taoísmo que revela como o mundo interior molda a realidade externa

A frase do Taoísmo que revela como o mundo interior molda a realidade externa
Por Larissa Carvalho 

A filosofia chinesa reúne um conjunto de ensinamentos que ligam diretamente a mente, o comportamento e o rumo da vida de cada pessoa. Entre essas ideias, uma frase costuma ser destacada como síntese de uma visão milenar: “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar”. Esta máxima, associada ao pensamento taoísta, sugere que a organização interior tem impacto direto na forma como a realidade se apresenta no dia a dia, inspirando práticas como meditação, autoconhecimento e cultivo da serenidade.

O que significa corrigir a mente na filosofia chinesa

A expressão “corrigir a mente” não se refere a uma ideia de perfeição, mas a um processo de alinhamento entre pensamentos, emoções e ações. Na tradição chinesa, especialmente no taoísmo, considera-se que a mente é a origem das atitudes e escolhas, influenciando diretamente a harmonia interna e a relação com o ambiente.

Corrigir a mente envolve observar com clareza o que se pensa e sente, reconhecer hábitos mentais prejudiciais e ajustar a forma de interpretar as situações. Em vez de tentar controlar todas as circunstâncias externas, a pessoa aprende a trabalhar o próprio campo interno por meio de práticas como atenção plena, contemplação e estudo de textos clássicos.

Como a frase “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar” atua no cotidiano

A frase “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar” expressa uma convicção central da filosofia chinesa: não há separação rígida entre o mundo interior e o mundo exterior. A maneira como a realidade é percebida influencia diretamente o comportamento, e o comportamento, por sua vez, molda resultados e a qualidade das relações.

Na prática, esse princípio se manifesta em situações comuns, como conflitos, decisões profissionais e desafios emocionais. Para ilustrar como diferentes estados mentais geram desfechos distintos na vida diária, podemos observar alguns padrões recorrentes:

    Mente confusa: favorece decisões precipitadas, conflitos recorrentes e sensação de desorientação.
    Mente focada: facilita escolhas consistentes, definição de prioridades e relações mais estáveis.
    Mente serena: tende a interpretar problemas como etapas de aprendizado, e não como fracassos definitivos.

Como a filosofia chinesa orienta o equilíbrio entre interior e exterior

Dentro do pensamento chinês, especialmente no taoísmo, o ideal não é controlar tudo, mas viver em sintonia com o fluxo natural da vida, chamado de Tao. Isso significa reconhecer limites, aceitar que nem todas as situações podem ser moldadas à vontade e, ao mesmo tempo, assumir responsabilidade pelo próprio mundo interno.

Para favorecer esse equilíbrio, tradições chinesas apontam caminhos práticos que continuam atuais, como cultivar simplicidade, reservar momentos de silêncio e usar a respiração como âncora. Essas orientações ajudam a reduzir resistências desnecessárias e a responder aos desafios com mais clareza.

    Atenção aos pensamentos recorrentes: identificar padrões de preocupação excessiva, autocrítica constante ou pessimismo.
    Respiração e pausa: interromper o automatismo de reações rápidas com pequenos intervalos de silêncio e respiração profunda.
    Simplicidade no dia a dia: reduzir excessos de tarefas, estímulos e compromissos, permitindo mais espaço mental.
    Observação das emoções: perceber como raiva, medo ou tristeza surgem e se dissipam, sem reprimi-las nem alimentá-las.
    Coerência entre intenção e ação: alinhar o que se pensa, o que se diz e o que se faz, diminuindo contradições internas.

Essa visão é útil em um mundo acelerado

Em um cenário marcado por redes sociais, notificações constantes e metas profissionais elevadas, a frase “Se corriges a tua mente, o resto da tua vida encaixará no lugar” funciona como um convite à reorganização interna. Não se trata de ignorar problemas concretos, mas de reconhecer que a forma de olhar e reagir a eles influencia o desfecho de cada situação.

Ao assumir a responsabilidade pelo próprio interior, a pessoa passa a depender menos de mudanças externas para experimentar uma vida mais ordenada e significativa. Assim, o ensinamento taoísta segue como um mapa prático: ao ajustar a mente, o caminho tende a ficar mais nítido, e a trajetória torna-se mais coerente com aquilo que se deseja construir, mesmo em meio à rotina acelerada.

Artigo: 
https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/a-frase-do-taoismo-que-revela-como-o-mundo-interior-molda-a-realidade-externa/

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Aqueles que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram forças mentais que estão sendo perdidas

Aqueles que cresceram nas décadas de 60 e 70 desenvolveram forças mentais que estão sendo perdidas

Essas habilidades abrangem características como paciência, autonomia, tolerância à frustração, capacidade de concentração e regulação emocional

Redação O Antagonista 

O conceito de habilidades mentais dos maiores de 50 anos, explica como o contexto de infância e juventude dessa geração contribuiu para desenvolver paciência, foco, tolerância à frustração e outras competências emocionais e cognitivas.

O que são as habilidades mentais dos maiores de 50 anos

Essas habilidades abrangem características como paciência, autonomia, tolerância à frustração, capacidade de concentração e regulação emocional.

Essas competências foram moldadas por um estilo de vida com menos tecnologia, menos gratificação imediata e mais responsabilidade prática desde cedo.

Em vez de telas e redes sociais, eram comuns leitura, brincadeiras criadas na hora, contato direto com vizinhos e familiares e uma rotina em que esperar fazia parte da realidade.

Esse ambiente, segundo psicólogos, favoreceu o desenvolvimento de autocontrole, resiliência e maior estabilidade emocional na vida adulta.

Quais são as principais habilidades desenvolvidas a partir dos 50 anos

Pesquisas em psicologia indicam que muitas pessoas acima de 50 anos mantêm um repertório emocional e cognitivo sólido, útil em contextos profissionais e familiares.

Essas capacidades não são exclusivas dessa faixa etária, mas aparecem com frequência nessa geração devido às experiências vividas na infância e adolescência.

Entre as habilidades mentais dos maiores de 50 anos, destacam-se competências que auxiliam na tomada de decisão, no convívio social e no enfrentamento de momentos de crise:

    Paciência: convivência com processos lentos facilitou lidar com prazos longos e ausência de respostas imediatas.
    Tolerância à frustração: compreensão de que esforço não garante recompensa desenvolveu resiliência diante de perdas.
    Regulação emocional: maior controle das reações favoreceu estratégias internas de autocontenção em situações tensas.
    Capacidade de concentração: leitura prolongada e escrita manual exigiram foco sustentado e atenção contínua.
    Gestão direta de conflitos: conversas presenciais ampliaram a leitura de contexto, linguagem corporal e diálogo assertivo.

Como o contexto de infância influenciou essas habilidades

Quem cresceu nas décadas de 1960 e 1970 vivenciou menos acesso à tecnologia, maior contato presencial e, em muitos casos, dificuldades econômicas significativas.

Era comum que adolescentes trabalhassem cedo para ajudar na renda familiar, o que exigia organização, disciplina e senso concreto de responsabilidade.

Sem internet ou smartphones, o tédio era resolvido com criatividade: inventar brincadeiras, adaptar objetos, reler livros e conversar à porta de casa.

Esse cenário favoreceu flexibilidade cognitiva, planejamento e uso prático dos recursos disponíveis, além de treinar a negociação cotidiana com familiares e colegas.

De que forma o convívio presencial contribuiu para competências sociais

O convívio direto expunha conflitos de forma mais clara e imediata, exigindo que as pessoas enfrentassem desentendimentos cara a cara.

Isso ajudou a desenvolver escuta atenta, escolha cuidadosa de palavras e maior percepção de gestos e expressões faciais.

Essas experiências reforçaram a capacidade de diálogo, a empatia e a adaptação a diferentes perfis de personalidade. Em ambientes de trabalho, essas competências se traduzem em melhor gestão de equipes, negociações mais equilibradas e leitura mais precisa de contextos sociais complexos.
Como essas habilidades se conectam ao mundo digital atual

No cenário atual marcado por smartphones, inteligência artificial e redes sociais, as habilidades mentais dos maiores de 50 anos funcionam como um contrapeso à pressa, à distração constante e à impulsividade.

Paciência, foco e tolerância à frustração ajudam na execução de projetos longos e em decisões mais ponderadas.

Ao mesmo tempo, as gerações mais jovens trazem familiaridade com ferramentas digitais e grande adaptabilidade tecnológica.

A combinação entre experiência de vida, leitura cuidadosa de contextos e atualização constante em tecnologia favorece a troca entre gerações e o uso mais equilibrado dos recursos digitais.

Artigo: 
https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/aqueles-que-cresceram-nas-decadas-de-60-e-70-desenvolveram-forcas-mentais-que-estao-sendo-perdidas/

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Como Bauman previu o maior medo de todas as pessoas na modernidade

Como Bauman previu o maior medo de todas as pessoas na modernidade
Por Larissa Carvalho 

A ideia de modernidade líquida ganhou espaço nas últimas décadas para explicar um modo de vida marcado pela rapidez, pela instabilidade e pela falta de certezas duradouras, em que relações pessoais, vínculos comunitários e até projetos de vida parecem escorrer pelas mãos, substituídos por conexões frágeis, mediadas por telas e plataformas digitais.

O que é modernidade líquida e qual o sentido dessa metáfora

A expressão modernidade líquida remete à ideia de que, assim como os líquidos não mantêm forma fixa, também as estruturas sociais contemporâneas se tornaram mutáveis e incertas. Carreiras estáveis, casamentos duradouros, identidades fixas e comunidades de longa duração deixam de ser regra e cedem espaço a transições frequentes.

No lugar do sólido, surgem trabalhos temporários, relações afetivas intermitentes e identidades em constante reformulação. Bauman relaciona essa fluidez a um ambiente de consumo permanente, em que pessoas, produtos e experiências são apresentados como itens testáveis e descartáveis, o que dificulta compromissos de longo prazo.

Como o consumo e a tecnologia influenciam as relações na modernidade líquida

Bauman destaca que a lógica do consumo atravessa não só o mercado, mas também os vínculos afetivos e sociais. Fica mais fácil interromper uma relação do que enfrentar conflitos, trocar de grupo digital do que negociar diferenças, “deletar” alguém em vez de construir entendimento paciente.

As plataformas digitais potencializam essa dinâmica, oferecendo hiperconexão e, ao mesmo tempo, sensação de descartabilidade. Relações podem ser “otimizadas” por cliques e algoritmos, o que estimula contatos rápidos e substituíveis, reduzindo o espaço para laços que suportem frustrações e desacordos reais.

Por que a modernidade líquida intensifica a solidão contemporânea

Um dos pontos centrais do conceito de modernidade líquida é a análise da solidão não desejada. Para Bauman, não se trata apenas de estar fisicamente só, mas de experimentar a ausência de vínculos que ofereçam escuta, acolhimento e espaço para mostrar fragilidades, mesmo em ambientes cheios ou redes movimentadas.

A combinação entre hiperconexão e medo de exclusão cria um cenário paradoxal: acumulam-se contatos, curtidas e “amigos” virtuais, mas persiste a sensação de não pertencer a nenhum grupo significativo. Críticas públicas, rejeição nas redes ou afastamento de círculos sociais são vividos como ameaça, ativando antigos medos de isolamento.

Quais são os impactos da solidão na saúde física e mental

A psicologia e as ciências da saúde reforçam que a solidão persistente não é apenas um desconforto subjetivo, mas um fator de risco mensurável. Pesquisas recentes relacionam o isolamento social a maior probabilidade de depressão, ansiedade, doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais, além da redução da expectativa de vida.
(...)

Artigo completo:
https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/como-bauman-previu-o-maior-medo-de-todas-as-pessoas-na-modernidade/

sábado, 20 de dezembro de 2025

Como se tornar uma pessoa de boa energia.

Como se tornar uma pessoa de boa energia.

Quando alguém diz que você tem "boa energia", significa que sua presença é positiva, agradável e inspiradora, fazendo as pessoas se sentirem bem, confortáveis e mais leves perto de você.

Em outras palavras, seja:

    Positivo e Otimista: Tenha atitudes construtiva, não foque em negatividade e inspire os outros.
    Empático e Gentil: Demonstre simpatia, seja um bom ouvinte e se importe com os outros.
    Vibrante e Entusiasmado: Tenha disposição, vitalidade e esteja em sintonia consigo mesmo e com a vida.
    Atraia Coisas Boas: Pessoas vão gostar de estar perto, e coisas positivas irão acontecer.
    Seja um Refúgio: Seja alguém que traz conforto e faz as pessoas se sentirem seguras, como um apoio.
    Tenha bom caráter: Tenha atitudes boas. Assim você lida bem com limites e não se envolve em conflitos desnecessários.