terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Noam Chomsky - meios de comunicação

Noam Chomsky. Algumas conclusões de seus estudos sobre os meios de comunicação.

1 - Os meios de comunicação desviam a atenção das pessoas dos problemas realmente importantes.

2 - Para fazer com que uma medida inaceitável seja aceita, os meios de comunicação a introduzem gradualmente, a conta-gotas.

3 - Para fazer com que uma decisão impopular seja aceita, a apresentam como “dolorosa mas necessária”, obtendo assim a aceitação pública no momento para uma aplicação futura.

4 - Fazem uso do aspecto emocional para causar um curto circuito na análise racional da situação e no senso crítico dos indivíduos.

Amares vampiros

Três tipos de homem que você jamais deveria ter como companheiro

amenteemaravilhosa.com.br.

Nenhum homem é perfeito, assim como nenhuma mulher é perfeita. Estamos longe disso. Todos somos cheios de defeitos e passamos por momentos nos quais realmente somos difíceis de suportar até para as pessoas que mais gostam de nós. Contudo, existem traços de personalidade que podem ser muito negativos para os relacionamentos amorosos, que vão muito além de uma série de momentos pontuais.

O problema surge por dois motivos: nunca acabamos de conhecer plenamente uma pessoa, e as pessoas mudam. Um homem pode parecer absolutamente encantador no começo, mas talvez logo você tenha que se perguntar para onde foi aquele príncipe encantado. Ou ao contrário: alguém pode parecer ser totalmente entediante e, com o passar do tempo, você descobre nele um encanto escondido.

O que é fato é que algumas pessoas têm um jeito inadequado de se relacionar com a sua afetividade e com o resto. Talvez não consigam amar, ou não aceitem ser amados, ou estão presos dentro do seu próprio inferno de culpa, ressentimento ou temor. Nesses casos, exceto se você conseguir um milagre, o relacionamento acabará em fracasso. Portanto, a seguir apresentamos três tipos de homem dos quais é melhor se manter afastada.

O homem que vai de um extremo ao outro
Um tipo de homem que passa da maior ternura à máxima agressividade, em muitas ocasiões sem que existam fatos que justifiquem tal mudança. Nunca explica realmente o que aconteceu. Simplesmente, um dia morre de amores por você e enche você de presentes e carícias, mas no dia seguinte a rejeita de um jeito ácido e, às vezes, cruel.

Costumam ser impulsivos. Sem entender de que jeito, você começa a vivenciar uma profunda ambiguidade deles. Você se derrete quando estão na sua faceta amorosa. Não consegue imaginar um homem mais afetuoso e dedicado do que ele. Você sente que o adora e que é o grande amor com o qual sonhou. Depois, quando desperta esse tipo de monstro que ele leva dentro de si, você experimenta justamente o contrário: rejeição e até ódio pela sua instabilidade ou medo, porque ele se torna imprevisível.

Esse tipo de homem é emocionalmente desgastante. Possuem um profundo conflito consigo mesmos, que não superaram. São muito egocêntricos e por isso não consideram os efeitos que causam em você. O fato é que não estão prontos para ter um relacionamento amoroso com você, nem com ninguém.

O homem que tem o hábito de mentir
Existem muitos jeitos de mentir. O mais óbvio é falar sobre fatos ou situações que nunca aconteceram. Mas viver em função de aparências, prometer e não cumprir, se acomodar com circunstâncias com as quais a gente não concorda, também são formas de cair em falsidade.

O mentiroso geralmente se entrega, não por causa do jeito que mente para você, mas por causa do jeito que o faz com os outros. Se o faz com outros, por que não o faria com você também? Muitas vezes essas mentiras não são fáceis de detectar, porque existem homens que são verdadeiros profissionais da simulação. Por isso é tão importante prestar atenção em como ele age com os outros.

Alguém que mente constantemente tornará impossível que a confiança cresça no relacionamento. Logo você se verá fazendo pesquisas exaustivas para pegá-lo. Ou fuçando suas coisas para ver se a engana. Com os homens compulsivamente mentirosos é impossível construir um relacionamento que valha a pena.

O homem que faz você se sentir inibida
São esse tipo de homem com os quais você sente que está pisando em ovos o tempo todo. Costumam ser muito críticos em relação ao que você faz ou diz, e inclusive com o jeito que você se veste. Esse traço é próprio de quem tem muito sucesso ou dinheiro e procura simplesmente uma companhia que se comporte do jeito que eles querem.

O fato é que você sempre se sente avaliada e, geralmente, desclassificada. Você pensa cada coisa vinte vezes antes de pronunciá-la. Você mede muito bem o jeito que se comporta quando ele está com você e permanece nessa atitude tensa, que não a deixa ser espontânea. De repente, você se torna uma pessoa muito silenciosa quando está na sua presença; ou fala, mas sempre está atenta à expressão que ele tiver diante das suas palavras.

Em casos mais extremos, estes homens controladores e narcisistas também acabam sendo violentos. Acreditam que o mundo e todas as pessoas, especialmente seu companheiro, precisam se comportar como ele imagina que devem fazê-lo. O seu lance é a intimidação, seja com jogos psicológicos sutis ou com coação física direta. Como esse tipo de homem você nunca será feliz.

As pessoas caladas e suas mentes

As pessoas caladas não são necessariamente tímidas. São tranquilas, têm outro ritmo, outros tempos e outras necessidades. Para elas, o mundo anda às vezes rápido demais e não conseguem analisar cada aspecto, cada detalhe, como gostariam. Porque cada nuance da sua realidade precisa passar primeiro pelo filtro das emoções, e tal delicadeza, tal meticulosidade leva seu tempo, sua linguagem, sua arte.

"Há quem encare o silêncio como uma coisa incômoda e insuportável… Talvez seja porque tem muito ruído no seu interior."

As pessoas caladas não se sentem confortáveis sendo o centro da atenção. Não são o satélite de ninguém e preferem transitar em espaços privados, às vezes até solitários. Este estilo de comportamento pode suscitar certa estranheza diante dos olhares alheios, por isso, muitas vezes as pessoas mais silenciosas são rotuladas como tímidas, desconfiadas, reservadas ou com falta de interesse. Contudo, é importante saber que este estilo de personalidade esconde seus tesouros e suas belezas nas profundezas.

Vejamos agora com detalhe quais são as suas características.

As 5 características das pessoas silenciosas e introvertidas

- Pensam antes de falar. São cautelosos na hora de comunicar, sabem ouvir, refletir, e respondem mais tarde.

- Não gostam da superficialidade. O seu foco de interesse navega nas profundezas da realidade, são criativos, gostam de relacionar ideias, conceitos, são sonhadores e costumam falar com eles mesmos o tempo todo.

- As pessoas caladas costumam se caracterizar por uma boa autoconfiança. Não se deixam levar por opiniões alheias, têm valores sólidos e ideias claras.

- Preferem escrever para comunicar. Sentem-se mais confortáveis com a palavra escrita.

Por fim, como dissemos anteriormente, a solidão é um refúgio comum na pessoa introvertida. Contudo, cabe apontar que não a procuram como mecanismo de fuga, e sim como espaço para recuperar a energia e a clareza quando o mundo as satura com seus estímulos, suas vozes, sua pressa e seus rumores.

Porque no fim das contas, as pessoas caladas são cúmplices da sabedoria que nasce da reflexão, da imaginação, e acima de tudo, do tranquilo silêncio.

Do site:
http://amenteemaravilhosa.com.br/.

Teoria da personalidade de Jung

Os 8 tipos de personalidade, segundo Carl Jung - amenteemaravilhosa.com.br

Para Carl Jung existem quatro funções psicológicas básicas: pensar, sentir, intuir e perceber. Em cada pessoa, uma ou várias desta funções têm uma ênfase particular. Por exemplo, quando alguém é impulsivo, segundo Jung, deve-se ao fato de predominarem as funções de intuir e perceber, antes das de sentir e pensar.

A partir das quatro funções básicas, Jung postula que se formam dois grandes tipos de caráter: o introvertido e o extrovertido. Cada um deles tem traços específicos, que os diferenciam um do outro.

Caráter do tipo extrovertido
O tipo extrovertido caracteriza-se por:

O seu interesse foca-se primeiramente na realidade exterior, e só depois se foca no mundo interior.

As decisões são tomadas pensando no seu efeito na realidade exterior, em vez de pensar na sua própria existência.

As ações são realizadas em função do que os outros possam pensar sobre delas.

A ética e a moral são construídas de acordo com o que predomina no mundo. 
São pessoas que se encaixam em quase qualquer ambiente, mas têm dificuldade em realmente se adaptar.

São sugestionáveis, influenciáveis e tendem a imitar os demais.

Precisam que reparem neles e que sejam reconhecidos pelos outros. 

Caráter do tipo introvertido
Por outro lado, o tipo introvertido tem as seguintes características:

Sente interesse por si mesmo, pelos seus sentimentos e pensamentos.

Orienta o seu comportamento de acordo com o que sente e pensa, mesmo que isso vá contra a realidade exterior.

Não se preocupa muito com o efeito que as suas ações possam causar ao seu redor. Preocupa-se sobretudo com que as ações o satisfaçam interiormente.

Tem dificuldades em se encaixar e adaptar aos diferentes ambientes. No entanto, se conseguirem se adaptar, farão isso de forma verdadeira e criativa.

Os tipos de personalidade
A partir das funções psicológicas básicas e dos tipos de caráter fundamentais, Jung assinala que se formam oito tipos de personalidade bem diferenciadas. Todas as pessoas pertencem a um ou a outro tipo. São estas:

Reflexivo extrovertido
A personalidade reflexiva extrovertida corresponde aos indivíduos cerebrais e objetivos, que atuam quase exclusivamente na base da razão. Só dão como certo aquilo que se comprove com as devidas provas. São pouco sensíveis e podem ser até mesmo prepotentes e manipuladores com os outros.

Reflexivo introvertido 
O reflexivo introvertido é uma pessoa com grande atividade intelectual, que, no entanto, tem dificuldade para se relacionar com os outros. Normalmente é uma pessoa teimosa e determinada em alcançar os seus objetivos. Por vezes é visto como um inadaptado, inofensivo e ao mesmo tempo interessante.

Sentimental extrovertido
As pessoas com grande habilidade para entender os outros e para estabelecer relações sociais são os sentimentais extrovertidos. No entanto, é muito difícil para eles se afastar do seu grupo e sofrem quando são ignorados. Têm muita facilidade de comunicação.

Sentimental introvertido
A personalidade sentimental introvertida corresponde a pessoas solitárias e com grande dificuldade para estabelecer relações com os outros. Pode ser pouco sociável e melancólico. Faz todo o possível para passar despercebido e gosta de permanecer em silêncio. Contudo, é muito sensível às necessidades dos outros.

Perceptivo extrovertido
Os indivíduos perceptivos extrovertidos têm uma fraqueza especial por objetos, ao ponto de lhes atribuir qualidades mágicas, ainda que façam isso de modo inconsciente. Não são apaixonados pelas ideias, a não ser que ganhem uma forma concreta. Procuram o prazer acima de tudo.

Perceptivo introvertido
É um tipo de personalidade muito própria de músicos e artistas. As pessoas perceptivas introvertidas colocam uma ênfase especial nas experiências sensoriais: dão muito valor à cor, à forma, à textura…  O mundo deles é o mundo da forma, como fonte de experiências interiores.

Intuitivo extrovertido
Corresponde ao típico aventureiro. As pessoas intuitivas extrovertidas são muito ativas e inquietas. Elas precisam de vários estímulos diferentes.  São determinadas a alcançar objetivos, e uma vez que conseguem, passam para o próximo e esquecem o anterior. Elas não ligam muito para o bem-estar daqueles que as rodeiam.

Intuitivo introvertido
São extremamente sensíveis aos estímulos mais sutis. A personalidade intuitiva introvertida corresponde ao tipo de pessoas que quase “adivinham” o que os outros pensam, sentem ou se dispõem a fazer. São criativas, sonhadoras e idealistas. É difícil para elas “colocar os pés no chão”.

Do site:
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As pessoas caladas e suas mentes

As pessoas caladas não são necessariamente tímidas. São tranquilas, têm outro ritmo, outros tempos e outras necessidades. Para elas, o mundo anda às vezes rápido demais e não conseguem analisar cada aspecto, cada detalhe, como gostariam. Porque cada nuance da sua realidade precisa passar primeiro pelo filtro das emoções, e tal delicadeza, tal meticulosidade leva seu tempo, sua linguagem, sua arte.

"Há quem encare o silêncio como uma coisa incômoda e insuportável… Talvez seja porque tem muito ruído no seu interior."

As pessoas caladas não se sentem confortáveis sendo o centro da atenção. Não são o satélite de ninguém e preferem transitar em espaços privados, às vezes até solitários. Este estilo de comportamento pode suscitar certa estranheza diante dos olhares alheios, por isso, muitas vezes as pessoas mais silenciosas são rotuladas como tímidas, desconfiadas, reservadas ou com falta de interesse. Contudo, é importante saber que este estilo de personalidade esconde seus tesouros e suas belezas nas profundezas.

Vejamos agora com detalhe quais são as suas características.

As 5 características das pessoas silenciosas e introvertidas

- Pensam antes de falar. São cautelosos na hora de comunicar, sabem ouvir, refletir, e respondem mais tarde.

- Não gostam da superficialidade. O seu foco de interesse navega nas profundezas da realidade, são criativos, gostam de relacionar ideias, conceitos, são sonhadores e costumam falar com eles mesmos o tempo todo.

- As pessoas caladas costumam se caracterizar por uma boa autoconfiança. Não se deixam levar por opiniões alheias, têm valores sólidos e ideias claras.

- Preferem escrever para comunicar. Sentem-se mais confortáveis com a palavra escrita.

Por fim, como dissemos anteriormente, a solidão é um refúgio comum na pessoa introvertida. Contudo, cabe apontar que não a procuram como mecanismo de fuga, e sim como espaço para recuperar a energia e a clareza quando o mundo as satura com seus estímulos, suas vozes, sua pressa e seus rumores.

Porque no fim das contas, as pessoas caladas são cúmplices da sabedoria que nasce da reflexão, da imaginação, e acima de tudo, do tranquilo silêncio.

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domingo, 21 de janeiro de 2018

O antilulismo como ferramenta de publicidade.

O antilulismo como ferramenta de publicidade.

O Brasil chegou ao fundo do poço quanto à normalidade jurídica e política.

Não há mais um sentimento de que as leis sirvam para controlar desmandos e, menos ainda, de que os juízes estejam garantindo o equilíbrio entre os diversas segmentos da sociedade através da aplicação, de forma equilibrada e isonômica, da legislação.
Quanto à política, também se tornou claro de que os nossos parlamentares já não atendem as demandas da sociedade.

E, o que ocorreu para que perdessemos a normalidade jurídica e política?

Para os estudiosos e para os que acompanham com atenção a cena política, houve a construção de um sentimento de anti-política. Desta forma, você observa que os partidos políticos estão fragilizados e, também, constata que não há mais liderança política, no Brasil e no mundo.

As estratégias de publicidade utilizadas para a construção do sentimento do antipartidarismo e do antipolítico.

Mecanicista. Técnica utilizada para condicionar as pessoas por meio da repetição de um mesmo slogan ou imagem. Essa reiteração, no caso abordado por este artigo, visou uma consequente reação negativa da população a tudo o que se relaciona com a política representativa, seja um partido ou seus políticos.

Persuasiva. Essa técnica utilizada na publicidade visa colocar um produto acima dos "seus concorrentes". São veiculadas informações constantes com as características positivas do produto que se quer vender e o negativismo do que se quer suplantar. A intenção aqui era colocar o chamado "mercado" como solução dos problemas de um país e a política como fonte dos desmandos.

Projetiva. Técnica utilizada para apresentar produtos que correspondem aos interesses ou às opiniões desses indivíduos. Daí a ideia que se fixou na sociedade de que tudo o que seja originado do "mercado" é moderno e tudo que seja venha da representatividade pública é antiquado, ultrapassado. A deia, repetida pela mídia à exaustão, de que o "gestor" é melhor do que o "político".

Sugestiva. Essa técnica condiciona o público da forma mais vil possível, manipulando as informações para atingir, de modo criminoso, a ansiedade, o medo, a angústia ou o estresse da população para poder atingi-la por meio da criação de um lado "do bem" contra o outro lado "do mal", metodologia reconhecidamente utilizada para iludir e manipular uma população.

Essas técnicas desescritas acima alimentaram o sentimento de desordem e trouxe, como conseqüência, mais nefasto ainda, um sentimento de ódio, não muito característico em nossa sociedade.

O antilulismo é o ataque final do sistema, é a lápide que se quer colocar para fechar qualquer noção de que o país deve ser gerenciado pelo político "partidário" representante do povo e não pelo político representante do mercado.

O antilulismo porque ninguém melhor do que Lula na representação do ideário de um líder de abrangência nacional. Um representante da população com visão de nacionalidade e de representatividade coletiva. Aquele líder que efetivamente se enquadra no princípio democrático expresso, de logo pela sua importância e preemência, no artigo primeiro da Constituição Brasileira que estabelece: "todo poder emana do povo, em seu nome é exercido, de forma direta ou indireta através de seu representante escolhido pelo voto"

O Brasil no abismo da confusão institucional

O Brasil se aproxima perigosamente do abismo pelo confusão institucional sem precedentes, agravada pela grave insegurança jurídica.

Insegurança jurídica é se utilizar as leis conforme o interesse do momento e "a gosto do freguês".

A decisão judicial sem precedentes na história da justiça brasileira que contribuirá   para a crise institucional.

Foge tanto à normalidade, o julgamento do triplex no Guarujá, que grande parte do mundo jurídico questiona quanto à legalidade de todo o julgamento (desde o seu início). Da mesma forma, vários órgãos e pensadores internacionais têm se manifestado quanto à gravidade do não respeito de princípios democráticos nesse julgamento, como é o caso de um dos mais renomados juristas internacionais, citado constantemente pelos ministros do STF nas fundamentações de suas sentenças, o italiano Luigi Ferrajoli, que afirma:  "Acredito que estamos diante de uma patologia gravíssima, que é essa jurisdição de exceção. Ela é criada majoritariamente pelos abusos, mas provavelmente também porque existem defeitos no sistema processual brasileiro, o qual permite esses abusos. Ou seja, o caráter fortemente inquisitório do processo penal brasileiro".

Para não alongar, você não encontrará um caso, sequer, na justiça, onde o processo tenha sido conduzido com base em uma "propriedade de fato". Esse é um dos neologismos, uma nova figura, criados pelo juiz  Sérgio Moro para caracterizar uma propriedade onde todas as provas indicam de forma direta e clara que a propriedade é de um outro titular que não é o réu do processo.

Não fosse um caso envolvendo um político e pela pressão da mídia, esse processo sequer teria sido aberto. Nenhum jurista lhe dirá ter reconhecimento de um caso semelhante, onde o objeto da ação ser uma "propriedade de fato".

Portanto, não pode debater juridicamente um processo que é eminentemente político.

Um poder judiciário que atua acima das leis só se encontra em Estado fora da democracia.

Os liberais deveriam ser os primeiros a se manifestarem em sentido contrário ao que está a nossa justiça, o juízes julgando fora dos limites legais. São os liberais que nos preveniram sobre os perigos do chamado "estado leviatã", que ocorre quando o Estado usa de instrumentos draconianos para sufocar o indivíduo.

Mas no Brasil, né?

O moralismo e o conhecimento intelectual são de ocasião. Portanto, é impossível um debate, sobre o julgamento e as consequências jurídicas, com bases sólidas.

Jânio de Freitas renomado jornalista da Folha de São Paulo, magistralmente comenta sobre isso:

"A consciência, por incompleta e adulterada que seja, está nos inundados de incerteza inquietante. São os que sabem que o julgamento, em si, representa pouco. O seu âmago não é judicial. É político. O que dele resultará não será um novo passo no direito, mas, por certo, andamentos com influência direta no processo político e institucional. O que, por sua vez, vai desaguar no fluxo das conturbações modificadoras. Se para detê-lo, desviá-lo ou acelerá-lo, é a incerteza que continua."

Friedrich Nietzsche, o filósofo da afirmação da vida

Em lugar de utilitarismo e uniformização, ele propunha cultura e aprimoramento pessoal

Por: Márcio Ferrari
01 de Outubro de 2008.

Friedrich Nietzsche (1844-1900) se propôs a desmascarar as fundações da cultura ocidental, mostrando que há interesses e motivações ocultas, e não valores absolutos, em conceitos como verdade, bem e mal. Com isso, Nietzsche aplicou um golpe nos sistemas filosóficos, morais e religiosos. Sua frase mais conhecida ("Deus está morto") não trata apenas de ateísmo, mas da necessidade de romper a "moral de rebanho" - as verdades tidas como inquestionáveis e o que é aceito por imposição - para viver as potencialidades humanas em sua plenitude. 

Nietzsche foi professor universitário (leia biografia acima) e escreveu textos específicos sobre Educação. "A máxima ?tornar-se aquilo que se é? orienta seu pensamento nessa área", diz Rosa Maria Dias, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. "Com essa frase, ele indica a tarefa do educador de levar seus alunos a pensar por si mesmos." 

O filósofo criticava o sistema escolar por ser um reforço da moral de rebanho: ao uniformizar o conhecimento e os próprios alunos, a instituição se curva às exigências externas do mercado e do Estado. 

Sem ser contra o ensino de História nem subestimar o sentido histórico dos fatos, o filósofo via no sistema engessado um entrave para a percepção da "força plástica" do ser humano - isto é, sua habilidade de transformar. "Para não agir como coveiro do presente, é necessário conhecer a capacidade de crescer por si mesmo, assimilar o passado, cicatrizar feridas, preparar perdas, reconstruir as formas destruídas - tudo isso é força plástica", diz Rosa Dias. 

Nietzsche lamentava que uma espécie de ditadura da praticidade tivesse causado a perda da importância da leitura e do estudo de língua nas escolas, levando à degeneração da cultura. 

Cabe à escola, de acordo com o filósofo, produzir nos alunos a capacidade de dar novos sentidos às coisas e aos valores. Nietzsche dizia que só os jovens poderiam entender suas contestações. É, então, de supor que a idade escolar seja a melhor para levar o ser humano a pensar criticamente a respeito do mundo a sua volta. Mas, para isso, a sala de aula precisa valorizar "uma cultura da exceção, da experimentação, do risco, do matiz", nas palavras do filósofo. 

https://novaescola.org.br/conteudo/1620/friedrich-nietzsche-o-filosofo-da-afirmacao-da-vida