sexta-feira, 20 de julho de 2018

O colapso de um modelo. Releitura de Chris Hedges

O colapso de um modelo.
Releitura de Chris Hedges

A cultura corporativa nos aparta da Imaginação, da independência cognitiva e da liberdade.

Nossos sistemas de educação e comunicação menosprezam as disciplinas que nos permitem ver e refletir .

A educação passa a ser destinada apenas à proficiência técnica para servir à venenosa máquina mercadistas.

As corporações anseiam pelo poder irrestrito para canibalizar o país, poluir e degradar o ecossistema, para alimentar o desejo sem freios de riqueza, poder e hedonismo.

Guerras e “virtudes” militares são celebradas. Inteligência, Empatia, Bem Comum são banidos. A Cultura é degradada em cafonice.

A repressão estatal é indiscriminada e brutal! E na regência desse escandaloso e macabro espetáculo há um diretor insano tuitando absurdos desde as bancas dos "mercados".

A inflada classe dirigente de oligarcas, especuladores financeiros e dirigentes corporativos sugam a sociedade até a medula.

A míope resposta das elites ao iminente colapso do mundo natural e da civilização é fazer com que a população subserviente trabalhe ainda mais duramente em troca de menos.

Eles são cães pavlovianos que salivam diante de pilhas de dinheiro. Eles são programados para roubar os pobres e saquear orçamentos federais. Sua determinada obsessão com seus enriquecimentos pessoais os leva a desmantelar toda e qualquer instituição ou abolir toda e qualquer lei ou regulamentação que se interponha à sua cobiça.

Caboclo Tupinambá

Pratique o silêncio!
Quem não sabe silenciar, não escuta o coração, não entende o que é intuição e não capta a ajuda espiritual.

Silencie!
Pois o barulho confunde, palavras e tentativas de justificativas constantes ludibriam e paralisam.

Silencie!
No silêncio da boca serrada, resta-lhe o pensamento, a consciência não falha e diante dela seja honesto, humilde e coerente.

Silencie!
E compreenderá que para tudo tem uma resposta em você e que tudo tem um sentido de ser e se ainda não compreender é porque não silenciou o sabotador dentro de você.

Silencie!
E então, harmonizar-se-á com o fato de que tudo tem um ciclo natural para acontecer, para ir e vir, para fluir, para ser.

Silencie!
Aprenderá que as tormentas sacodem, as tempestades amolecem e que como vieram se vão, o que importa é como você estará depois dela.

Caboclo Tupinambá.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Um crime contra o Brasil

Um crime contra o Brasil

A informação manipulada de alguns jornalistas não pode influenciar páginas militares e a classe média brasileira. Leia com atenção, SE QUISER ADQUIRIR CONHECIMENTO, alguns históricos que busquei na internet - os links para as matérias originais são apresentados - demonstrando como tramaram a fragilização da Petrobras para forçar a venda a empresas estrangeiras.

1) Em 2008, Carlos Alberto Sardenberg em artigo dizia: “O pré-sal só existe na propaganda do governo”,

http://archive.is/UUrih

2) Em 2009, Reinaldo Azevedo afirmou pejorativamente,  "e só saiu um tiquinho de petróleo do pré-sal".

https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/e-saiu-so-um-tiquinho-de-petroleo-do-pre-sal-no-bloco-de-tupi-8230/

3) Ainda em 2009, Miriam Leitão reconheceu ,“O pré-sal existe mas a Petrobrás não tem tecnologia para retirar petróleo nestas profundidades”, e concluía dizendo que a Petrobrás precisaria de apoio tecnológico de outras petroleiras.

4) Também em uma página militar, houve uma propaganda contra o pré-sal com o título "'Pré-sal’: Farsa ou propaganda?" , nela se afirmava:
"O conhecimento adquirido pela indústria do petróleo ao longo de mais de um século de exploração no mundo inteiro mostra ser muitíssimo pouco provável, ou melhor, impossível a existência de um lençol contínuo de petróleo como este anunciado para o PRÉ-SAL,

https://www.naval.com.br/blog/2009/09/19/pre-sal-farca-ou-propaganda/

A preocupação não era o Brasil.

Os articulistas da grande mídia, Sardenberg e Miriam Leitão, pior ainda, suas intenções era forçar a abertura dos ricos campos do pré-sal ao capital estrangeiro, como estamos vendo agora com Temer vendendo nossos campos de petróleo. Vários analistas afirmaram que a derrubada de Dilma tinha como um dos principais motivos "flexibilizar" (eufemismo porreta, né?) a Petrobras.

Abra seus olhos. Utilize o conhecimento de suas pesquisas e reflita com independência.

Trago ainda o link de um artigo de engenheiros da Petrobras desfazendo a mentira que puseram na cabeça dos leitores da grande mídia de que a Petrobras estava com dificuldades financeiras. Leia um trecho:

"Entre todas as grandes petroleiras do mundo a Petrobras é de longe a de maior eficiência financeira. Sua capacidade de Geração Operacional de Caixa – GOC é inigualável. A tabela a seguir mostra a divisão da GOC pela Receita Bruta das empresas."

O link:
http://www.aepet.org.br/w3/index.php/artigos/artigos-da-aepet-e-colaboradores/item/1926-excesso-de-geracao-de-caixa-faz-petrobras-paralisar-venda-de-ativos

terça-feira, 17 de julho de 2018

Para entender o porquê de Bolsonaro

Para entender o porquê de Bolsonaro,
De Eliana Brum para o jornal El País:

Uma pesquisa de junho do Datafolha mostrou, mais uma vez, que a maioria das pessoas que declaram voto em Jair Bolsonaro (PSL) são jovens: seu eleitorado se concentra principalmente na faixa dos 16 aos 34 anos. O capitão do exército também lidera as intenções de voto entre os mais ricos e os mais escolarizados do país.

Em pesquisa recém divulgada, a professora Esther Solano entrevistou pessoas na cidade de São Paulo para compreender o crescimento das novas direitas e especialmente da extrema-direita mais antidemocrática, representada por Jair Bolsonaro.

“No começo da roda de conversa com os alunos de São Miguel Paulista, assistimos a um vídeo com as frases mais polêmicas de Bolsonaro. No final do vídeo, muitos alunos estavam rindo e aplaudindo. Por quê? "Porque ele é legal, porque ele é um mito, porque ele é engraçado, porque ele fala o que pensa e não está nem aí." Com mais de cinco milhões de seguidores no Facebook, o fato é que Bolsonaro representa uma direita que se comunica com os jovens, uma direita que alguns jovens identificam como rebelde, como contraponto ao sistema, como uma proposta diferente e que tem "coragem de peitar os caras de Brasília e dizer o que tem de ser dito. Ele é foda."

O uso das redes sociais, a utilização de vídeos curtos e apelativos, o meme como ferramenta de comunicação, a figura heroica e juvenil do ‘mito ’Bolsonaro, falas irreverentes e até ridículas, falas fortes, destrutivas, contra todos, são aspectos que atraem os jovens. Se, nos anos 70, ser rebelde era ser de esquerda, agora, para muitos destes jovens, é votar nesta nova direita que se apresenta de uma forma cool, disfarçando seu discurso de ódio em formas de memes e de vídeos divertidos.

“Ele é honesto porque ele diz o que pensa” ou “Ele não tem medo de dizer a verdade”. Quando questiono o conteúdo do que Bolsonaro pensa, a “verdade” de Bolsonaro, em geral aparece um sorriso divertido, meio carinhoso, meio cúmplice: “Ele é meio exagerado, mas porque é um sincerão”.

Assim, Bolsonaro não seria homofóbico ou misógino ou mesmo racista para aqueles que aderem a ele, mas um “homem de bem” exercendo a “liberdade de expressão”. Estes são os adjetivos que aparecem com frequência colados ao candidato de extrema-direita por seus eleitores: “sincero”, “verdadeiro”, “autêntico”, “honesto” e “politicamente incorreto” (este último também como um elogio).

Embora o conteúdo do que Bolsonaro diz obviamente influencia no apoio do seu eleitorado, me parece que ele é mais beneficiado pelo fenômeno que aqui estou chamando de autoverdade. O ato de dizer “tudo” e o como diz o que diz parece ser mais importante do que o conteúdo. A estética é decodificada como ética. Ou colocada no mesmo lugar. E este não é um dado qualquer.

Por isso também é possível se desconectar do conteúdo real de suas falas, como fazem tantos de seus eleitores. E por isso é tão difícil que a sua desconstrução, por meio do conteúdo, tenha efeito sobre os seus eleitores. Quando a imprensa mostra que Bolsonaro se revelou um deputado medíocre, que ganhou seu salário e benefícios fazendo quase nada no Congresso, quando mostra que ele nada tem de novo, mas sim é um político tão tradicional como outros ou até mais tradicional do que muitos, quando mostra que falta consistência no seu discurso, assim como projeto que justifique seu pleito à presidência, há pouco ou nenhum efeito sobre os seus eleitores.

Simples assim. Complexo demais. A lógica em que a imprensa opera, quando faz jornalismo sério, que é a do conteúdo, não atinge Bolsonaro porque seu eleitorado opera em lógica diversa. Esse é um dado bastante trágico, na medida em que os instrumentos disponíveis para expor verdades que mereçam esse nome, para iluminar fatos que de fato existem, passam a girar em falso.

Se Bolsonaro participar dos debates ao vivo durante a campanha eleitoral, para uma parcela significativa do eleitorado brasileiro o que vai prevalecer é a estética marcada pelo “dizer tudo” e dizer tudo lacrando. Também por isso Ciro Gomes (PDT), por sua própria personalidade mais agressiva e sua falta de freio na língua, é visto por uma parcela preocupada com a ascensão de Bolsonaro como o mais capaz de enfrentá-lo.

Se esse quadro permanecer, a disputa entre testosteronas infláveis – e inflamáveis – será mais importante do que o conteúdo na eleição brasileira, porque mesmo quem tem conteúdo terá que deixá-lo em segundo plano para ganhar a disputa da dramaturgia. Mais um degrau escada abaixo na apoteótica descida do país rumo à irrelevância.

Se este não é um fenômeno exclusivamente brasileiro, no Brasil há uma particularidade que parece impactar de forma decisiva a autoverdade. Essa particularidade é o crescimento das igrejas evangélicas fundamentalistas e sua narrativa do mundo a partir de uma leitura propositalmente tosca da Bíblia. A retórica do bem contra o mal atravessa fenômenos como a “bolsonarização do país”.

Formados nessa narrativa, uma geração de brasileiros é capaz de ler ou assistir a uma reportagem da imprensa mostrando verdades que Bolsonaro gostaria que não subissem à superfície não pelo seu conteúdo, mas pela ótica da perseguição. O conteúdo não importa quando quem questiona o inquestionável é automaticamente um inimigo, capaz de usar qualquer “mentira” para atacar um “homem de bem”. Afinal, as imagens de malas de dinheiro (de dízimo, no caso) foram inauguradas por alguns pastores neopentecostais, muito antes do que pela investigação da Lava Jato, e mesmo assim suas igrejas não pararam de crescer. Bolsonaro torna-se o “perseguido” na luta do bem contra o mal, o que faz todo o sentido para quem é bombardeado por uma visão maniqueísta do mundo.

Este é o mecanismo que tem se alastrado no Brasil. E que é imensamente beneficiado pela tragédia educacional brasileira. Não é por acaso que a escola pública, já tão desvalorizada e desprestigiada, esteja sofrendo o brutal ataque representado pelo movimento político e ideológico nomeado como “Escola Sem Partido”. O pensamento múltiplo e o debate das ideias são os principais instrumentos para devolver importância aos fatos e ao conteúdo, assim como recolocar a questão da verdade.

Não é um risco que os protagonistas das novas direitas queiram correr. No jogo das aparências, seu truque é sempre o mesmo: fazer um movimento ideológico afirmando que é para combater a ideologia, agir politicamente mas afirmar-se antipolítico, apoiar partidos de direita dizendo-se apartidários. Esse mascaramento só funciona se aquele a quem a mensagem se destina abdicar do pensamento em favor da fé.

Resumo de um artigo de Eliane Brum, escritora, repórter e documentarista, para o jornal El País.

Por trás da raiva constante geralmente também está a arrogância

Atrás da raiva constante geralmente se esconde a arrogância. São perfis que precisam sempre ter razão, não toleram ser contrariados ou corrigidos e também são vítimas constantes de sua própria frustração. Assim, é importante ressaltar que por trás da arrogância encontramos o narcisismo, formando um tipo de personalidade muito desgastante.

Todos estes perfis, aparentemente tão diferentes entre si, mostram algumas características em comum. Não importa a idade, são pessoas “que sabem tudo”, ninguém pode ensinar nada ou mostrar qualquer coisa porque “possuem um grande conhecimento de vida”. Além disso, são caracterizados por deixar as necessidades dos outros para segundo plano, e por sua vez, possuem a maturidade emocional de uma criança de 6 anos de idade.

A raiva constante e o que está sob essa maquiagem

A arrogância não deixa de ser um traje. Um disfarce de porco-espinho que atua como barreira defensiva para não permitir que ninguém perceba os medos, as falhas de caráter e fraquezas que carregam.

A autoestima neste tipo de perfil é muito baixa. No entanto, esse sentimento de inferioridade muitas vezes se transforma em fonte de agressão; uma catapulta carregada de raiva, despeito e amarga frustração. A necessidade de estar acima de todos em qualquer situação, circunstância ou contexto forma essa “falácia de autoridade”, onde ninguém deve desacreditá-los. Contrariá-los, mesmo de modo insignificante, se torna um insulto.

Resumo de um artigo extraído do site
amenteemaravilhosa.com.br

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O que nos torna diferentes

O que nos torna diferentes é o sentido que atribuímos aos nossos atos. É a nossa história como indivíduo; mas, sobretudo, como coletividade.

O que se passa tendo os indivíduos como centro e a época como cenário é romance. E se o personagem foi perfeito, sem defeitos e contradições, nem isso: são contos de fada.

Por isso, embora compreenda o olhar de quem tem essa visão, enxergo o mundo de outra forma, vejo como o movimento das coletividades humanas, fluindo e  refluindo na corrente de interesses interligados.

O que nos faz diferentes é o quanto somos capazes de interpretar e dar forma aos desejos coletivos de progresso, mesmo contra um mundo que diz que o progresso é do indivíduo e de seu esforço e capacidade, esta tal meritocracia que exalta a soberba, o autoritarismo e o exercício arbitrário das próprias razões dos sabidos e dos bem-postos.

Releitura de um artigo do imperdível Fernando Brito.

O que nos torna diferentes

O que nos torna diferentes é o sentido que atribuímos aos nossos atos. É s nossa história como indivíduo; mas, sobretudo, como coletividade.

O que se passa tendo os indivíduos como centro e a época como cenário é romance. E se o personagem foi perfeito, sem defeitos e contradições, nem isso:  são contos de fada.

Por isso, embora compreenda o olhar de quem tem essa visão, enxergo o mundo de outra forma, vejo como o movimento das coletividades humanas, fluindo e  refluindo na corrente de interesses interligados.

O que nos faz diferentes é o quanto somos capazes de interpretar e dar forma aos desejos coletivos de progresso, mesmo contra um mundo que diz que o progresso é do indivíduo e de seu esforço e capacidade, esta tal meritocracia que exalta a soberba, o autoritarismo e o exercício arbitrário das próprias razões dos sabidos e dos bem-postos.

Releitura de um artigo do imperdível Fernando Brito.

Ética e moral

Moral se fundamenta na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos.

Ética, busca fundamentar o modo de viver pelo pensamento humano, na reflexão acerca dos valores.

Na filosofia, a ética não se resume à moral, que geralmente é entendida como costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo de vida.