sábado, 25 de março de 2017

Vida

Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

Mahatma Gandhi

quinta-feira, 16 de março de 2017

Julio Cortázar

Capítulo 7 - Rayuela:

Toco tua boca, com um dedo toco a borda da tua boca, vou desenhando-a como se brotasse de minha mão, como se pela primeira vez tua boca se entreabrisse, e me basta fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar, fazendo nascer a cada vez a boca que desejo, a boca que minha mão elege e te desenha na cara, uma boca escolhida entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão na tua cara, e que por um azar que não tento compreender coincide exatamente com tua boca que sorri por debaixo da que minha mão desenha.
Olha-me, de perto me olha, cada vez mais de perto e então brincamos de ciclope, nos olhamos cada vez mais de perto e nossos olhos se agigantam, se aproximam um ao outro, se sobrepõem e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas se encontram e lutam calorosamente, mordendo-se com os lábios, apoiando apenas a língua nos dentes, brincando em seus espaços onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio. Então minhas mãos buscam fundir-se no teu cabelo, acariciar lentamente a profundidade de teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos a dor é doce, e se nos afogamos em um breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E há uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.

Julio Cortázar.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Teorema (Pier Paolo Pasolini, 1968)

Teorema (Pier Paolo Pasolini, 1968)

Revista Universitária Audiovisual
Universidade Federal de São Carlos

Raoni Reis Novo e Felipe Corípio

Nome do livro e do filme de Pasolini, Teorema é uma verdadeira parábola sobre a crise da estruturação da sociedade (em especial da classe média) em torno da instituição familiar. O longa inicia-se colocando a questão da tensão social existente entre a burguesia e o proletariado com a seqüência na qual inúmeros jornalistas noticiam a entrega de uma fábrica para os operários, e questionam se tal atitude poderia significar um desejo da burguesia em transformar todos em burgueses.

Toma conta da tela imagens em cores de um deserto, sob a qual vemos os créditos. Em seguida imagens em preto e branco de uma fábrica aparentemente vazia intercaladas com imagens descontínuas nos mostram dois encontros entre jovens, servindo de prenúncio para o que o filme irá retratar. Inicia-se então a primeira parte da trama, na qual é anunciada, através de um carteiro saltitante que parece querer voar, a chegada de um visitante, que se hospedará na casa de uma família tradicional de classe média e que, por conta de sua presença, acabará por esfacelar com os valores e estruturas presentes naquele ambiente familiar.

A primeira personagem que se mostra atraída pelo visitante é Emília, a empregada da casa. Enquanto cuida do jardim, a empregada se incomoda com a figura do visitante que está lendo confortavelmente no quintal, e então corre para dentro de casa retirando seus brincos e beijando uma imagem religiosa ao lado de seu espelho, numa clara alusão a toda repressão a que a personagem se impõe, tanto sob uma perspectiva moral (a de retirar os brincos para não incitar sua sensualidade) quanto de uma perspectiva religiosa (a castidade e o pecado). Ao perceber que mesmo assim o visitante continua atraindo-a, ela corre novamente para a casa, desta vez para uma tentativa de suicídio, em que ela inala gás, mas o visitante então salva-a, leva-a para o seu quarto, e consuma o ato sexual.

Da mesma forma como ocorre com a personagem da empregada, os demais personagens (a mãe – Lucia, o pai – Paolo, o filho – Pietro e a filha – Odetta) vão se deixando seduzir completamente pelo hóspede fazendo com que suas personalidades reprimidas venham à tona.

Quando se dá o fim da estadia e o visitante abandona a casa, inicia-se a segunda parte da trama com a completa ruptura de toda a estrutura que unia aquela família. Emília muda-se para o interior, onde passa a se alimentar de ervas e a operar milagres. Pietro percebe-se homossexual e entrega-se a pintura abstrata. Odetta fica catatônica e é levada para um hospital. Lucia passa a sair pelas ruas à procura de amantes, e por fim Paolo entrega sua fábrica aos operários, se despe em uma estação ferroviária e caminha em direção ao deserto, onde o filme se encerra com seu grito libertador.

A narrativa

Através de uma linguagem repleta de alegorias, Pasolini cria um intrincado quadro da crise da estrutura dos valores burgueses por meio da figura do visitante, um sujeito simpático, sem características marcantes e que ao longo do filme não terá seu nome revelado. É por conta da simples presença de tal visitante, que todos os outros personagens do filme experimentarão um verdadeiro desdobramento de suas identidades, ações e papéis após entrar em contato com sua presença.

“A figura do hóspede é uma representação alegórica, um quase-Messias, cuja passagem pelo espaço familiar anuncia o que estava pressuposto: a dissolução da ordem do mundo burguês”.[1]


Segundo Giovana Alves em seu artigo sobre Teorema, a alegoria do hóspede remete também a uma idéia mítica e profética de alguém destinado a promover uma grande transformação em todos os membros da família. Sob esta perspectiva podemos entender a figura do carteiro Ângelo, que anuncia, saltitante e parecendo querer voar, sua chegada, como a de um mensageiro, um anjo, reiterando desta forma mais uma característica marcante nas obras de Pasolini: a mistura do profano com o sagrado.

O papel dramático representado pela figura do visitante se aproxima deste modo com o que poderíamos considerar como sendo a figura do herói clássico, o protagonista cujas ações desencadeiam todo o desenrolar da trama. Entretanto, o encadeamento das ações narrativas não seguem o modelo clássico. A figura do visitante se restringe a uma alegoria de um messias responsável pelo estopim de mudanças radicais na estrutura daquela família.

Nesta primeira parte da narrativa, em que os personagens são postos diante da figura do hóspede, observamos uma estrutura narrativa calcada no que Deleuze irá chamar de imagem-movimento, que se relaciona a tudo que pode ser visto, sentido ou feito pelos personagens diante das situações em que se encontram. A história neste momento concentra-se numa relação de causa e efeito, entre sujeito (burgueses) e “objeto” (a visita).

Em um momento, no jardim da casa, estão sentados o pai, a filha e o visitante. O pai pergunta ao visitante o que ele está lendo e o visitante responde: “Ela era toda a vida. O ciclo de bondade demoraria mais a se reproduzir que uma estrela. A adorável que eu não esperava tinha vindo, não voltou e não voltaria mais”. Neste momento o visitante fala de si em terceira pessoa, transborda passado e presente sinalizando o futuro. Avisa que irá embora e não voltará mais. A menina sai correndo do jardim, pega uma câmera fotográfica e registra o momento, tira fotos do visitante com seu pai, e depois leva-o para o quarto.

Essa seqüência é um exemplo de discurso indireto livre. O personagem narra a si mesmo como outro e toma consciência de sua condição.  Em teorema são poucas as falas e quando elas existem, na maioria das vezes, vem na forma de narração em primeira ou terceira pessoa, no caso do visitante. E, como diz Parente:

“Paradoxalmente, foi a partir do momento que o cinema aprendeu a falar que ele se tornou, segundo Ropars, verdadeiramente mudo. Ao fazê-lo, ele se constituiu em um discurso indireto livre, impessoal e coletivo, em que a fala se libera da imagem, torna-a legível e torna-se profundamente sonoro”.[2]


Assim que o visitante sai da trama, segue-se então uma estrutura que se assemelha à parábola e ao cinema de poesia de Pasolini. Cada personagem passa a vivenciar seus próprios conflitos, passa a ser protagonista de suas próprias ações sem que aja nenhum tipo de intervenção direta do meio, ou de terceiros, o que nos leva a aproximar essas ações à chamada imagem-tempo “no qual cada imagem implica necessariamente uma rachadura do ‘eu’, uma fissura do espaço campo de interioridade” (André Parente, p.14).

Segundo Adalberto Muller:

“Quando Pasolini fala em cinema de poesia (…) não é apenas um cinema de belas imagens (muito pelo contrário, Pasolini cultuava o feio e pobre), mas um cinema em que as imagens se pensam. Para ele, o cinema de poesia era apenas uma etapa para a poetização da própria indústria (e não apenas a indústria cinematográfica), que se daria pari passu com a poetização da vida e das relações sociais”.[3]


Tendo como referência essa concepção de cinema poético para Pasolini, podemos admitir a segunda parte da narrativa, não apenas como meras abstrações de imagem-tempo dadas pelo devir das personagens em conflito consigo mesmas diante da quebra da identidade representada por seus desejos reprimidos. Temos em cada personagem um desfecho, um caso a parte, uma reação que incita a uma reflexão acerca dos diferentes modos como o desejo e a repressão estão imbricados nos valores e leis que regem as relações sociais pré-estabelecidas.

Em meio às duas partes da narrativa, vemos incrustada a todo o momento a figura do deserto, que nos remete imediatamente à idéia do vazio, do árido, do inóspito. O deserto nada mais é do que uma alegoria direta ao interior das personagens. Não é a toa que o filme se encerra também se utilizando dessa imagem, ao fim da seqüência em que Paolo, após entregar sua fábrica aos operários, despe-se numa estação e caminha em direção ao deserto, numa tentativa de se despir de todas as amarras, objetos e valores sociais, em busca de si próprio. Em meio ao grande vazio que o cerca “resta o grito, essa manifestação primeira que antecede a linguagem”. [4]

Apesar de notarmos que a angústia, o medo e o desespero dominam diante da perda dos referenciais que sustentavam as identidades dos personagens, Pasolini não fecha a sua narrativa dicotomizando as experiências retratadas no filme entre o bem e o mau, o ruim e o bom, a alegoria do desejo é o elemento que traz o novo, a mudança para o velho modelo de estrutura familiar. O sexo, aqui encarado como libertador da repressão civilizatória é o responsável pela instauração do novo, que pode acarretar uma nova formatação dos valores sociais, ou apenas atuar como um impulso negativo, responsável pela destruição de uma identidade social.

Raoni Reis Novo e Felipe Corípio são graduandos em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Bibliografia

PARENTE, André. Narrativa e Modernidade – Os cinemas não-narrativos do pós-guerra. Editora Papirus. São Paulo. 2000.

ARISTÓTELES. A poética clássica. Editora Cultrix.

Sites

http://www.telacritica.org/teorema.htm

http://www.polbr.med.br/arquivo/psi0605.htm

Miguel Pereira – Um olhar sobre o cinema de Pasolini

http://publique.rdc.puc-rio.br/revistaalceu/media/alceu_n9_pereira.pdf

Marlos Guerra Brayner – Pier Paolo Pasolini> uma poética da realidade

http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=3838

[1] ALVES, Giovana. Teorema, In: http://www.telacritica.org/teorema.htm

[2] PARENTE, André. Narrativa e Modernidade – Os cinemas não-narrativos do pós-guerra. Editora Papirus. São Paulo. 2000.

[3] MULLER, Adalberto. Além da literatura, aquém do cinema ? Considerações sobre a intermedialidade . In: Machado Jr, Rubens, Soares, Rosana de Lima, Corrêa de Araújo, Luciana (orgs). Estudos de Cinema, Socine. São Paulo: Annablume, Socine, 2007, p.81

[4] TELLES, Sérgio. Teorema, In: http://www.polbr.med.br/arquivo/psi0605.htm

Inevitável perigosa extinção do capitalismo

Por Wellington Maceira e Silva
No GGN

No rastro da atual grande crise econômica mundial – a derradeira – de volta as pregações nazifascistas com toda a força, por todo o mundo. Adequadas para tempos de grandes crises econômicas, apropriadas aos ressentimentos e ódio dos párias, dos desfavorecidos, das massas de conhecida baixa autoestima que odeiam políticos, ricos e banqueiros, sem saber bem ao certo a razão de tudo isso. Mas, se ganha na megassena, esquecem tudo - ninguém é de ferro.

Depois da grande crise de 1930 o sistema capitalista tornou-se bastante robusto e sofisticado, dotado de seguranças procurando impedir outro crash de 1929. Entretanto, apesar do seu atual estágio de segurança, não será capaz de evitar a quebradeira do sistema capitalista, principalmente, por conta de Dona Tecnologia.

Para a comprovação do estado geral de destruição do sistema capitalista, basta uma olhada na rapidez da evolução da inteligência artificial e da robótica desses últimos tempos, surpreendentemente, mais hábeis e poderosas. Base sólida para acreditar que os jovens que deveriam entrar no mercado de trabalho daqui a dez ou doze anos, por mais estudos, inteligência e preparos que tenham, não encontrarão espaço para concorrer com a inteligência artificial e os variados tipos e naturezas de robôs que estarão no mercado, inclusive, humanoides de todos os gêneros e naturezas, aptos a trabalharem 24 horas por dia em altos níveis de produtividades, eficiência e precisão. Confiáveis, responsáveis e fiéis, sem nada reclamarem. Insuperáveis.

Quando a tecnologia não afasta o homem do trabalho, viabiliza a contratação de trabalhadores ganhando pouco, já que a habilidade, conhecimento e inteligência, estão sendo substituídos pela inteligência artificial e pela robótica, nas mais diversas áreas do trabalho humano.

Vai daí que a crescente massa de pessoas sem poder de consumo por conta do desemprego tecnológico ou por baixos salários, estão tornado o gigantesco polo consumidor mais fraco e sem poder de consumo. O inevitável enfraquecimento do grande polo consumidor mundial vai inviabilizando o gigantesco polo produtor de riquezas global. Empurrando o capitalismo para inevitável ruptura.

Tudo indica que por volta de 2023, estarão no mercado, computadores aptos a conversar com o ser humano, a trocarem ideias com as pessoas sobre os mais diversos temas, dos banais aos mais complexos e intelectualizados. Aptos a conversar com uma plateia inteira de debatedores, simultaneamente, interagindo com outras plateias, pessoas e computadores inteligentes, buscando soluções para questões mais complexas. Causarão gigantescos desempregos no trabalho intelectual.

Como de sempre, cada nova tecnologia abre oportunidades para outros tipos de trabalhos, só na era tecnológica avançada, essa nova oportunidade não é para o homem, mas para outras modalidades e tipos de inteligências artificiais e robóticas. O trabalho humano vai sendo posto de lado, sem utilidade alguma. Acreditem.

Estamos entrando na era da inteligência artificial imprescindível em todas as áreas da elaboração de projetos, produtos, estudos, pesquisas, produção, construção, análises, julgamentos, desempenhos, segurança, logística, avaliações e outras mais, na engenharia, arquitetura, geologia, estatística, medicina, justiça, contabilidade, economia, ensino, transporte, militar, etc. Milhares de trabalhadores intelectuais ficarão sem espaço para trabalhar. Por mais estudos que tenham, ficarão desempregados e sem meios de ganharem apropria vida. A tecnologia não se da bem com o sistema capitalista. Mas, nada detém a formidável inovadora Dona Tecnologia.

Com a contínua redução do gigantesco polo consumidor mundial, o polo produtor vai encolhendo, perdendo forças, rumando para inevitável falência. Sem um sideral polo consumidor dotado de real poder de compra, o polo produtor do sistema capitalista fica inviável. A atual grande crise mundial tem tudo a ver com desemprego tecnológico. Entretanto, é assunto proibido por ser sem solução no sistema capitalista. Milhares e milhares de trabalhadores braçais e intelectuais não encontrarão espaço algum para concorrer com a tecnologia, antes de 2030.

Grande e complexo problema da civilização a ser equacionado antes que surja a guerra nuclear “para resolver tudo”. Só resta à humanidade perceber que o capitalismo está em processo final de exaustão. Sem remédio algum. Em rota de quebradeira geral de consequências mortíferas.

Antes que isso aconteça, é necessário iniciar à perigosa e complexa mudança do sistema capitalista para uma estrutura econômica robusta de base socialista, provavelmente, passando por uma economia de transição, a ser planejada, montada e implantada. Antes que seja tarde demais.

Se essa complexa operação econômica de transição for devidamente realizada a tempo, com grandes cabeças e fortes lideranças mundiais, a devastadora guerra nuclear será evitada. Não haverá extinção da civilização. Teremos a oportunidade de iniciar a construção utópica de um novo mundo, justo, fraterno, harmonioso e limpo.  Para todos. Bem viável e possível. Só depende de nossa escolha.

Bolsonaro, vem aí

Bolsonaro, zebra?

Não é, e nunca foi.

Para muitos a história não vale nada. Mas, digo olhem a história, percebam o que levou Hitler, Berlusconi, Trump, e outros do mesmo naipe ao poder.

Criminalização da classe política levam franco atiradores ao poder,

Estes franco atiradores não são controlados nem pela responsabilidade conferida pelas urnas, nem pelo sistema.

O resultado é sempre o arrependimento dos irresponsáveis que desmoralizaram a classe política, e o caos.

A eleição de Bolsonaro soa como líquida e certa:

- Tem uma postura de antipolítico;

- Discurso nacionalista;

- Simpático para os padrões da classe média;

- Não é candidato dos partidões desgastados;

- Sai candidato fora das preferência da mídia, igualmente desgastada e desmoralizada;

- Descomprometido com os políticos "famosos" quase todos respondendo criminalmente;

- conseguiu a capilaridade que lhe faltava ao ir ao rio Jordão, se benzer com um conhecido pastor brasileiro;

- apoio da bancada ruralista e evangélica;

- Apoio dos militares, que ainda são considerados corretos e íntegros pela população;

- Estará fora da zona de atrito da dualidade PSDB e PT;

- No segundo turno, seu nome será mais palatável ao sistema do que o de Ciro Gomes, provável candidato da esquerda;

- A esquerda completamente fragmentada e sem rumo;

- o PSDB sem nomes, entre os tradicionais - todos desgastados -, o sistema tenta emplacar o prefeito de Sampa, que se for o escolhido encontrará um partido rachado com a dissidência dos grupos de Serra e Aécio, salvo se o neófito romper com Alkmin;

- O PMDB, como sempre na surdina e sem nomes;

- Marina, uma eterna égua paraguaia;

- Bolsonaro tem os ases e as metralhadoras na mão.

Comentário no link
http://jornalggn.com.br/noticia/o-risco-de-bolsonaro-se-tornar-a-zebra-de-2018#comment-1062345

quinta-feira, 2 de março de 2017

A Força da Gratidão

A real felicidade deve colocar suas mentes em conexão com a força da gratidão.

Saiba se você está em Reconexão

Sabem que passarão por muitas provações, e único caminho é o autoconhecimento e a humildade.

Sentem o corpo pesado devido ao descompasso com a mente e o Espírito.

Não querem estar nesse planeta, mas aceitam e compreendem que precisam passar por muitos aprendizados.

Compreendem a fonte de seus sofrimentos e tentam seguir na direção da autocura.

Não focam suas energias nos problemas, somente nas soluções.

Conhecem seus propósitos de vida e lutam por ele.

Não conseguem comer alimentos pesados que dificultam o metabolismo. Comem pouco.

Sentem irritabilidade, mas tem autocontrole.

Precisam exercer a fé o tempo todo, como se fosse a grande prova.

Não aceitam mais os velhos modelos de consumo e relacionamento.
Preferem consumir somente o suficiente.

Adotam filosofia do "menos e mais".

Meditam o tempo todo, mesmo estando dirigindo e trabalhando. A meditação se torna simultânea e natural.

Contato direto com espírito. Vibram na frequência neutra da gratidão.

Sabem que estão reconectados e não costumam dizer para as pessoas.

Não querem ser reconhecidas como pessoas especiais, pois sabem que não são.

Têm paz, pois sabem que possuem uma família espiritual e um dia retornarão para a grande morada.

Valorizam mais as coisas imateriais do que as coisas materiais.

Sentem que é gratidão é a única fonte da verdadeira felicidade.

Sabem que seus sucessos algo que alegra não somente a si, mas todos que estão ao seu redor, inclusive os seres espirituais que o acompanham.

Querem aprender ensinando.

Extraído do livro "A Era de Ouro da Humanidade", de Carlos Torres e Sueli Zanquim

Matéria Sutil, origem de tudo

E aí temos o planeta Terra que, analogamente encerra os mesmos elementos que deram origem ao sistema solar. Possui ar em sua atmosfera, terra formando sua crosta,  água formando mares, lagos e rios, e o fogo no seu interior (magma).

O elemento terra possibilita dar forma à vida, e a sua primeira manifestação ocorre através do reino mineral com ausência de qualquer movimento dinâmico. O elemento água amolece e molda a terra oferecendo condições para que os minerais mais avançados comecem a migrar para o reino vegetal, o que se processa de maneira lenta, gerando seres metade mineral, metade vegetal, que aos poucos vão se estabelecendo no reino vegetal, surgindo assim o primeiro movimento dinâmico da forma e a sua possibilidade de crescimento.

Agora são dois reinos da natureza, cada um seguindo sua marcha, apesar de estarem interligados, pois o vegetal precisa se alimentar da terra com seus minerais para sobreviver, ao mesmo tempo que carrega na sua forma o mineral evoluído.

Os vegetais mais avançados seguem o mesmo processo do mineral, até que os primeiros seres se firmem no reino animal. Aos poucos começam a firmar o princípio de extinto que juntamente com os sentidos se desenvolvem. Podem caminhar, cheirar, tocar, enxergar, ouvir, sentir o paladar das coisas ainda que rudemente.

Nesse estágio são três reinos da natureza seguindo suas evoluções em paralelo, porém interligados e interdependentes. O animal necessita dos reinos que o antecederam para obter o alimento que lhe dá energia, o combustível, o fogo da sua mobilidade. Além disso, carrega na sua forma, na sua estrutura física, os dois reinos anteriore,  o mineral representado nas cartilagens, ossos e sais minerais, e o vegetal representado no seu sistema neurovegetativo.

As condições disponíveis para a criação do homem estavam aí, faltava apenas o aprimoramento da forma e algo que diferenciasse do reino animal, faltava o germe da inteligência representado pelo elemento ar como sinônimo de liberdade e expansão .

Será que até este ponto da manifestação tudo ocorreu de forma despretensiosa, ao sabor do acaso?
A natureza sozinha teria se encarregado devolução? Seria essa mesa Natureza capaz de infundir o gene da inteligência no Animal?

Seguindo Hermes, o Trimegisto,  "o que está em cima é igual ao que está embaixo", o seja, o macrocosmo está no microcosmo, e vice-versa, pode-se então admitir que a formação dos reinos da Natureza se deu de forma análoga ao nosso sistema solar, até atingir as formas físicas densas dos dias atuais.

Dessa maneira, todos os seres vivos teriam iniciado suas primeiras manifestações a partir da matéria muito sutil (plástica),  invisível, para aos poucos ir de solidificando até alcançar formas mais concretas e mais definitivas.

Todas as coisas do universo partem do invisível para o visível e do e imanifestado para o manifestado.

Trecho extraído do livro "Desvio de Rota, Como será o Homem do Futuro", de Wladimir Ballesteros.