MUNDO CÍCLICO: O FUNDAMENTALISMO QUE RESSURGE NA HISTÓRIA
teologianasolitude.com.br| 16 de October de 2024
Guilherme Augusto.
Eu creio que o mundo é muito mais cíclico do que imaginamos, é fácil notar como a maioria das coisas que acontecem voltam, seguindo um padrão de comportamento, mostrando que, no final, o homem não tem nada de novo. Apesar das diferenças de pensamento, cultura ou formas de olhar o mundo, me parece que existem padrões que se repetem na história.
O legalismo e o fundamentalismo são alguns destes padrões que ressurgem de tempos em tempos. E, por mais que o termo hoje seja muito usado para nos referirmos aos pastores e religiosos que impõem suas formas de pensar, é possível avistarmos este tipo de pessoas em vários setores da sociedade. Um dos significados de fundamentalismo, segundo o dicionário, é:
“Atitude de intransigência ou rigidez na obediência a determinados princípios ou regras” (PRIBERAM).
Na política, os fundamentalistas são aqueles que acreditam que o seu modelo político é único, é a solução milagrosa para todos os problemas na terra. E por conta desta crença, não é raro encontrarmos falas que beiram a imposição.
Na música também podemos ver fundamentalistas, que acreditam que apenas o seu estilo musical é bom e o resto é música inferior.
Toda a tentativa de imposição e segregação acaba sendo um fundamentalismo, uma tentativa de provar que ele é o melhor e o resto está abaixo dele.
Parece-me que quando alguns encontram a solução para os seus problemas ou quando estes aprendem uma lição, passam a ter a gana de impor aquele ponto de vista à força, considerando como errados todos os que não percebem que a solução que eles propõem são relevantes ou mesmo únicas.
É fácil olhar para a história e mostrar como a inquisição impôs um pensamento, e acusar assim o catolicismo de cometer tal erro. O desafio é perceber como o ser humano segue uma tendência semelhante em muitos momentos, não dá para focar apenas em um acontecimento, para sermos justos, precisamos aprender a olhar o todo da história.
O fundamentalismo nem sempre é percebido.
É aquela velha máxima: “O mal são sempre os outros”.
Sem diálogo, arriscamos construir muito mais problemas do que soluções e é justamente este um dos perigos do fundamentalismo!
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