Por que vivemos em uma era dominada pelo surpreendente encanto da ignorância?
estadao.com.br | 12 de February de 2024
Aristóteles ensinou que todos os seres humanos desejam o conhecimento. Nossa própria experiência nos ensina que todos os seres humanos também desejam não conhecer, às vezes vorazmente.
Isso sempre foi verdadeiro, mas há certos períodos históricos em que negações de verdades parecem assumir uma vantagem, como se algum vírus psicológico se espalhasse de maneiras misteriosas, com o antídoto subitamente impotente. O atual período é um desses.
O mundo é um lugar recalcitrante, e há coisas sobre o mundo que preferimos não reconhecer.
Algumas são verdades inquietantes sobre nós mesmos; as coisas mais difíceis de aceitar.
Outras são verdades sobre a realidade que nos cerca, que, uma vez reveladas, nos furtam crenças e sentimentos que de algum modo melhoram e facilitam nossas vidas — ou pelo menos dão a parecer que o fazem.
A experiência do desencanto é tanto dolorosa quanto comum, e não surpreende que um verso de um poema inglês, que não fosse por isso acabaria esquecido, tornou-se um provérbio comum: a ignorância é uma bênção.
(...)
... há pessoas que, seja por que for, desenvolveram uma antipatia particular em relação à busca do conhecimento, cujas portas internas foram trancadas a sete chaves contra qualquer coisa que possa colocar em dúvida o que elas acreditam que já conhecem.
Por que isso ocorre? Porque procurar e obter conhecimento não é uma busca apenas cognitiva, é também uma experiência emocional.
O desejo de conhecer é exatamente isso: um desejo. E sempre que nossos desejos são satisfeitos ou frustrados nossos sentimentos também estão envolvidos.
Inteiro teor:
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