segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleições 2014

A misteriosa bolha de 15% de todo o eleitorado brasileiro.

Historicamente Marina detém em torno de 20% do eleitorado. Após a comoção do acidente de Campos e o trabalho da mídia seus votos são acrescidos de 15% e passa na apuração do Datafolha dos dias 17 e 18 de setembro para 35%.

Aécio conta com 19% das intenções de voto.

Inicia -se pela imprensa a desconstrução de candidatura de Marina que em 15 dias vê seus votos despencarem e chega às urnas com 21%, enquanto Aécio sai de 19%, incorpora os 15%, e alcança 33,55% dos votos no 1º turno.

Dilma se mantém em todas as pesquisas em patamares próximos aos 40%

A campanha de reeleição de Dilma alcança diferença com o 2º colocado equivalente à campanha de reeleição de Lula

2006 - Lula   48,61% e Alckmin 41, 64%
2014 - Dilma 41,59   e Aécio 33,55

As quatro balas de prata da campanha

A primeira bala de prata

Após as manifestações de junho a mídia manipula o que pretendiam os manifestantes tentando desgastar apenas a candidatura Dilma. Os massacres diários do governo todos tomaram conhecimento. Para não alongar cito a manchete da Folha logo após tais manifestações: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1311756-popularidade-do-governo-dilma-despenca-229-pontos-mostra-pesquisa.shtml

Na fumaça das manifestações a mídia tenta ampliar a desordem estimulando o movimento *não vai ter copa. As matérias de que os estádios não ficariam prontos e que a copa seria um caos estamparam durante muito tempo todas as manchetes principais da mídia.

Todos esses movimentos não foram suficientes para abalar as pesquisas eleitorais de até então:

2/10/2013  Datafolha:  Dilma 42%, Aécio Neves 21% e Campos 15%
07/11/2013  CNT/MDA: Dilma 43%, Aécio  19% e  Campos 9%
18/11/2013  Ibope:  Dilma 43%, Aécio  14% e Campos 7%
18/02/2014  MDA:     Dilma 43,7%, Aécio  17% e Campos 9,9%

A segunda bala de prata

Com os índices de pesquisa indicando a vitória de Dilma no 1º turno, a imprensa divulga uma série de denúncias contra a Petrobras. O planalto faz movimentos e atrasa a abertura da CPI até maio de 2014; a CPMI mista é instalada logo em seguida. A mídia massifica diariamente o escândalo e tenta colocar no colo de Dilma a responsabilidade por possíveis desvios de dinheiro.

Capa da Revista Veja de 09/04/2014

http://2.bp.blogspot.com/-jJdQ0LkbD_w/U0h84dW6tlI/AAAAAAAABqQ/w6n9TGLqn6k/s300/capa380.jpg

No dia 19/04 a Globo divulga: “Eleições: patamar de aprovação indica derrota para Dilma”:  A julgar pelo retrospecto de 104 eleições para governadores e presidente desde 1998 em que havia um candidato tentando a reeleição, analisadas pelo cientista político Alberto Carlos Almeida, Dilma hoje não se reelegeriahttp://oglobo.globo.com/brasil/eleicoes-patamar-de-aprovacao-indica-derrota-para-dilma-12241407

No entanto, mais uma vez, as pesquisas continuaram indicando a vitória de Dilma no 1º turno. Observem que aqui as pesquisas já indicavam uma possível queda de Dilma e subida de Aécio:

22/05/2014  Ibope:        Dilma 40%, Aécio 20% e Campos 11%
19/06/2014  Ibope:        Dilma 39%, Aécio 21% e Campos 10%
03/07/2014  Datafolha: Dilma 38%, Aécio 20% e  Campos 9%
17/07/2014  Datafolha: Dilma 36%, Aécio 20% e  Campos 8%
22/07/2014  Ibope:        Dilma 38%, Aécio 22% e  Campos 8%
07/08/2014  Ibope:       Dilma 38%, Aécio, 23%, e Campos, 9%

A terceira bala de Prata 

Com o acidente que vitimou o candidato do PSB surge o nome de Marina insuflado pela mídia que diariamente passou a defender suas qualidades e criou um clima de comoção tal a gosto do eleitor brasileiro.

Na pesquisa Datafolha de 29 de agosto apresenta Marina empatada com Dilma no 1º turno com 34% dos votos, e Marina ganhando no segundo turno com uma estupenda diferença de 10%, Marina com 50% e Dilma com 49%.

O desespero da mídia aumenta ainda mais ao ver nessa pesquisa o seu candidato Aécio despencado.
A mídia começa a desconstrução de Marina investigando o acidente de Campos e noticiando pela primeira vez uma série de irregularidades da aquisição e uso da aeronave pela campanha do PSB.  A desconstrução continua com a própria fragilidade da campanha e das propostas de Marina que provocaram o atrito entre históricos dirigentes do PSB e os escolhidos como principais assessores da candidata. A imprensa divulga a forte  influência de Neca Setúbal frente a Marina, os atritos do presidente do PSB em exercício, Roberto Amaral, com os formuladores das propostas da campanha sobre economia, Alexandre Rands e Eduardo Gianetti.

O resultado do bombardeio da mídia contra Marina para elevar o patamar do seu escolhido, Aécio Neves,  aparece  na pesquisa seguinte quando o Datafolha/Globo cravou em 30 de setembro, Dilma com 40% das intenções de voto, Marina com 25%, e  Aécio com 20%. A Folha estampa em letras garrafais “Datafolha mostra acirramento entre Aécio e Marina pelo segundo lugar”.

Dilma se aproximava perigosamente dos patamares originais das primeiras pesquisas quando ficou com 42% e 43% realizadas em 2013 e início de 2017 (acima), o que lhe garantia a vitória em primeiro turno.

Era preciso assegurar o segundo turno estancando a queda de Marina e ainda assim garantir a subida de Aécio para ultrapassar Marina. Cessam os ataques a Marina.

A quarta bala de prata

Aécio Neves formula em conluio com a mídia uma série de denuncias envolvendo a campanha de Dilma e os Correios e ameaça pedir ao TSE  a impugnação da candidatura de Dilma.

As artimanhas dão certo e no dia 02/10 a Folha de São Paulo estampa: “Datafolha mostra empate técnico entre Marina e Aécio”, apontando Marina com 24% e Aécio com 21%.

Na véspera das eleições os dois maiores institutos de pesquisa o Ibope e o Datafolha, contratados pela Folha de São Paulo e pela Rede Globo, finalmente divulgam: Dilma tem 44%, Aécio vai a 26% e Marina recua para 24; http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1527282-dilma-tem-44-aecio-vai-a-26-e-marina-recua-para-24-dos-validos-diz-datafolha.shtml
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/10/datafolha-dilma-tem-44-aecio-26-e-marina-24-dos-votos-validos.html

As tentativas de manipulação disfarçadas em matérias jornalísticas



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Desde sempre a manipulação da mídia principalmente às vésperas das eleições é clara e nítida.
Em 2009 Carlos Augusto Montenegro de um conhecido instituto de pesquisa já afirmava maldosamente, para a não menos manipuladora revista Veja:

“Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor - no caso, a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de decomposição.”
http://veja.abril.com.br/260809/lula-nao-fara-sucessor-p-072.shtml

Até quando será permitida tamanha manipulação de informações sem que as instituições democráticas não tomem atitude contra esse desmando?

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