segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Quando a desilusão contamina a consciência cívica..."

Comentário ao Post:

http://jornalggn.com.br/noticia/a-descrenca-em-tudo-abriu-caminho-para-o...

Me casou surpresa ler os primeiros parágrafos deste artigo saído das páginas do grupo "globo".

Se inicialmente a matéria demonstra a importância da política, termina por desancar no que é comum das organizações Globo; a tragédia, o golpismo, e a descrença dos movimentos de rua.

O alerta que o artigo traz é válido, real, e preocupante. A forma que ele situa os problemas é pobre e direcionado.

Qualquer abordagem sobre este tema, se a intenção for construtiva, deverá obrigatoriamente passar pela análise das causas que estão provocando esta "desilusão".

Quase sempre as análises tocam às possíveis consequências. O problema é que se estas se concretizarem aí, como se diz, "a inês é morta". É como se criarmos uma bolsa de apostas sobre as consequências, as causas seriam eliminadas.

Outra condição pouco abordada é o contexto do todo, talvez pela próprio paradigma atual que procura se separar em partes para tentar se entender o todo.

Digo isso pelo  motivo de que tais manifestações tem ocorrido pelo mundo e com bandeiras muito diversas. Portanto, analisar o que está ocorrendo no Brasil sem levar em conta de que se trata de um movimento mundial ocorrido em países de culturas diversas, de políticas distintas não facilitará o entendimento dos problemas

Outro grande equívoco é quando se coloca os  Black Blocs como centro, quando na realidade estes grupos se apresentam de forma periférica, talvez complementar, mas com certeza de forma oportunista.

O que se deve questionar prioritariamente é o motivo por que os jovens em todo o mundo estão tão descontentes.

Qualquer tentativa de busca de soluções deverá passar pelo questionamento acima.

Por aqui, no Brasil, Dilma já demonstrou que entende perfeitamente os problemas, e diferentemente da matéria que começa afirmando;

"Quando a desilusão contamina a consciência cívica...";

nossa presidenta  entende que é a falta do exercício da consciência cívica que está causando a desilusão.

Neste sentido ela tomou as primeiras decisões ao convocar os grupos representativos da sociedade para reuniões, e ao defender um plebiscito para que a população seja inserida no contexto político, exercendo as suas funções cívica e política.

Está aí a diferença de abordagem entre os que;

1)  entendem, aceitam, e concordam com os anseios da população, e dentro desta inteligência procuram apresentar soluções e alternativas

2)  os que fingem entender, distorcem, e setorizam os problemas, para que soluções não sejam dadas;

3)  os que enfiam a cabeça na terra, como avestruzes, fazendo de conta que são movimentos isolados, difusos, baderneiros, e passageiros.

Sobre os movimentos assim diz Aldo Fornazieri – Cientista Político e professor da Escola de Sociologia e Política:

É, interessante que o artigo cite; "George W. Bush, o monstro da mediocridade, cercado por uma corte de fundamentalistas, num país ameaçado por monstros" quando o grupo faz o mesmo quando se refere ao PT, e dando, constantemente, voz a políticos como Serra e Bolsonaro.

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