http://jornalggn.com.br/noticia/a-descrenca-em-tudo-abriu-caminho-para-o...
Me casou surpresa ler os primeiros parágrafos deste artigo
saído das páginas do grupo "globo".
Se inicialmente a matéria demonstra a importância da
política, termina por desancar no que é comum das organizações Globo; a
tragédia, o golpismo, e a descrença dos movimentos de rua.
O alerta que o artigo traz é válido, real, e preocupante. A
forma que ele situa os problemas é pobre e direcionado.
Qualquer abordagem sobre este tema, se a intenção for
construtiva, deverá obrigatoriamente passar pela análise das causas que estão
provocando esta "desilusão".
Quase sempre as análises tocam às possíveis consequências. O
problema é que se estas se concretizarem aí, como se diz, "a inês é
morta". É como se criarmos uma bolsa de apostas sobre as consequências, as
causas seriam eliminadas.
Outra condição pouco abordada é o contexto do todo, talvez
pela próprio paradigma atual que procura se separar em partes para tentar se
entender o todo.
Digo isso pelo motivo
de que tais manifestações tem ocorrido pelo mundo e com bandeiras muito
diversas. Portanto, analisar o que está ocorrendo no Brasil sem levar em conta
de que se trata de um movimento mundial ocorrido em países de culturas
diversas, de políticas distintas não facilitará o entendimento dos problemas
Outro grande equívoco é quando se coloca os Black Blocs como centro, quando na realidade
estes grupos se apresentam de forma periférica, talvez complementar, mas com
certeza de forma oportunista.
O que se deve questionar prioritariamente é o motivo por que
os jovens em todo o mundo estão tão descontentes.
Qualquer tentativa de busca de soluções deverá passar pelo
questionamento acima.
Por aqui, no Brasil, Dilma já demonstrou que entende perfeitamente
os problemas, e diferentemente da matéria que começa afirmando;
"Quando a desilusão contamina a consciência
cívica...";
nossa presidenta
entende que é a falta do exercício da consciência cívica que está
causando a desilusão.
Neste sentido ela tomou as primeiras decisões ao convocar os
grupos representativos da sociedade para reuniões, e ao defender um plebiscito
para que a população seja inserida no contexto político, exercendo as suas
funções cívica e política.
Está aí a diferença de abordagem entre os que;
1) entendem, aceitam,
e concordam com os anseios da população, e dentro desta inteligência procuram
apresentar soluções e alternativas
2) os que fingem
entender, distorcem, e setorizam os problemas, para que soluções não sejam dadas;
3) os que enfiam a
cabeça na terra, como avestruzes, fazendo de conta que são movimentos isolados,
difusos, baderneiros, e passageiros.
Sobre os movimentos assim diz Aldo Fornazieri – Cientista
Político e professor da Escola de Sociologia e Política:
É, interessante que o artigo cite; "George W. Bush, o
monstro da mediocridade, cercado por uma corte de fundamentalistas, num país
ameaçado por monstros" quando o grupo faz o mesmo quando se refere ao PT,
e dando, constantemente, voz a políticos como Serra e Bolsonaro.
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