quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quatro provas de que você não é tão inteligente quanto pensa

Do Hype Science
 
 
Você é um imbecil. Mas não se preocupe! Isso não é uma coisa com a qual você tenha que se envergonhar. Somos todos idiotas. E aqui está o porquê:
 
4. Nós ignoramos TUDO o que uma pessoa diz se não concordamos com alguma das coisas que ela falou
 
Argumentos são estressantes e estar certo é sempre muito legal. Assim, quando ouvimos um argumento com o qual discordamos, nós estamos sempre à procura de uma maneira rápida e fácil de rejeitá-lo. Mas atacar o conteúdo de uma mensagem é muitas vezes um trabalho desgastante e difícil.
 
Então, o que fazer?
 
Geralmente, ouvimos uma pessoa apenas tempo suficiente para que ela dê um único passo em falso ou diga alguma outra coisa que não gostamos. Pronto. Usamos esse pequeno deslize para descartar tudo o que foi falado e feito.
 
“Ops, você usou uma estatística discutível no seu segundo parágrafo. A conclusão é falha”. Ou: “Não, não vou ouvir o que essa pessoa tem para falar. Certa vez, ela apertou a mão de um político que eu odeio”. Ou ainda: “Ele acha que a carga tributária mudou desproporcionalmente ao longo das duas últimas décadas para a classe média? O que ele sabe? Ele tem um Xbox”.
É também por isso que amamos atribuir rótulos para as pessoas.
 
Esse tipo de padronização nos salva do trabalho de encontrar até mesmo uma coisa sobre as pessoas para discordar, apenas atribuindo-lhes todas as falhas de qualquer grupo no qual ela esteja “dentro”. Se você já sabe que não concorda com tudo o que um “conservador” ou um “liberal” ou um “dono de Xbox” diz, estes rótulos poupam o trabalho de realmente ouvir essas pessoas. Aí você se defende: “Como um pensamento racional e inteligente poderia sair de cabeças tão pequenas e fechadas!?”.
 
Claro, pensamentos racionais saem de pequenas cabeças o tempo todo. Afinal, ninguém está errado sobre tudo. Mesmo o seu mais terrível inimigo provavelmente ainda gosta de brigadeiro, ou daquela série que você ama mais que a vida.
 
De vez em quando, é bom verificar o seu desejo de rejeitar alguém por instinto e pensar um pouco a respeito antes de emitir seu julgamento.
 
3. Pensamos que, se alguém comete um erro, é porque essa pessoa é ruim em tudo que ela faz
 
Qual é o seu primeiro pensamento quando você vê alguém que você não conhece cometer um erro meio básico? Você sabe, quando eles jogam lixo na rua ou dirigem um carro para dentro de uma piscina.
 
“Que idiota”, você pensa. Eu sei que sim. E eu também.
 
Mas o que você pensa quando vê um amigo ou membro da família cometendo um erro desses? Você é provavelmente um pouco mais simpático. Eles estavam distraídos? Tinham bebido? Alguém cortou os freios em seu carro?
 
Você sabe que eles não são idiotas completos, então você para, pensa um momento, e começa a procurar razões pelas quais eles poderiam ter cometido um erro. Só que a gente não costuma dar esse benefício da dúvida para a maioria das pessoas.
 
É o chamado Erro Fundamental de Atribuição, e basicamente significa que nós atribuímos os erros e falhas de outras pessoas a alguma falha fundamental que elas tenham, ao invés de as circunstâncias em que estão. Mais uma vez: quem nunca?
 
É difícil lutar contra isso. Nós simplesmente não pensamos em pessoas que não conhecemos muito bem. Mas quando você tem tempo para refletir, como no caso de amigos e parentes, a coisa muda de figura.
 
2. Nós estamos tentando nos proteger de outros idiotas, e acabamos sendo idiotas
 
Todos nós podemos lembrar de ocasiões quando estávamos tentando ser agradáveis e acolhedores com alguém, e fomos absolutamente pisoteados por isso. Talvez você tenha segurado uma porta aberta para alguém, só para ver essa pessoa deixar a porta bater no seu rosto no dia seguinte. Os exemplos são infinitos, você sabe.
 
E é ainda mais fácil pensar em exemplos de idiotas que parecem se beneficiar da sua desgraça. Como um chefe ou colega que consegue tomar crédito pelo seu trabalho duro.
 
Claro, às vezes idiotas não conseguem o que eles querem. Gritar com um recepcionista do hotel apenas deixa você em um quarto pior. Sua carreira pode até ser bem-sucedida se você for um babaca, mas todo mundo vai te odiar.
 
Só que isso simplesmente não acontece o suficiente, não é?
 
É por isso que desenvolvemos todo o tipo de defesas para nos prevenir de aproveitadores em potencial. Ficamos cautelosos sobre fazer favores para colegas. Esticamos os ouvidos quando ouvimos algum cochicho no escritório e por aí vai. Nós rugimos e rangemos os dentes para estabelecer o domínio e marcar nosso território. E, assim, acabamos agindo de forma meio idiota, como os idiotas que queremos evitar.
 
1. Nós achamos que todas as pessoas são iguais a nós
 
Há uma coisa que você provavelmente faz quando considera que todas as outras pessoas estão na mesma situação. Você se pergunta: “O que eu faria nesta situação?”.

Isso é chamado de empatia, e é a ferramenta básica que usamos para medir o mundo social.

Geralmente é uma coisa boa, mas, o problema com esse instinto é que o critério que usamos com ele é torto. É o “eu” na frase. Exceto que tenha ocorrido um incidente com uma fábrica de clones ou um confronto em uma sala de espelhos, a pessoa que você está considerando é suscetível de ser MUITO diferente de você de vários jeitos.

Por exemplo, quando as pessoas são paradas por um policial, sua reação não é sempre igual. Uma mulher branca de classe média (como eu) não é geralmente acusada de ser uma criminosa o tempo todo. Assim, se um policial quiser checar meus documentos e o meu carro, posso ficar assustada, mas não ficarei particularmente chateada. Provavelmente, eu iria lidar com o policial de forma educada até que o erro tenha sido devidamente esclarecido. Ele é apenas um cara fazendo o seu trabalho.

Posso simpatizar com isso, mesmo que a situação seja um pequeno inconveniente para mim.

Enquanto essa é uma atitude que eu posso dar ao luxo de ter, outras pessoas não possuem os mesmos privilégios, e é completamente compreensível que suas interações com a polícia sejam mais tensas e conflituosas.

A mesma coisa acontece, por exemplo, quando algumas pessoas se ofendem com uma piada que você achou hilária. É difícil ignorar seus instintos nesta situação – o riso era genuíno.

Mas seus instintos e senso de humor são baseados em sua experiência e sua história, e toda a bagagem e os pontos cegos inerentes a sua educação em particular. O que é normal, um comportamento razoável para você, pode não ser para alguém que tenha uma história completamente diferente.

Então, como não ser um idiota?

Bem, a solução é considerar sempre todas as variáveis e as circunstâncias das outras pessoas antes de sair por aí atirando pedras. É trabalhoso, é complicado. Mas é fundamental.

Pode parecer impossível, mas, se você quiser ser uma pessoa melhor, precisa ao menos tentar.

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