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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Os Sete Princípios do Homem (Teosofia)

Os Sete Princípios do Homem (Teosofia)
Os sete princípios são geralmente apresentados em duas categorias: o Quaternário Inferior (mortal) e a Tríade Superior (imortal).

Nome Sânscrito Significado Natureza e Função

Quaternário Inferior (Mortal)

1º Sthūla Sharira - Corpo Físico 
O veículo denso, a manifestação mais material. É o corpo que a biologia estuda. 

2º Prāna - Princípio da Vida 
A energia vital, o sopro de vida, ou força vital que anima o corpo físico. 

3º Linga Sharira - Duplo Etérico/Corpo Astral (Original) 
O molde ou duplo sutil do corpo físico, o veículo das forças vitais. É o corpo que se desintegra após a morte. 

4º Kāma Rūpa - Corpo de Desejos / Corpo Emocional 
O veículo das paixões, desejos, emoções e impulsos. É o princípio que reage de forma mais direta às vivências do dia a dia. 

Tríade Superior (Imortal)

5º Manas Mente - Alma Humana 
O princípio pensante e individual, o "Ego Humano" que reencarna. É a sede da mente racional e da consciência individual. 

6º Buddhi Alma Espiritual - Intuição 
O veículo da Consciência Pura, da Intuição, do Discernimento e do Amor Universal. É o princípio que reflete a Sabedoria Divina. 

7º Ātman Espírito - O Eu Real
A Essência Divina, o raio do Absoluto, idêntico à Mônada Universal. É o princípio mais elevado, a fonte da Consciência. 

A Tríade Superior e o Quaternário Inferior

1. O Quaternário Inferior (Mortal)
Estes são os quatro princípios inferiores que se desintegram e se dissolvem após a morte física, sendo a parte transitória da natureza humana.
1º a 4º Princípios: São responsáveis pela nossa existência física e emocional no plano terrestre.

2. A Tríade Superior (Imortal)
Estes são os três princípios superiores, que constituem o Ego Reencarnante ou a parte imortal do ser.
5º (Manas Superior), 6º (Buddhi) e 7º (Ātman) Princípios: Eles são a nossa ligação com o Divino e carregam o "registro" das experiências e lições aprendidas de uma encarnação para a outra (Karma). O Manas (Mente) atua como a ponte entre a natureza inferior e a natureza superior.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

O poder transformador da palavra. A sapiência do antigo Egito.

“As Máximas de Ptahhotep” servem como um alerta do poder transformador da palavra. Uma obra-prima da Literatura Sapiencial do antigo Egito.

Trata-se de uma coleção de conselhos éticos e morais, escritos por volta da V Dinastia (cerca de 2400 a.C.), por Ptahhotep, um vizir (alto funcionário, o segundo em comando) do Faraó Djedkare Isesi.

Conteúdo e Propósito:

As Máximas abordam temas atemporais e universais, sempre fundamentadas no princípio ético central Ma'at do Egito: 
Maat (ou Ma'at) era um conceito fundamental na antiga civilização egípcia, representando a ordem cósmica, a verdade, a justiça, a moralidade e o equilíbrio e harmonia. 

Alguns dos ensinamentos:

1. Respeite a Ordem Universal

2. Humildade e Sabedoria: A importância de ser humilde, reconhecer que a sabedoria não é inata ("o homem não nasce sábio") e estar sempre aberto a aprender, tanto com os sábios quanto com os simples.

"Que teu coração nunca seja vaidoso por conta daquilo que conheces. Aprende com o sábio, mas também com o simples."

A sabedoria verdadeira vem de reconhecer que há sempre algo a aprender com todos.

3. Modere Suas Palavras

“Quem domina a língua é mais respeitado do que quem domina armas.”

A fala ponderada é essencial para a convivência pacífica e para evitar conflitos desnecessários.

4. Ouça Mais do Que Fala

“Quem escuta com atenção será sábio e terá muitos seguidores.”

A habilidade de ouvir é mais valiosa do que falar constantemente, pois promove compreensão.

5. Respeite os Mais Velhos

“Valoriza aqueles que vieram antes, pois eles pavimentaram o caminho para ti.”

6. Seja Justo em Todas as Situações

“Aquele que pratica justiça permanece firme para sempre.”

A justiça é o alicerce de uma vida equilibrada e de relações harmoniosas.

7. Trate Bem os Outros, Mesmo os Inimigos

“Não retribuas ofensas com vingança, pois isso te torna igual a quem te feriu.”

A compaixão e a imparcialidade devem guiar todas as interações.

8. Seja um Líder Gentil

“A liderança sábia é aquela que acolhe e apoia os liderados com generosidade.”

Liderar com empatia promove respeito e harmonia da equipe.

9. Controle Suas Emoções

“A raiva destrói o coração do homem; a paciência é seu maior escudo.”

Manter a calma e a serenidade em momentos difíceis é sinal de força interior.

10. Evite a Ganância

“A ganância é um veneno para o coração, enquanto a generosidade o enobrece.”

Viver com simplicidade e desapego é o segredo para uma vida plena e respeitável.

11. Valorize a Educação e o Conhecimento

“Aquele que busca o saber é mais respeitado do que aquele que acumula riquezas.”

A busca pelo aprendizado contínuo enriquece a mente e a alma.

12. Trate as Palavras com Respeito

“A palavra tem o poder de construir ou destruir. Escolhe a tua com cuidado.”

O impacto das palavras é duradouro e pode construir ou destruir vidas.

13. Pratique a Paciência

“A pressa traz erros, mas quem espera encontrará o caminho certo.”

A paciência é uma virtude essencial para tomar decisões sábias.

14. Aja com Integridade Sempre

“A verdade é eterna, mas a mentira é como a sombra: desaparece com o tempo.”

A integridade é o maior legado que alguém pode deixar.

As Máximas de Ptahhotep” nos convidam a refletir sobre valores essenciais para a convivência humana: respeito, justiça, equilíbrio e empatia. 


A ética no antigo Egito (o que nos falta hoje)

A ética egípcia antiga estava intrinsecamente ligada ao conceito de Ma'at (ou Maat).
Ma'at pode ser entendida como:

Ordem e Equilíbrio Cósmico: Representava a ordem universal, a harmonia, a verdade, a justiça e a retidão, estabelecidas pelo deus criador no início dos tempos. Era o estado ideal do universo.

Princípio Moral e Ético: Era o modelo de comportamento humano, um conjunto de preceitos éticos que guiavam a vida dos egípcios.

O objetivo de todo indivíduo era viver em conformidade com Ma'at, opondo-se ao caos (chamado Isfet).

Justiça e Retidão: A vida deveria ser vivida com honestidade, respeito à propriedade alheia e bondade para com os outros.

Aspectos Centrais da Ética de Ma'at:

A Confissão Negativa: Os princípios morais de Ma'at são mais conhecidos através das chamadas "Confissões Negativas" presentes no Livro dos Mortos (e em outros textos funerários). No julgamento após a morte (a Pesagem do Coração), o falecido devia recitar perante os deuses 42 negações, declarando não ter cometido uma série de pecados e transgressões contra Ma'at.

Exemplos de confissões: "Eu não pequei", "Eu não roubei com violência", "Eu não assassinei", "Eu não proferi mentiras", "Eu não agi com raiva maldosa", "Eu não caluniei", "Eu não fiz sofrer", "Eu não desviei comida".

Vida Pós-Morte: O destino da alma dependia de quão bem o indivíduo havia vivido em conformidade com Ma'at. No julgamento de Osíris, o coração do morto era pesado em uma balança contra a pena de Ma'at. Se o coração fosse mais leve que a pena (livre do peso do pecado), o falecido era digno da vida eterna.

Em resumo, a ética egípcia era uma ética de responsabilidade pessoal e social baseada na manutenção da Ordem (Ma'at) e na abstenção do Caos (Isfet), visando não apenas o bem-estar na vida terrena, mas também a salvação na vida após a morte.

Cinco ensinamentos da sabedoria

Cinco ensinamentos de Helena Blavatsky 

1- Princípio da unidade 

Toda existência, tudo no universo, está interligado.
A separação é uma ilusão da percepção limitada. Todas as formas de vida, em todos os planos, são manifestações de uma mesma ordem, de um mesma essência divina.

2 - Poder Criativo do Pensamento 

Pensamentos não são abstrações, eles moldam verdades.
O pensamento humano é uma força ativa que projeta energia nos planos invisíveis e influencia diretamente o mundo físico e sutil. 

3 - Lei do Carma 

Nada acontece por acaso. Ação e reação são inseparáveis. Cada ação, pensamento e emoção gera uma consequência energética que retorna ao emissor.

4 - A Natureza Multidimensional do Ser Humano

Você não é apenas um corpo. Você é uma consciência operando em múltiplos planos. Você é composto por vários corpos: físico, etérico, astral, mental e espiritual. Cada um opera uma frequência vibratória distinta

5 - O Caminho da Auto Descoberta 

A verdade não está nos dogmas. Ela vem de dentro de você. O único verdadeiro progresso espiritual vem do autoconhecimento profundo. A verdadeira iniciação é interior. Cada ser humano carrega em si o mapa do cosmos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Previsões dos Orixás para 2022

Previsões dos Orixás para 2022: saiba as energias do novo ano
joaobidu.com.br| 11 de December de 2021

Ano Novo simboliza um grande desejo de mudança a fim de concretizar tantos sonhos engavetados. No entanto, toda renovação depende das suas atitudes e de você tentar manter o equilíbrio, mesmo em situações adversas. O ano de 2021 foi de grande aprendizagem, em que as emoções pareciam estar numa verdadeira montanha-russa. Foi preciso muita determinação e fé para não desistir no meio do caminho. 

Em 2022, Yemanjá e Exu caminharão juntos para aliar a esperança à motivação no intuito de trazer mais proatividade na luta diária.

Yemanjá é o Orixá do mar que ameniza o movimento das águas, ou seja, ela te dará forças e autoconfiança para enfrentar os obstáculos. 

Os signos de elemento Água (Câncer, Escorpião e Peixes) saberão aproveitar a diplomacia para reverter alguns conflitos externos que poderão afetar as finanças. Por outro lado, os do Fogo (Áries, Leão e Sagitário) é que precisarão domar a teimosia e aprender a hora certa de ceder para não perder boas oportunidades de crescimento.

Já Exu, o Orixá da comunicação, irá te encorajar a acreditar no próprio potencial para o empreendimento e a idealizar atividades que gerem recursos para o sustento. Esse Orixá será fundamental para tornar os signos do elemento Ar (Gêmeos, Libra e Aquário) mais independentes e ousados. Em relação aos do elemento Terra (Touro, Virgem e Capricórnio), o sexto sentido estará mais aguçado, fazendo com que não caiam em ciladas ou em falsas promessas.

Alertas em 2022

Apesar dos componentes Água e Fogo serem incompatíveis, pela lei dos opostos essas forças se atraem. Então, todos deverão estar preparados para possíveis desavenças, pois o elemento Fogo gera ações precipitadas, e a Água suscita atitudes passionais. Portanto, a atenção deverá ser redobrada com repentinos momentos de impaciência e irritabilidade.

O alerta principal de 2022 será evitar a precipitação e se blindar de compreensão e boa vontade de saber ouvir o outro, mesmo que não concorde com o ponto de vista alheio. Só assim que discussões e situações descabidas serão evitadas. Neste caso, mais vale a neutralidade do que uma dor de cabeça que não te pertence. Essa tarefa será um pouco mais difícil, mas não impossível, para os signos do Fogo e da Terra.

O equilíbrio proporcionado pelos Orixás

Ciente desses alertas, não há como não ressaltar o lado positivo da junção de Yemanjá e Exu, que proporcionará a busca por uma convivência equilibrada, visto que em determinados mitos yorubás, Exu é ligado a Yemanjá. Os signos do Ar, por exemplo, estarão mais saudosistas, buscando resgatar antigos laços de amizade. Já os signos da Água conseguirão segurar o lado emocional e não se deixarão influenciar por fofocas.

Os esforços no novo ano

Tal estabilidade também ajudará no empenho pelo aperfeiçoamento pessoal, uma vez que a informalidade persistirá latente em 2022, e por consequência, a competição por uma vaga estará bem acirrada. O desemprego continuará em alta. A necessidade fará com que as pessoas se adaptem às oportunidades. Neste caso, os signos do Fogo terão uma vantagem por serem mais audaciosos. Os signos da Água, entretanto, precisarão de ajuda em relação ao alvo certo, pois estarão envolvidos em várias ideias e poderão se perder na questão da prioridade.

Por isso que apesar de se sentirem mais dispostos e estimulados a lutar pelo que acreditam, todos terão que empregar a força de vontade e a disciplina para que os objetivos se realizem. Além de enfrentarem as dificuldades pós-pandemia, terão de aprender a lidar com as próprias cobranças internas, para conseguirem vencer os desafios que se apresentarem. Então, os signos da Terra precisarão trabalhar a obstinação para não prejudicar a saúde com o estresse. Porém, os signos do Ar serão mais certeiros ao seguirem o sexto sentido ao invés de serem induzidos por uma variedade de opiniões e de críticas.

Vontade de se renovar

Será um ano para usar bem a intuição, pois toda aquela energia que estava guardada se libertará com sede de renovação, de justiça e de transformação. Manter a cabeça fria em momentos de tensão e saber identificar as mensagens transmitidas num simples bate papo serão cruciais para você estar a um passo à frente. Contar com o apoio de redes de amigos será um diferencial, mas não será a solução final, pois o egoísmo de alguns ainda poderá ser uma pedra no seu caminho.

Saúde, amor e estudos

Em relação à saúde, muitos ainda terão de lidar com as sequelas do novo coronavírus e compartilharão da mesma dor. Haverá um grande laço de empatia e solidariedade entre essas pessoas. Porém, não se deve relaxar em relação às outras doenças também, como as cardiovasculares e renais. No entanto, o pior será em relação aos problemas alérgicos que acometerão muitas pessoas, independente do signo. Diante disso, o diferencial é saber conhecer o seu organismo e não achar que uma dorzinha é sempre normal. É cuidar-se com consciência e sem alarde.

Sobre o amor, certos namoros com aparência de passageiros, poderão se tornar relações sérias e duradouras, principalmente, para os signos da Água e da Terra. Por outro lado, o contraponto desse ano, será a atenção com briguinhas por divergência de opinião que pegará mais as pessoas do signo do Fogo. Já os signos do Ar vão precisar pensar duas vezes antes de se deixar levar pelo calor do momento para não acabar com ótimas chances de felicidade.

De um modo geral, as crianças e os adolescentes precisarão receber uma atenção redobrada, pois muitos terão problemas de concentração, atrapalhando o processo de aprendizagem, que afetará diretamente a autoestima. Será um ano de adaptação, em que a pressão familiar deverá ceder espaço para a colaboração e para a motivação.

E para finalizar, mentalize a frase de realização:

Que em 2022, Yemanjá fortaleça minha fé e que Exu me mantenha de pé!

Axé! Feliz 2022!

Texto: Pai Paulo de Oxalá (@pauloodeoxala), Babalorixá e pesquisador de culturas afro-descendentes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Conheça os Orixás

Conheça os Orixás
marica.rj.gov.br.


EXU 
Santo Antônio, São Bartolomeu. Faz a guerra para trazer a paz. Atua sobre a dualidade do homem. Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.

Saudação: Laroyê Exu, Exu é Mojubá! – significa: Olhe por mim

Festa – 13 de Junho
Dia de Culto – 2ª Feira
Símbolos – Tridente e Ogó
Cores – Vermelho e Preto.

Domínio – As Encruzilhadas, Portões, Axê, Magia, Tempo, Força, Vigor e Sexo


OGUN 
São Sebastião (BA), São Jorge (RJ). Orixá do ferro, fogo e tecnologia. Ogum é o orixá guerreiro capaz de abrir caminhos na vida e quebrar nossas demandas.

Saudação: Ogum Yê, meu Pai! 
significa: Salve o Sr. Da Guerra!

AMERINDIA :URUBATÃO – Divindade ou “deus” = Ogum

Festa – 23 de Abril
Dia de Culto – 3ª Feira
Símbolos – Espadas e Peças de Ferro
Cores – Azul Índigo

Domínio – Senhor do Ferro e da Forja, da Guerra, do Bom Combate, das Invenções, Engenharia e da Tecnologia


OXOSSI  
São Sebastião (RJ), São Jorge (BA). Orixá da caça e da fartura. Senhor das matas, da verdade e do conhecimento. O grande caçador de almas perdidas, grande curador e grande doutrinador.

Saudação: Oke Arô, meu Pai! 
significa: Dê seu brado, Majestade!

AMERINDIA: AIMORÉ – Divindade ou “deus” da caça = Oxóssi

Festa – 20 de Janeiro
Dia de Culto – 3ª Feira ou 5ª Feira
Símbolos – Ofá (Arco e Flecha)
Cores – Verde ou Azul Turquesa

Domínio – Senhor das Florestas, dos Caboclos de Pena, da Caça, da Fortuna, da Agricultura, da Ecologia, da Saúde



OSSAIN CAAPÓRA 
Divindade protetora dos animais = OSSONHE (Ossãe)

Saudação – Eu Eu Ewasá!
Sincretismo – São Benedito

Festa – 4 de Abril
Dia de Culto – 3ª Feira e 5ª Feira
Símbolos – Haste metálica de sete pontas, com ave no centro
Cores – Verde e Branco

Domínio – Senhor das ervas medicinais e da liturgia, da cura e medicinas alternativas, detentor do axé


OBALUAIÊ – OMULU 
São Lázaro, São Francisco (BA). Senhor da cura, da evolução e da passagem. – São Roque, São Bento. Senhor do fim.

Saudação: Atotô, meu Pai! 
significa: Peço quietude, meu Pai!

AMERINDIA: ANHANGÁ - Divindade da peste = Omulu

Festa – 16 de Agosto e 17 de Dezembro
Dia de Culto – Domingo e 2ª Feira
Símbolos – Xaxará e filá
Cores – Branco e Preto – Amarelo e Preto

Domínio – Senhor das doenças contagiosas, mas também da sua cura, dos mortos e cemitérios, do sol do meio-dia


OXUMARÉ 
São Bartolomeu. Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras. Dilui e renova os sentimentos doentios e viciados.

Saudação: Arroboboi, meu Pai! – significa: Senhor da Águas Supremas!

Festa – 24 de Agosto
Dia de Culto – 5ª Feira
Símbolos – Arco-Íris e cobra de metal
Cores – Verde e amarelo os as sete cores do arco-íris.

Domínio – Senhor da abundância, fartura, sexualidade e transformações


EWÁ
É uma bela virgem que Xangô se apaixonou, porém não conseguiu conquistá-la, Ewá fugiu de Xangô e foi acolhida por Obaluaiye que lhe deu refúgio. Ewá mora nas matas inalcançáveis, ligada a Iroko e Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa. Ewá é casta, a Senhoradas possibilidades.

Saudação – Rirrô!
Sincretismo – Santa Filomena, Nossa Senhora das Neves, Santa Clara

Festa – 16 de Maio, 7 de Agosto e 11 de Julho
Dia de Culto – 2ª feira, 4ª feira e Sábado
Símbolos – Ejô ( serpente ), arpão, ofá e alfanje, âncora, pentagrama
Cores – Rosa forte, vermelho e dourado.

Domínio – Senhora da alegria, artes, da beleza, da magia e feitiçaria, da divinhação e da vidência, dos sonhos, ilusões, das mutações, dos dons psíquicos e aquela que transforma o mal em bem.


XANGÔ 
São Jerônimo, São Pedro, São João. São José de Arimatéia, São Pedro. São Jerônimo foi quem traduziu alguns livros da Bíblia do hebraico e do grego para o latim e São João pregava a conversão religiosa e batizou Jesus. Xangô é o deus do trovão e da justiça.

Saudação: Caô Cabecilê, meu Pai! – significa: Permita-me vê-lo, Majestade!

AMERINDIA: CARAMURU – Divindade do Trovão = Xangô

Festa – 24 Junho, 29 Junho, 13 Agosto, 30 Setembro e 27 Novembro
Dia de Culto – 4ª feira e 5ª feira
Símbolos – Oxé (machado duplo), relâmpago, balança e pedras vulcânicas
Cores – Vermelho e branco ou castanho.

Domínio – Senhor da justiça, dos estudos, dos contractos, das demandas judiciais, da vida, dos trovões, do raio, do fogo e do magma, das paixões e do charme


OXUM 
Nossa Senhora da Conceição (RJ), Nossa Senhora das Candeias (BA). Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Aparecida. Orixá do amor puro e verdadeiro, orixá da alegria e da união. Senhora da águas doces e das cachoeiras.

Saudação: Ora Yê iê, ô! – significa: Olha por nós, Mãezinha!

AMERINDIA: JUREMA – Divindade das matas, cachoeira = Oxum

Festa – 8 de Dezembro
Dia de Culto – 6ª feira e Sábado
Símbolos – Abebé dourado (espelho de latão)
Cores – Amarelo.

Domínio – Senhora da fertilidade e dos recém-nascidos, do ouro, da vaidade e esperteza, protectora das crianças

YANSÃ / OYÁ 
Joana D’arc. Orixá do Tempo, passado presente e futuro (tempo cronológico) e sua maior ação é no sentido religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso.

Saudação: Olha o Tempo, minha mãe!
Sincretismo – Santa Bárbara
Festa – 4 de Dezembro
Dia de Culto – 4ª feira e 5ª feira
Símbolos – Iruexin (chicote), alfanje
Cores – Laranja, Coral, Vermelho-Cobre.

Domínio – Senhora dos ventos e tempestades, dos eguns, Deusa guerreira e das paixões, esposa predilecta de Xangô


Logun-Edé 
Orixá da riqueza e da fartura, filho de Oxum e Oxóssi, deus da guerra e da água. É, sem dúvida, um dos mais bonitos orixás do Candomblé, já que a beleza é uma das principais características dos seus pais.

Saudação – Loci,loci, logun!
Sincretismo – São Expedito
Festa – 19 de Abril
Dia de Culto – 5ª feira
Símbolos – Ofá (arco e flecha) e Abebé (espelho)
Cores – Azul-turquesa e amarelo.

Domínio – Orixá da riqueza e da fartura, do impossivel, senhor da beleza física masculina e andrógina, Orixá menino e único Orixá hermafrodita


OBÁ 
Santa Joana D’Arc, Santa Catarina, Santa Madalena. Obá é a orixá que aquieta o racional dos seres e esgota o conhecimento desvirtuado.

Saudação: Akirô Oba Yê! – Obáxirê!
significa: Eu saúdo o seu conhecimento, Senhora da Terra!

AMERINDIA: PERUDÁ – Divindade do Amor = OBA;

Festa – 30 de Maio
Dia de Culto – 3ª Feira e 4ª Feira
Símbolos – Alfanje e Escudo, Lança
Cores – Laranja, Vermelho-Ocre.

Domínio – Senhora de amores impossiveis, da conquista, da lealdade e fidelidade, Orixá protectora do sexo feminino


IEMANJÁ 
Virgem Maria  Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes. É a deusa dos grandes rios, mares e oceanos. A grande mãe da Umbanda e dos Orixás. Representa vida e geração em todos os sentidos.

Saudação: Odoyá Yemanjá! Adoci-yaba! – significa: Salve a Senhora da ÁGUA

AMERINDIA :IARA – Divindade ou “deusa” das águas = Iemanjá Água!

Festa – 2 de Fevereiro, 15 de Agosto, Passagem de Ano
Dia de Culto – 2ª Feira, 6ª Feira e Sábado
Símbolos – Abebé prateado (Espelho em forma de Peixe), lua, peixes
Cores – Azul cristal, pérola, verde-mar.

Domínio – Rainha dos Orixás, Senhora da purificação, família, harmonia, saúde mental, Rainha e Senhora de todas as águas do mundo, da maternidade, da fecundidade e gestação.


NANà
Boa Senhora de Sant’Ana. Senhora das águas paradas, do barro e da Sabedoria.

Saudação: Salubá, Nanã! – significa: Salve a Sra. das águas Pantaneiras!

AMERINDIA: JANDIRA – Divindade dos grandes rios = Nanã

Festa – 26 de Julho
Dia de Culto – 3ª Feira e Sábado
Símbolos – Ibiri (objecto nos braços)
Cores – Anil, roxo e branco

Domínio – Orixá mais antigo do mundo. Senhora dos mistérios, da morte e reencarnação, da memória, protectora dos idosos e doentes.


IBÉJIS 
São Cosme e São Damião. Pureza, leveza, alegria e doçura.

Saudação: Oni Beijada! Salve a Ibejada

AMERINDIA: TUPI – Divindade ou “deus” do Fogo = Erê OU MITÃ – Divindade criança = Ibeji;

Festa – 27 de Setembro, 1 de Junho
Dia de Culto – Domingo
Símbolos – Geméos, duas cabaças-gémeas
Cores – Todas as cores, excepto o preto

Domínio – Senhores da dualidade, da alegria, da infância, do crescimento e formação de tudo o que é novo


OXAGUIà
também conhecido como Ajagunã, é o conflito que antecede a paz, a própria a revolução que da início as mudanças, as transformações visando o futuro de maneira abrangente e não superficial, necessária ao dinamismo da vida e da sociedade e a busca do conhecimento.

Saudação – Exê Babá!

Sincretismo – Menino Jesus, São José
Festa – 19 de Março e 25 de Março
Dia de Culto – 5ª Feira e Domingo
Símbolos – Espada, escudo e mão pilão
Cores – Branco, cristal e azul

Domínio – Paz depois do conflito, sabedoria, purificaçãode decisões e das conquistas.


OXALÁ
Jesus Cristo, Nosso Senhor do Bonfim. O grande Pai da Umbanda. Senhor da compaixão, do perdão, da sapiência e da fé.

Saudação: Oxalá yê, meu pai! ou Exê Babá! – significa: O Sr. Realiza! Obrigada Pai!

AMERINDIA: TUPÃ – Divindade Suprema, pode ser identificada como Oxalá, ou, Obatalá

Festa – Domingo de Páscoa
Dia de Culto – 6ª Feira e Domingo
Símbolos – Opaxorô (objecto nos braços)
Cores – Branco

Domínios – Senhor da criação, rei e grande Orixá, senhor de tudo o que existe, da Espiritualidade.

Qual o seu signo?

OS ORIXÁS DE CADA SIGNO
pazeluz.no.comunidades.net.


ÁRIES:
21 de Março a 20 de Abril.

Planeta Regente Marte:

Planeta da guerra e da virilidade. Representa a ação, a coragem, a força e a determinação. É pela sua influência que os nativos de Áries são confiantes e ousados.

Elemento Fogo:
O Elemento Fogo é associado aos signos de Áries, Leão e Sagitário, além de reger a Primeira, Quinta. e Nona casa. Aqueles que nascem sob um signo de elemento Fogo são muito criativos e animados. 

Palavras chaves que definem o Ariano:
Iniciativa, Coragem , Dinamismo, Despótico, Obstinado , Colérico .

Orixá Regente:
Ogum.


TOURO:
21 de Abril a 20 Maio.

Planeta Regente Vênus :
Representa o amor e a beleza. É o planeta do amor e da afetividade. As suas características assemelham-se ao signo Touro e a Balança, por isso é o regente de ambos os signos. Desenvolve o sector sensitivo e emocional em qualquer um deles, mas enquanto que dá a Touro uma maior sensualidade e o faz apreciar os prazeres da vida, dá a Balança o encanto e uma beleza menos terrena.

Elemento Terra:
Touro, Virgem e Capricórnio são signos do elemento Terra. Estas pessoas têm os pés no chão, são pouco sonhadoras e preferem a segurança ao incerto. Elas são práticas e um pouco dependentes emocionalmente.

Palavras chaves que definem o Taurino:
Escrupuloso, Determinado , Paciente , Amoroso , Materialista, Teimoso, Argumentador..

Orixá Regente:
Xangô e Oxum.


GÊMEOS:
21 de Maio a 20 de Junho.

Planeta Regente Mercúrio:
Planeta da comunicação. Representa a inteligência, a perspicácia e a lógica. Promove a descodificação de mensagens, facilita a comunicação e favorece a auto-realização. As suas características assemelham-se às dos nativos de Gémeos e por isso é considerado o seu planeta regente. Aqueles que nascem sob a sua influência são práticos, inconstantes e intuitivos.

Elemento Ar:
O elemento Ar se associa aos signos de Gêmeos, Libra e Aquário. As pessoas nascidas sob esses signos são espertas e pensam rápido, lidando com o abstrato e o incerto muito bem. Se você estiver com alguma dúvida ou dilema, são eles quem você deve procurar, já que adoram analisar, ponderar e chegar a resultados. São ótimos amigos e sabem se colocar no lugar dos outros tendo, assim, uma perspectiva e uma visão de mundo adaptáveis e misericordiosas.

Palavras chaves que definem o Geminiano:
Intelectual , Versátil , Inteligente , Indeciso, Cambiante , Superficial.

Gêmeos é um signo masculino e ativo, do elemento Ar, e isso significa que é relacional, voltado para a troca com as pessoas, sempre atuando de maneira a criar situações de movimento, em que possa dar livre curso à curiosidade.

Orixá Regente:
Exu e Erê.


CÃNCER:
21 de Junho a 21 de Julho.

Planeta Regente Lua.
Representa o feminino, a sensibilidade e a intuição. Rege a emoção e a fertilidade. Aqueles que nascem sob a sua influência são sensíveis, intuitivos e emotivos. Por outro lado, assim como a lua atravessa fases distintas, também as pessoas sob a sua influência têm normalmente um humor instável, passando do riso às lágrimas com relativa facilidade. São muito criativos, pois a Lua é inspiradora.

Elemento Água:
Os signos de Câncer, Escorpião e Peixes são associados ao elemento Água. Estas pessoas são muito intuitivas, sensíveis e "sentem" mais do que os outros. Elas se baseiam em seus sentimentos para decidir suas ações e fazer projetos, e não prestam tanta atenção à razão ou à lógica.

Este elemento também traz muita compaixão e facilidade para entender os sentimentos daqueles que o cercam. Isso faz com que os regidos por ele sempre tenham muitos amigos e admiradores, que o procuram para desabafar e em busca de ajuda.

Palavras chaves que definem o Canceriano:
Simpático, Sensível, Artístico , Tímido, Impaciente , Indolente.

Orixá Regente:
Oxumarê.


LEÃO:
22 de Julho a 22 de Agosto.

Planeta Regente Sol.

Representa a masculinidade, a força de vontade, a determinação e a racionalidade. O Sol ajuda a promover e a incentivar o auto conhecimento e o desenvolvimento pessoal. As pessoas regidas por este astro são destemidas, ambiciosas e decididas. Nascem para brilhar e dificilmente aceitam estar em segundo plano.

Elemento Fogo:
O Elemento Fogo é associado aos signos de Áries, Leão e Sagitário. Aqueles que nascem sob um signo de elemento Fogo são muito criativos e animados. 

É também compreensível que um signo de Fogo seja ardente quando o assunto é amor. Eles são os signos mais sexy do zodíaco, sabendo exatamente como conquistar suas "presas" e não poupando esforços para tal.

Palavras chaves que definem Leonino:
Vitalidade, Nobreza , Generosidade, Afetuoso , Arrogante, Vaidoso , Dominador.

Orixá Regente:
Xangô.


VIRGEM:
23 de Agosto a 22 Setembro.

Planeta Regente Mercúrio.
As suas características influenciam os nativos de Gémeos e de Virgem e por isso é considerado o planeta regente destes dois signos. Enquanto que dá a Gémeos a rapidez de raciocínio e a curiosidade que leva à descoberta, dá a Virgem o sentido prático, o pensamento lógico e a atenção ao detalhe. Aqueles que nascem sob a sua influência são racionais, metódicos e objectivos.

Elemento Terra:
Touro, Virgem e Capricórnio são signos do elemento Terra. Estas pessoas têm os pés no chão, são pouco sonhadoras e preferem a segurança ao incerto. Elas são práticas e um pouco dependentes emocionalmente.

Os signos de Terra gostam do conforto, material e emocional. Conforto, para eles, significa também a segurança de um emprego estável, um relacionamento fixo e uma casa com todas as prestações quitadas.

Palavras chaves que definem Virginiano:
Pureza, Analítico, Abnegado, Crítico , Cinismo , Medo de Doenças.

Insatisfeito, instável, Virgem procura fazer com perfeição até os menores detalhes do que realiza. É um signo de elemento terra: sensorial, voltado para a sensualidade, mas também bastante mental, em um sentido prático e colado à realidade da vida diária, em que é preciso ter horários para que se possa cumprir com tudo o que foi planejado.

Orixá Regente:
Iansã.


LIBRA:
23 de Setembro a 22 de Outubro.

Planeta Regente Vénus.
Representa a atracão, o amor, a paixão e a beleza. Desenvolve sentimentos profundos e ajuda a ultrapassar problemas amorosos. Aqueles que nascem sob a sua influência apreciam a arte e a beleza, são carinhosos e apaixonados. Têm um sentido estético naturalmente apurado e apreciam ambientes de requinte e objetos ou roupas de qualidade. Têm dificuldade em viver em ambientes desorganizados e não toleram o caos.

Elemento Ar:
O elemento Ar se associa aos signos de Gêmeos, Libra e Aquário. As pessoas nascidas sob esses signos são espertas e pensam rápido, lidando com o abstrato e o incerto muito bem. Se você estiver com alguma dúvida ou dilema, são eles quem você deve procurar, já que adoram analisar, ponderar e chegar a resultados. São ótimos amigos e sabem se colocar no lugar dos outros tendo, assim, uma perspectiva e uma visão de mundo adaptáveis e misericordiosas.

Signos do Ar são muito comunicativos e curiosos, apreciam a companhia das pessoas e o conhecimento e informações que elas trazem. O mundo, para esses signos, é um lugar maravilhoso e cheio de coisas novas a serem descobertas.

Palavras chaves que definem o Libriano:
Justo, Equilibrado , Sociável , Indeciso , Melancólico, Excesso de Complacência.

Orixá Regente:
Oxum.


ESCORPIÃO:
23 de Outubro a 21 de Novembro.

Planeta Regente Plutão.
Representa a transformação, o inconsciente, a morte e o renascimento. Desenvolve o poder de sedução. Favorece a regeneração espiritual. Graças à sua influência os nativos deste signo são sedutores, competentes, esforçados e precursores da mudança. Plutão incita à reconstrução, ainda que ela implique uma destruição. Faz com que as pessoas que rege procurem sempre evoluir e alcançar os seus objectivos, mesmo que isso implique uma transformação profunda.

Elemento Água:
Os signos de Câncer, Escorpião e Peixes são associados ao elemento Água. Estas pessoas são muito intuitivas, sensíveis e "sentem" mais do que os outros. Elas se baseiam em seus sentimentos para decidir suas ações e fazer projetos, e não prestam tanta atenção à razão ou à lógica.

Os signos de Água têm grande aptidão artística, encontrando em manifestações culturais um canal para expressar suas opiniões e sonhos. Mas é o fato de ajudar aos outros, com sua visão quase psíquica das situações, que os leva a seguir em frente e lhes dá uma sensação de felicidade e preenchimento. Estes nativos só precisam estar atentos para suas constantes mudanças de humor, que podem acabar por afetar seus relacionamentos.

Palavras chaves que definem o Escorpiano:
Poder de Cura , Ativo , Valoroso , Odioso, Violento , Vingativo.

Orixá Regente:
Exu.


SAGITÁRIO:
22 de Novembro a 21 de Dezembro.

Planeta Regente Júpiter.
Representa a sorte, a expressividade, a independência e o desenvolvimento humano em todas as suas vertentes. Transmite energias positivas, que favorecem a boa disposição e a alegria. É o planeta regente do signo Sagitário e aqueles que nascem sob a sua influência são aventureiros, curiosos, otimistas e generosos. A sorte está geralmente do lado de quem tem esta proteção, por isso conseguem resolver todo o tipo de problemas facilmente.

Elemento Fogo:
O Elemento Fogo é associado aos signos de Áries, Leão e Sagitário,. Aqueles que nascem sob um signo de elemento Fogo são muito criativos e animados. Às vezes se empolgam um pouquinho demais e as coisas fogem ao seu controle, mas isso faz parte de sua natureza auto-suficiente e confiante.

É também compreensível que um signo de Fogo seja ardente quando o assunto é amor. Eles são os signos mais sexy do zodíaco, sabendo exatamente como conquistar suas "presas" e não poupando esforços para tal.

Palavras chaves que definem o Sagitáriano:
Idealismo, Generosidade , Alegre , Dogmatismo , Fanatismo, Indulgente.

Orixá Regente:
Xangô e Oxóssi.


CAPRICÓRNIO:
22 de Dezembro a 20 de Janeiro.

Planeta Regente Saturno.
Representa a concentração, a racionalidade e a responsabilidade. Transmite uma certa limitação e restrição, um obstáculo à mudança. A sua energia permite uma maior consciência do caminho que cada pessoa tem a percorrer. É o planeta regente do Signo Capricórnio e aqueles que nascem sob a sua influência são responsáveis, empenhados e racionais.

Elemento Terra:
Touro, Virgem e Capricórnio são signos do elemento Terra. Estas pessoas têm os pés no chão, são pouco sonhadoras e preferem a segurança ao incerto. Elas são práticas e um pouco dependentes emocionalmente.

Os signos de Terra gostam do conforto, material e emocional. Conforto, para eles, significa também a segurança de um emprego estável, um relacionamento fixo e uma casa com todas as prestações quitadas. Quando sua vida estiver nesses termos, ele se sentirá feliz. 

Palavras chaves que definem o Capricorniano:
Ambicioso, Prudente , Persistente, Equilibrado, Maldoso , Cruel , Pessimista.

Capricórnio parece tranqüilo, mas é movido por paixões e desejos como qualquer um. É na arte que Capricórnio mostra esse lado, assim como no humor. Sensual, pois é signo de elemento terra, sua tarefa é melhorar as estruturas existentes. Capricórnio resiste às frustrações, se submete às condições inóspitas para realizar um plano ambicioso de longo prazo e deseja ter o reconhecimento social de seus méritos. Seu jeito leal e determinado, seu temperamento confiável, sério e responsável, mostra segurança no que faz. Observador, Capricórnio despreza a bajulação e o servilismo e não cede ao seu orgulho ferido.

Orixá Regente:
Oxála e Yemanjá.


AQUÁRIO:
21 de Janeiro a 19 de Fevereiro.

Planeta Regente Urano.
Representa o imprevisto, a liberdade e o corte com o passado. Favorece as mudanças radicais e a renovação interior. É o planeta do signo Aquário e por sua influência os nativos deste signo são inovadores, irreverentes e independentes. Urano faz com que as pessoas que rege não se acomodem às situações nem tenham receio de questionar aquilo com que não concordam ou que não lhes parece correcto. O instinto é o único guia que seguem, e são muito fiéis aos seus princípios.
Elemento Ar:

O elemento Ar se associa aos signos de Gêmeos, Libra e Aquário. As pessoas nascidas sob esses signos são espertas e pensam rápido, lidando com o abstrato e o incerto muito bem. Se você estiver com alguma dúvida ou dilema, são eles quem você deve procurar, já que adoram analisar, ponderar e chegar a resultados. São ótimos amigos e sabem se colocar no lugar dos outros tendo, assim, uma perspectiva e uma visão de mundo adaptáveis e misericordiosas.

Signos do Ar são muito comunicativos e curiosos, apreciam a companhia das pessoas e o conhecimento e informações que elas trazem. O mundo, para esses signos, é um lugar maravilhoso e cheio de coisas novas a serem descobertas.

Mas não se iluda com a aparente calma destas pessoas. Eles podem ser leves como uma brisa ou violentos e intempestivos como um tornado, depende de como você lida com eles. Eles podem ser muito tranqüilos, mas uma vez ofendidos ou contrariados, seu equilíbrio se quebra e eles partem para o ataque.

Palavras chaves que definem o Aquariano:
Humanitário , Intuitivo, Reformulador , Impulsivo , Excêntrico, Extravagante.

Aberto às inovações, nem sempre Aquário é fácil de mudar de ponto-de-vista. Iconoclasta, afeito a destruir "ídolos de pés de barro", Aquário pode arremeter com teimosia e frieza contra quem espera controla-lo. Aquário inventor tem como mito principal Prometeu, o semideus que roubou o fogo dos deuses para ofertá-lo aos seres humanos, inaugurando assim a era da civilização.

Orixá Regente:
Obaluaye.


PEIXES:
20 de Fevereiro a 20 de Março.

Planeta Regente Netuno.
Representa a ilusão, a inspiração e o idealismo. Desenvolve a compaixão e o crescimento espiritual. É o planeta do signo Peixes e por sua influência estes nativos são sensíveis, generosos e ingénuos. Neptuno transforma o sonho em realidade, mas também pode causar confusão de emoções e sentimentos. As pessoas que nascem com uma forte influência deste planeta têm uma grande imaginação, mas por vezes vivem num mundo cor-de-rosa, à medida dos seus sonhos.

Elemento Água:
Os signos de Câncer, Escorpião e Peixes são associados ao elemento Água. Estas pessoas são muito intuitivas, sensíveis e "sentem" mais do que os outros. Elas se baseiam em seus sentimentos para decidir suas ações e fazer projetos, e não prestam tanta atenção à razão ou à lógica.

Este elemento também traz muita compaixão e facilidade para entender os sentimentos daqueles que o cercam. Isso faz com que os regidos por ele sempre tenham muitos amigos e admiradores, que o procuram para desabafar e em busca de ajuda.

Os signos de Água têm grande aptidão artística, encontrando em manifestações culturais um canal para expressar suas opiniões e sonhos. Mas é o fato de ajudar aos outros, com sua visão quase psíquica das situações, que os leva a seguir em frente e lhes dá uma sensação de felicidade e preenchimento. Estes nativos só precisam estar atentos para suas constantes mudanças de humor, que podem acabar por afetar seus relacionamentos.

Palavras chaves que definem o Pisciano:
Inspirado , Abnegado , Místico , Negativismo, Fantasias , Indolente.

O tema da salvação e da perdição, a figura do santo e do louco, ambos fazem parte do simbolismo de Peixes, que está sempre na fronteira de dois mundos. É um signo mutável, realmente. Segue com os ventos, que empurram as velas do navio. Isso Talvez seja esse o mistério que Peixes evoca por onde passa. Mas ele não fala, apenas acolhe, mistura todas as pessoas na festa e ela vira um sucesso. Antenado no infinito ele sabe presentear como ninguém - com seu ar distraído, pisando as estrelas, vai captando o que é impalpável, o que não se exibe com clareza - e depois, surge com o presente que fala direto ao coração de alguém. Mas exatamente por esta capacidade, peixes carrega, vez por outra, os detritos da humanidade, na forma de sentimentos e emoções alheias que vão se juntando ao seu sentimento. Por vezes, a carga deste mundo é tão pesada que ele entende o que Cristo (cujo símbolo era um peixes, aliás), queria dizer quando falava "meu reino não é deste mundo". O reino de Peixes é o da arte, da música, da poesia, dos espaços siderais também. Viajante eterno, andarilho dos caminhos santos, pescador de almas perdidas, parece ter uma conexão direta com o reino imaterial, com as impressões e imagens. Daí usa a sua maravilhosa imaginação e seu enorme poder de sentir os espaços.

Orixá Regente:
Yemanjá e Xangô.

ATOTÔ! (SILÊNCIO!)

ATOTÔ! (SILÊNCIO!)
aldeiadecaboclos.com.br | 10 de August de 2018 

Cada Orixá tem sua saudação, é fato. E, o “Senhor da Terra”, nosso amado Pai Obaluaê, saudamos dizendo Atotô – que significa silêncio.

Claro, silenciamos diante da divina presença deste orixá cheio de mistérios, mas às vezes refletindo sobre as coisas mais simples encontramos as mais belas lições.

Conta uma lenda que Obaluaê era um orixá rejeitado por sua aparência, que se fazia repugnante aos olhos dos outros orixás, devido as chagas que ele exibia em seu corpo.

Ogum, ao saber que Xangô daria uma festa, mas Obaluaê só veria a festa de longe, pela fresta da porta, se compadece dele e lhe cobre com palhas.

Ele entra na festa, e mesmo tendo as chagas cobertas fica afastado, envergonhado.

Iansã se aproxima dele, dança a sua volta causando uma enorme ventania que levanta as palhas. Neste momento, as feridas se transformam e pipocas e enchem o salão.

Por debaixo das palhas, se revela um jovem e belo orixá – Obaluaê!

Quando Obaluaê saiu do salão, naquele dia, ele já não era mais o mesmo – houve uma transmutação, e transmutar é o verbo do Trono Masculino da Evolução, regido por ele.

Ele saiu da condição de doente para sadio, ele passou de um estado para outro.

Obaluaê é o orixá das passagens, seja de um plano para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

Por que ele pede silêncio? Talvez porque seja o silêncio o segredo para que possamos encontrar o caminho que transmutará nossas consciências para níveis superiores de entendimento e conexão com Pai Olorum, nosso Divino Criador.

Como podemos representar uma divindade diante das pessoas, se o barulho da fofoca, do julgamento ou da maledicência nos distrai o tempo todo nos afastando das coisas divinas?

Quantas almas belas são discriminadas dentro dos terreiros e fora deles? Quantas pessoas precisam somente de alguém que veja além, e que sopre em suas feridas do corpo e da alma ventos de amor e tolerância, para que o melhor delas se revele?

Silencie. Ouça seu Cristo interno, seu Ori, sua Centelha. Use as palavras com sabedoria e cuidado, pois elas trazem em si a força do Verbo e podem tanto construir quanto destruir.

Procure no silêncio do seu coração as respostas para todas as suas perguntas, pois elas estão lá.

Silencie e olhe para dentro. Se cubra com suas próprias palhas e permita que um a um, seus medos e traumas, falsos julgamentos, dúvidas e incertezas se transformem em lindas pipocas. E que essas pipocas encham o salão da sua alma.

Obaluaê se resignou diante da sua condição, foi humilde e foi amparado pelo Trono da Lei, por Ogum e Iansã.

Assim como prometeu Jesus, o humilde foi exaltado!

Agindo assim, ele também mostrou que precisamos uns dos outros. Ogum o protegeu com as palhas. Iansã revelou sua beleza e esplendor.

Assim somos nós. Toda alma é divina, toda alma é luz, toda alma reflete o amor e a grandeza do Criador.

E todos nós, seja qual for a raça, gênero, aparência ou condição social precisamos lembrar de quem realmente somos e de onde viemos, para evoluirmos e transmutarmos dentro de nós tudo o que impede que isso aconteça.

Obaluaê ampara nossa evolução. Sairmos dessa encarnação seres humanos melhores do que quando nascemos é nosso objetivo.

Expandir nossas consciências e alcançar um entendimento maior acerca das leis que regem nossas evoluções é a melhor forma de fazer valer a maravilhosa oportunidade de estar aqui, Axé!

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi,

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

A voz do mestre

"Quando houveres recolhido as sementes (pois não te dou senão a semente da tua transformação pessoal) e houveres colhido os grãos, retorna ao mundo e cumpre ali a tua missão, até que a terra onde tenha germinado a semente floresça e produza para mim seus frutos. 

Não pretendas ensinar aos outros antes de haveres, tu mesmo, recebido as sagradas lições, para que a teu irmão não ofereças fórmulas vãs. Mas, se no âmago da instrução que te for dada descobrires, por ti mesmo, pérolas de luz, reconhece, nisso, que já terás muito que dar e não receies ensinar por ti mesmo. Não fiques triste quando me mantenho silencioso, nem te alegres quando ouvires a minha Voz, porque, sabe-o bem, Eu sou o silêncio e Eu sou o som. Tenha a certeza de que Eu não te abandono jamais, embora conservando-me oculto.

Não procures escapar das lições da experiência; fugir da tentação não é vencê-la.

Não te separes, com asco, do ser impuro e do malvado; fugir ao contágio outra coisa não significaria senão aproximá-lo. E se em tua rota não puderes avançar intacto e puro, sabe que a tentação e a própria queda proporcionar-te-ão os mais proveitosos frutos, desde que ponha um sulco entre ti e a experiência que te houver feito cair. 

Avança e encontrarás preparado o lugar para o passo seguinte; apesar de te envolverem as trevas. Mais seguro, no entanto, é que um braço potente te sustenta. Segue o caminho trevoso que conduz à luz.

Consagra-te  humilde e alegremente ao meu serviço; não há ação, por mais modesta que seja, que não te ligue a Mim; pois, obedecendo assim à Lei, teu próprio corpo chega a ser inseparável do meu. Eu sou teu pai e tu és meu filho, aquele que vive da Verdade.

Filho meu, compreende minhas palavras. No centro do mundo existe uma energia vivificadora e ponderadora que, diante dos seres vivos, joga o papel de Providência. Essa energia é, ao mesmo tempo, Vida, Calor, Pensamento, Vontade, Atividade e Sabedoria. Busca estar sempre em harmonia com essa Sabedoria Iniciática das Idades! Busca o permanente, mas não evites o transitório. Penetra em meu silêncio, procura, ali, o que julga sem palavras. 

Dá-me a tua confiança total Eu te ensinarei o Caminho. Dá-me a tua fé e onde outros tiverem caído ela te sustentará, pois a tua fé é a única que abre Minha Senda a teus passos. Procura no teu inimigo a verdadeira união com o TODO. É, então, que serás Uno comigo e Eu serei UNO contigo; é, então, que meu coração pulsará no palpitar no teu; é, então, que TUDO é UM e UM é TUDO.

Quando tiveres alcançado está unidade, terás palmilhado o caminho que conduz até Mim. Ofereço-te a minha Paz, a minha Paz te deixo.

Que minha paz esteja contigo…

Para sempre…"

domingo, 25 de julho de 2021

Alma profunda

Uma pessoa profunda é um oceano de sentimentos. É alguém que traz a maturidade do espírito que reconhece a alma do outro, que respeita a sua existência, que sabe que a empatia é uma atitude sagrada e essencial na interação entre os seres. 

Uma pessoa profunda é geralmente uma alma antiga, um espírito ancestral, que traz nas suas raízes a sabedoria das lições que aprendeu com o tempo. É alguém que aprendeu a se aprofundar em si mesma, que não teve receio para conhecer as suas sombras e clarear as suas escuridões.

Almas que alcançaram sua profundidade carregam no olhar a paz e a magia de quem aprendeu a ver a vida para além das aparências.

São almas intuitivas, que se guiam pela força do coração e que entendem das nuances das imperfeições e das maravilhas da alma humana. 

Elas sabem que cada Ser carrega em si suas virtudes e suas dores, suas certezas e contradições, que ninguém está pronto, porque todos estamos aqui para crescer.

Elas já não são comandadas pelo ego. Preferem ser do que parecer. 

Já entendem com mais discernimento as armadilhas do ego, e sabem que a essência vale mais que a aparência, que não importa o que acreditamos possuir, e sim como nos sentimos durante a caminhada.

Possuem a fala que vem do coração, carregada de sentimentos, que traz os saberes de quem conhece as almas, capaz se curar simplesmente com o que diz.

Possui a paciência para ouvir o que aflige os corações feridos, pois sabe que a escuta também cura.

Uma alma profunda geralmente não se apressa. Sabe que tudo tem seu tempo, que quando se planta e se faz o melhor é preciso ter a paciência para esperar crescer.

Em si toda alma é profunda, mas há quem prefira ficar apenas na superfície. 

Porém, aqueles que tem a coragem de mergulhar em si mesmas, encontram uma força sublime, a força dos que se encontram e passam a ver um novo mundo diante de si, pois sabe que cada pessoa e cada coisa também guarda muito mais do que os olhos podem ver.
Alma profunda é aquela que não tem medo de mergulhar em si mesma e ali encontrar a sua luz!

- Alexandro Gruber

Almas antigas

“Almas antigas são almas diferenciadas porque não estão nesse mundo para viverem segundo as aparências. 

Elas não seguem um script social e não estão dispostas a caminharem apenas onde a maioria anda, principalmente se isso for contra os desejos do seu coração. 

Uma alma antiga carrega dentro de si a experiência ancestral, por isso tudo que faz é segundo a sua intuição. 

Para ela a sincronicidade da vida trabalha colocando tudo em seu devido lugar. 

Podem parecer solitárias, mas na verdade são almas fortes, que tem um contato consigo tão profundo que não ficam muito tempo em companhia de pessoas que não estão em uma sintonia como a sua. 

Elas respeitam a diversidade, convivem com a diferença, sabem que todos tem a ensinar, porém não se misturam com aquilo que não tem sentido para elas. 

São almas que sabem das nuances e armadilhas que uma relação carrega, por isso não estão para brincadeiras quando se trata de se relacionar. Elas fogem de pessoas superficiais, egoístas ou aproveitadoras. 

- Alexandro Gruber

Empatia

Os empatas são pessoas que possuem uma sensibilidade extremamente aflorada em relação as emoções das pessoas e a energia dos ambientes. São grandes curadores emocionais pois são leitores natos dos sentimentos alheios e possuem um nível profundo de compreensão das dores humanas. O empata possui um dom belíssimo, mas uma responsabilidade muito grande consigo e com os outros. É alguém que precisa aprender a separar bem quando são suas próprias emoções e quando está sentindo dores que não são suas. Precisa ter cuidado para não se tornar uma esponja e carregar “o mundo nas costas”. Um empata pode se emocionar com facilidade, ficar triste sem motivo aparente, se encantar ao extremo com coisas simples, ter uma imensa vontade de “mudar o mundo”. O empata geralmente é alguém que não vive apenas para si, está sempre disposto a ajudar o outro. 
Algumas características fortes de um empata são: 
- Grande vontade de ajudar os outros; 
- Facilidade para ler emoções e compreender as dores alheias; 
- Consegue identificar as energias dos ambientes e não passa muito tempo em lugares pesados; 
- Às vezes se sente como se tivesse sido “sugado” com um grande cansaço psíquico;
- Recebe constantemente pedidos de ajuda e as pessoas lhe desabafam com facilidade;
- Sente prazer em estar sozinho, gosta de passar seu tempo na natureza ou fazer leituras. Nessas atividades sente recarregar as suas energias. 
Empatas podem se tornar grande psicólogos, terapeutas, professores, médicos e profissionais de causas humanitárias. Todos possuem a capacidade de empatia, mas esses seres desabrocham isso naturalmente. 
Um empata precisa aprender a cuidar de si mesmo, equilibrar as emoções, para não absorver demais o mundo e poder ajudar de verdade. O empata que possui esse dom em equilíbrio é um grande curador emocional a serviço da vida!
- Alexandro Gruber 

Ser empata

Os empatas são pessoas que possuem uma sensibilidade extremamente aflorada em relação as emoções das pessoas e a energia dos ambientes. 

São grandes curadores emocionais pois são leitores natos dos sentimentos alheios e possuem um nível profundo de compreensão das dores humanas. 

O empata possui um dom belíssimo, mas uma responsabilidade muito grande consigo e com os outros. É alguém que precisa aprender a separar bem quando são suas próprias emoções e quando está sentindo dores que não são suas. 

Precisa ter cuidado para não se tornar uma esponja e carregar “o mundo nas costas”. 

Um empata pode se emocionar com facilidade, ficar triste sem motivo aparente, se encantar ao extremo com coisas simples, ter uma imensa vontade de “mudar o mundo”. 

O empata geralmente é alguém que não vive apenas para si, está sempre disposto a ajudar o outro. 

Algumas características fortes de um empata são: 

- Grande vontade de ajudar os outros; 
- Facilidade para ler emoções e compreender as  
  dores alheias; 
- Consegue identificar as energias dos ambientes  
  e não passa muito tempo em lugares pesados; 
- Às vezes se sente como se tivesse sido “sugado”  
  com um grande cansaço psíquico;
- Recebe constantemente pedidos de ajuda e as 
  pessoas lhe desabafam com facilidade;
- Sente prazer em estar sozinho, gosta de passar 
  seu tempo na natureza ou fazer leituras. Nessas 
  atividades sente recarregar as suas energias. 

Um empata precisa aprender a cuidar de si mesmo, equilibrar as emoções, para não absorver demais o mundo e poder ajudar de verdade. O empata que possui esse dom em equilíbrio é um grande curador emocional a serviço da vida!

- Alexandro Gruber 

Se você quer saber

1 - O outro não existe para te agradar ou para te desagradar. O outro existe para te ensinar.

2 - Ninguém é culpado pelo que você está sentindo. É você que opta pelos sentimentos que tens neste exato momento. Só você!

3 - A arte de viver sem expectativas, e sim *com perspectiva* é a chave para não se frustrar.

4 - Cure em você, o vício da necessidade de aprovação do outro. Só assim você poderá desfrutar da ousadia e da confiança natural em seu espírito, na sua essência.

5 - Você não tem controle de nada, por mais que acredite que tenha. Lembre-se, daqui a pouco, a Terra irá reivindicar o seu corpo e deixarás esse planeta para ingressar numa nova fase de existência. Abra mão do controle, só assim terá domínio sobre si mesmo e sobre sua vida. Controle é um reflexo do medo, já o domínio é um reflexo do estado de ausência absoluta de tensão interna e de seu encontro com a paz.

6 - Não se deforme ou se descaracterize para tentar se "caber" no espaço apertado do pensamento que o outro tem em relação a você. Isso não vai dar certo. Quando você se deforma para agradar alguém, sua luz se apaga e é apenas você, quem fica no escuro se sentindo perdido.                   
7- Não acredite no que os outros dizem para você, por mais romântico e poético que possa ser. O que importa são as atitudes e não as palavras.

8 - Abandone o orgulho e o delírio de acreditar que tudo vai ser como você quer, deseja ou necessita.

9 - Tudo é passageiro. De perto, a vida é uma tragédia, de longe é uma comédia. Daqui algum tempo, você vai rir de todos os dramas que criou. Pois tudo passa. Tudo!

10 - Você é responsável por tudo que está acontecendo em sua vida. Seus pensamentos e sentimentos predominantes irão formatar a sua realidade, quer você queira, quer não. Portanto, se quiser mudar a sua realidade, mude seus pensamentos e sentimentos.

11 - Carência emocional não é a necessidade de receber, e sim de se dar. Só você poderá suprir suas necessidades emocionais. Projetá-las em alguém é o mesmo que pedir para que alguém se alimente para saciar a sua fome.

12 - Viva com simplicidade e com mais realidade. Só assim, quem você realmente é, vai surgir de verdade. Ria mais e não leve tudo tão a sério. Afinal de contas, a essência da vida é se descobrir e desfrutar dessa maravilhosa aventura chamada evolução.

Joanna de Ângelis/ Divaldo Franco
Livro - Reforma Íntima

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Os Quatro Compromissos

1 - Seja impecável com sua palavra.
 Você pode transceder o medo com afirmações positivas na mente. Use  pensamento para lhe botar para cima e não para lhe fazer sofrer. Você pode viver no céu no meio de milhares de pessoas que vivem no inferno, porque você se torna imune exercitando pensamentos positivos; seja impecável com a sua palavra. A palavra tem efeito bumerangue aquela que você solta pela boca, entra de volta na sua mente.

2 - Não leve nada por lado pessoal.
Você leva tudo lado pessoal porque concorda com o que está sendo dito. O que lhe causa sua própria captura é o que chamam de importância pessoal expressão máxima do egoísmo. Se as pessoas estiverem bem, vão falar bem de você; se as pessoas estiverem mal, vou falar mal de você. 

Onde quer que vá encontrará pessoas mentindo para você. E, quando sua consciência aumenta, você percebe que também mente para si mesmo. Não espere que as pessoas te digam a verdade porque elas também mentem para si mesmas. Quando realmente enxergamos as pessoas como elas são, sem levar para o lado pessoal, nunca poderemos ser feridos pelo que elas fossem ou façam. Mesmo que os outros mintam para você, não há problema. Estão mentindo porque têm medo. É doloroso retirar a máscara social. Habitue-se a não levar nada para o pessoal e você de tornará imune as fofocas, nada será capaz de afetá-lo.
Todo mundo pode fofocar a seu respeito ou lhe enviar veneno emocional, mas se você não levar para o lado emocional, ela volta para quem lhe enviou e não consegue nos atingir.

3 - Não tire conclusões.
Temos a tendência de tirar conclusões em tudo. Presumir. Tiramos uma conclusão, entendemos errado levamos isso pro lado pessoal e acabamos criando um conflito do nada. 
A mente cria um bocado de caos,; interpretamos mal e errado. Apenas enxergamos o que queremos enxergar e escutamos o que queria escutar. Um exemplo: você está andando no shopping e encontra uma pessoa de quem gosta. Ela se conta para você e sorri. A partir daí pode de criar toda uma fantasia. E você pode acreditar: "essa pessoa gosta de mim". Em sua mente um relacionamento inteiro de desenrola. A fantasia é sua.
Tirar conclusões em relacionamentos e pedir problemas. Frequentemente, presumimos que nossos companheiros sabem o que pensamos e que não há necessidade de expressar nossos desejos.  (....)

4 - Dê sempre o melhor de si.
Quando você dá o melhor de si não permite que se julgue. Se não a julgamento não há necessidade de sentir culpa ou de se punir. Dar o melhor de si envolve confiar em si e na própria força da vida. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Para Além do Cérebro

O Espiritualismo Ocidental 
Para Além do Cérebro ▼

O Novo Olhar Sistêmico e a Resistência do Reducionismo Racionalista.

Carlos Antonio Fragoso Guimarães

I - Uma Nova maneira de Ver o Mundo

Um paradigma significa um modelo, algo que serve como parâmetro de referência para uma ciência, como um farol ou estrutura considerada ideal e digna de ser seguida. Podemos dizer que um paradigma é a percepção geral e comum - não necessariamente a melhor - de se ver determinada coisa, seja um objeto, seja um fenômeno, seja um conjunto de idéias.

Ao mesmo tempo, ao ser aceito, um paradigma serve como critério de verdade e de validação e reconhecimento nos meios onde é adotado. Foi o físico Thomas S. Khun que o utilizou como um termo científico em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, publicado primeiramente em 1962.

Segundo Thomas Khun, a palavra paradigma pretende sugerir um padrão de ciência ou uma forma de interpretar a realidade, ou que "certos exemplos da prática científica atual - tanto na teoria quanto na aplicação - estão ligados a modelos conceptuais de mundo(...). 

Por exemplo, a ciência já foi dominada pelo pensamento geocêntrico (ptolomáico), que estabeleceu toda uma produção intelectual coerente com a visão de mundo deste paradigma que dizia que a terra era o centro do universo. Portanto, quem afirmasse algo como "a Terra é apenas um dentre milhões de outros planetas, e nem mesmo é o mais significativo deles" estaria fadado a ser considerado louco, ignorante ou qualquer coisa do tipo. 

Posteriormente, observações demonstraram que esta visão era falha e foi sendo substituída - após intensa e violenta resistência dos sábios que defendiam o antigo paradigma - pelo sistema heliocêntrico de Copérnico. Este modelo, porém, foi percebido como imperfeito pelos avanços em astronomia e foi aperfeiçoado pelas descobertas da gravitação universal da física newtoniana; esta, por sua vez, foi drasticamente remodelada, já no século XX, pela Mecânica Quântica e pela Teoria da Relatividade, não sem uma forte resistência de inúmeros doutores e acadêmicos formados na cartilha clássica de Newton e seguidores e sua sólida visão mecanicista da natureza. 

Cada uma dessas fases do pensamento científico foram bem sucedidas em determinados períodos de tempo. Dando novas perspectivas para a compreensão da realidade física, condicionavam a atitude científica e estabeleciam quais seriam os critérios de pesquisa, freqüentemente ligados à maneira como se esperava que o mundo devesse funcionar de acordo com o modelo (paradigma) adotado. Deste modo, fica claro que a ciência não é um processo de descoberta, em sentido estrito, de uma realidade dada, porém parece ser mais um processo de construção intelectualmente coerente, refletindo um diálogo do pensamento humano com os fenômenos naturais e, assim, uma melhor compreensão humana, feita e comentada por homens, que lhes permitam explicar satisfatoriamente e dentro de certos critérios, alguns aspectos da realidade. Ou, em outras palavras, a ciência se constrói em cima de alguns fundamentos filosóficos bem definidos, mesmo que não sejam muito conscientes (freqüentemente não são mesmo). 
Assim, o modelo induz a uma visão de mundo, dentre várias outras igualmente possíveis e igualmente coerentes. A imersão em um paradigma, especialmente no paradigma dominante, prepara o cientista para se tornar membro de uma comunidade científica a que se sinta atraído. Ele é treinado a pesquisar, agir e falar dentro dos critérios do paradigma aceito. Qualquer pesquisa que pareça ir além dos limites estabelecidos é vista com desconfiança, quando não totalmente minada e descartada.

II - O Paradigma Newtoniano-Cartesiano


Nossa tão decantada civilização tecnológica está em crise, e não é preciso esforço para perceber isso. A técnica, o tecnicismo e a alta tecnologia, associadas a uma forma de viver moderna, igualmente técnica, mas cada vez mais estereotipada, pragmática e menos humana, está apontando para a falácia de mais uma promessa: por nos meios de produção ou no extremo desenvolvimento material a chave para a felicidade humana (hoje, tudo isso tem separado cada vez mais o homem do homem, o homem da natureza, e o homem de si mesmo).

Desde o século XVII, quando a racionalidade das ciências naturais - que passou a ser utilizada de forma prática pela nascente burguesia, que, além do comércio, dava seus primeiros passos rumo à industrialização - vinham obtendo crescente reconhecimento como instrumentos de compreensão da natureza e meio para se atingir a "verdade", com sua capacidade para "desvendar" as leis naturais do mundo físico e, posteriormente, até mesmo do social, garantindo PREVISÃO e CONTROLE dos acontecimentos (ao menos, dos acontecimentos naturais em laboratório), que a aura de sacralidade, de dogma e de verdade vinha sendo transferida da Religião para a Ciência, que não mais era vista como uma das formas de saber, mas a única possibilidade eficaz de se atingir "a verdade", abolindo as crenças religiosas e/ou relativizando saberes outros, como a filosofia e a ética, já estabelecendo por conseqüência lógica que outras culturas, não ocidentais e não "científicas" eram subculturas - o que era, sem dúvida, um excelente pretexto para que a Europa "civilizada" pudesse colonizar e impor seu sistema, visão de mundo e interesses em outros povos que, em troca, seriam explorados em seus recursos naturais e humanos e se submeteriam aos ditames dos "esclarecidos" europeus.

Vivemos numa época cuja principal característica está na divisão de tudo: desde a divisão de classes sociais (Hoje em dia ainda mais reforçada no chamado darwinismo social. C.f. a Home Page Visão de Mundo, Paradigmas e Comportamento Humano), até a divisão, algumas delas extremas, de especialidades em diversas áreas, como na Medicina, por exemplo. Esta crise reducionista foi provocada em grande parte pelo "background" filosófico extremamente mecanicista da ciência moderna, e em parte pelo modo capitalista de nossas relações, tanto humanas quanto econômicas, ambas, na verdade, formando dos aspectos de um mesmo processo intelectual. 

Toda promessa de felicidade técnica prometida pelo capitalismo cientificista acabou por se transformar, porém, num pesadelo: de um lado, temos a cruel falta de alimentos e do mínimo de conforto material na maioria dos países do Terceiro Mundo; e do outro lado temos a miséria psicológica e os distúrbios emocionais de toda espécie que acompanham os excessos do consumo-pelo-consumo e conforto supérfluo dos países (que são uma minoria) do Primeiro Mundo, ou 1/4 da população do planeta, onde crescem a solidão, a indiferença, os distúrbios da afetividade, a violência e a sensação de sem-sentido, conseqüência de uma visão de mundo extremamente reducionista, mecanicista e pragmática, voltada para as aparências, a competitividade e a vivência hedonista e individualista dos sentidos, nos moldes dos ideais industrialistas de nosso tempo.

O pensamento dominante nesta estrutura de coisas é o da crença fundamental de que tudo é separado de tudo, o que inclui as pessoas, as sociedades e as culturas, e que está de acordo com o modelo mecanicista e atomista que perpassa nosso paradigma científico, que busca sempre as unidades mínimas fundamentais da natureza, fazendo da análise sem fim o único modo correto de entendimento das coisas, esquecendo as características próprias de um conjunto, de um todo complexo. Assim o homem constrói mapas e teorias cada vez mais detalhados em suas minúcias e acaba por acreditar em sua obra intelectual como se fosse a descrição precisa da realidade, que é sempre mais complexa. Esta crença condiciona uma percepção da realidade que traz, ao lado de inegáveis progressos materiais, conseqüências danosas para a harmonia psíquica e social do homem, sem falar de seu impacto sobre a natureza: o apego a possessividade e seu conseqüente medo da perda, a raiva, a agressão, a competitividade e a violência ligada à defesa do "meu", sem falar dos sentimentos afins de orgulho e ciúme (c.f. a Home Page Ecologia Profunda, Ecologia Social e Eco-Ética).

Esta crença na fragmentação das coisas assume formas muito sutis e extremamente refinadas nas teorias ditas científicas. Até o advento da Física Moderna (Mecânica Quântica), que trouxe notáveis insights para a filosofia da ciência, da Ecologia e do desenvolvimento da Psicologia Holística, e da Psicologia Transpessoal, bem como da antropologia e de outros campos que mostraram de forma contundente a crueldade da concepção de mundo vigente, podemos afirmar que quase todas as disciplinas ditas científicas (até hoje) estão atreladas ao chamado paradigma newtoniano-cartesiano (c.f. Fritjof Capra, 1986), que é o modelo ainda dominante e arduamente defendido pela grande maioria dos cientistas. Chama-se paradigma newtoniano-cartesiano porque suas linhas mestras foram concebidas e, em sua maior parte, consolidadas pelos trabalhos notáveis do filósofo e matemático francês René Descartes e pelo extraordinário físico, astrônomo, místico e matemático inglês Sir Isaac Newton.
Este paradigma se caracteriza por idealizar uma realidade, ou melhor, uma concepção/visão de mundo mecânica, determinista, material, ou seja, de uma maquina composta por "peças" menores que se conectam de modo preciso. E essa concepção de mundo teve um grande impacto não só na Física, mas muito mais, pelas suas conseqüências filosóficas, em Biologia, Medicina, Psicologia Economia, Filosofia e Política. A extrema fragmentação das especializações, a coisificação da natureza, a ênfase no racionalismo e na fria objetividade e o desvinculamento dos valores humanos superiores, a abordagem mercantil competitiva na exploração da natureza, a ideologia do consumismo desenfreado, as diversas explorações com fins de se obter qualquer vantagem em cima de outros seres vivos, etc. têm sua fundamentação filosófica numa pretensa visão "científica" de um universo mecanicista (atualmente, numa concepção neo-darwinista da supremacia de umas ditas classes sociais, políticas e profissionais por sobre outras, numa reedição aprimorada de um discurso fascista-racista já usado pelos nazistas há algum tempo atrás).

Com efeito, à guisa de exemplo, a fanática certeza da superioridade intelectual européia (com países sedentos pelas riquezas de outros povos e pelo potencial mercantil destes) construiu um grande número de racionalizações baseadas no linguajar científico da Física e da Biologia, maquiando a violência de fatores psicológicos mais profundos, como o da ganância materialista impiedosa, roubando e desmoralizando outros povos considerados ignorantes, primitivos e inferiores durante o máximo período de exploração colonial, entre os séculos XVIII e XX. 

De fato, a partir do modelo de alienação impositiva inglês, envernizado de civilização, possibilitou o nascimento de teorias as mais absurdas, como a crença na superioridade genética da raça ariana, pelos nazista, que tinha tinha - ou pretendia ter - uma forte conotação cientificista. E longe de ter tido um fim, a mesma exploração imperialista está mais ativa do que nunca, principalmente quanto aos países ditos do Terceiro Mundo, que não estão e nem se pretende que estejam inseridos ativamente no sistema internacional de consumo e produção, conhecido como globalização, e que na verdade não passa de uma alienação das forças culturais e criativas dos povos em prol de modelo nortista de capitalismo. Grande parte dos países da América Latina são considerados "sem interesse", por serem "zeros econômicos", e são relegados à miséria e à margem da história branca e plastificada dos que se consideram os senhores do mundo. Segundo Leonardo Boff (1997), "estes mostram, por isso, uma insensibilidade e uma desumanidade que dificilmente encontra paralelos na história". Por mais que os arautos do racionalismo apontem desgraças e guerra em séculos anteriores e as maravilhas técnicas de nosso tempo, nunca se matou tão friamente e em nome da razão, do progresso e da civilidade como em nosso século.

Na educação mesma, como muito bem nos fala Pierre Weil (Brandão & Crema, 1991), "a fragmentação do ensino aumenta à medida que se atinge as séries superiores, chegando a fazer das universidades atuais verdadeiras torres de Babel". Algumas teorias que se arvoram de científicas se fecham cada vez mais em si mesmas, ao ponto de se criar um mundo só delas, como em monastérios acessíveis apenas aos iniciados e partilhantes de seus ideais, expressos num linguajar técnico, complexo e, quando relacionados aos interesses existenciais dos indivíduos, vazio. A função valorativa dos sentimentos foi rejeitada. Só o racionalismo linear - expresso de modo claro em gráficos e em pesos e medidas - pode ser útil. Achamos que apenas o racional pode nos dizer o que tem valor, mas isso não ocorre. 

Valor é algo de subjetivo que diz respeito aos sentimentos. Não é por acaso que nossa cultura, que supervaloriza o racional, afoga-se em dados numéricos mas se mostra totalmente incompetente para discriminar o que realmente tem importância em meio a um mar de informações e pesquisas cartesianas, e se mostra completamente incapaz de dar o mínimo de conforto psicológico às pessoas que se sentem alienadas e excluídas pelo sistema vigente. 

Nossas prateleiras universitárias estão repletas de pesquisas "esotéricas" - apenas alguns "iniciados" podem compreendê-las -, com pouco ou nenhum valor real para o comum dos mortais. Estas prateleiras, como disse Milan Kundera, parecem cemitérios, ou até mesmo menos que isso, pois nos cemitérios sempre ocorrem visitas, pelo menos uma vez por ano. O governo é cada vez mais incapaz de estipular prioridades com base em qualquer outra ordem que não seja o balanço comercial ou os gráficos de desenvolvimento industrial. E como a ênfase está apenas no que é racional, temos uma visão unilateral de mundo, hipertrofiada, puramente intelectual, onde sentimentos e valores são menosprezados ou são ignorados. E é interessante notar o quanto esta estrutura filosófica influencia e é, por sua vez influenciada - em feedback - pela ideologia do capitalismo, ou qualquer outra que tire vantagens da situação. 

Tanto esta ideologia parece encontrar justificação na visão de mundo do paradigma newtoniano-cartesiano quanto este parece encontrar todo o apoio financeiro para se manter, na medida que as pesquisas mais de acordo com seus pressupostos recebem recursos vários enquanto as pesquisas menos técnicas (segundo seus parâmetros), mais ecológicas e/ou humanistas parecem ser desmerecidas ou rejeitadas, recebendo pouca ou nenhuma atenção dos poderes econômicos. Aliás, não devemos esquecer que estes poderes buscam exatamente isso: poder. Poder sobre a natureza, sobre os lucros, sobre as pessoas. Enfim, um poder pleno e exercido de modo racional-mecânico, onde os valores humanistas não podem ter lugar (Veja-se a home page sobre Soren Kierkegaard para um aprofundamento desta questão).

Esta crença generalizada da onipotência técnica tem levado à atitudes e postulações extremamente arrogantes dos meios científicos e industriais, o que produz, entre outras coisas, os Titanics, os Hindemburgs, as Bombas, os Efeito-Estufa e os Chernobys da vida, bem como golpes militares, alienação, miséria, desemprego e violência.

Com respeito à saúde, especialmente à Medicina, o paradigma vigente tem também exercido uma notável influência. A ênfase acadêmica e mercantilista na especialização tem feito quase desaparecer a figura do clínico geral e levado à fragmentação extrema das áreas médicas em super-especializações, quase sempre levando os pobres pacientes a se sentirem perdidos e alienados diante da frieza técnica e da ausência freqüente de uma visão global (psicossomática) do seu caso. Os mais visíveis resultados são: o "culto" à figura do médico (com toda a áurea externa e mítica a respeito dele), a quem é dada total responsabilidade pela nossa saúde, cabendo aos leigos apenas uma atitude de submissão passiva, promovida pela ignorância no cuidado da própria saúde, ou seja, de uma Educação Preventiva; uma extrema frieza - que é envolta no mito da objetividade científica - para com os sentimentos e anseios do "paciente"; o "paciente" sendo considerado um "objeto" de estudo (quando não de lucro); o culto da figura do especialista, o corpo sendo tratado como uma máquina, a mercantilização da saúde e um profundo e irracional desprezo pelos aspectos psicológicos da doença. Sem esquecer que o "paciente", que procura e paga o "especialista" é considerado ignorante demais, ou "leigo"demais, para merecer uma explicação clara de muitos dos supostos doutores...

O argumento de que, em nosso século, o desenvolvimento técnico e tecnológico de equipamentos médicos tenham sido as principais responsáveis pelo aumento da taxa de vida também é questionável. Foram as melhorias sanitárias, a conquista de direitos sociais, a educação higiênica e o entendimento dos processos de transmissão de doenças (com os trabalhos, por exemplo, de um não médico, como Louis Pasteur), a Educação Preventiva que tiveram um papel considerável na melhoria da saúde pública. A parafernália técnica está quase totalmente voltada para o diagnóstico de doenças, muitas das quais perfeitamente evitáveis com uma eficaz educação preventiva, mas que possuem a área da modernidade milagrosa.

Muito, ou pelo menos metade dos recursos utilizados em marketing e em diversos outros tipos de publicidade médica poderiam ser muito melhor aplicados na educação preventiva e na melhoria de postos de saúde, formando um conjunto de extraordinário efeito profilático. Do mesmo modo (como fica patente na denúncia feita pelo excelente filme "O Jardineiro Fiel", um raro e lúcido filme de crítica social feito em Hollywood e com a direção perfeita do brasileiro Fernando Meirelles), a estreita ligação de médicos alopatas com a indústria farmacêutica (responsável pela movimentação de bilhões de dólares anuais no comércio de remédios, muitos dos quais inócuos ou até prejudiciais) têm formado um verdadeiro cartel comercial e impositivo de valores. 

Quando do "boom" da AIDS, em meados da década de 80, a indústria do sangue, por exemplo, não queria se submeter aos testes que poderiam indicar a presença do vírus HIV nas doações de sangue, sob o pretexto de que os gastos não compensariam os resultados. Ao que um cientista, tristemente perguntou: "Quando os médicos se deixam levar pelo comércio e comercializam a saúde, a quem a população poderá recorrer?" Esta pergunta continua sendo mais atual que nunca. Ao invés de apenas se aterem ao mecanismo de como se dá a ação de uma doença, a pergunta principal deveria ser: Por que ocorre esta doença, quais os fatores intrínsecos e extrínsecos que causaram esta doença e quais os meios em que ela pode ser eficazmente debelada. Os tão estudados mecanismos de ação patológicos nem sempre são causa, mas sim efeitos de um distúrbio mais complexo do organismo em seu intercâmbio relacional com o ambiente físico e social que o envolve, o que, quase sempre, é tristemente negligenciado pela medicina alopática, mas que, felizmente, é um dos pontos mais fundamentais da medicina homeopática, que está sendo cada vez reconhecida.

Seria útil, aqui, e já que tomamos o exemplo da Medicina, ou melhor, de médicos que se deixam encantar pela possibilidade de ganho fácil, recordar como a história sempre se repete, como diz Marx, a primeira vez como drama e a segunda vez como farsa... Já no século II de nossa era, o notável médico Galeno acusa seus colegas de terem esquecido Hipócrates, máximo modelo do bom médico. Galeno acusava-os de: a) serem ignorantes e fechados em sua pseudo-supremacia, b) de serem corruptos em sua sede insaciável de dinheiro e c) de estarem absurdamente divididos (hoje, em super-especializações). Eis o que ele disse a esse respeito: "Considerando a riqueza mais preciosa que a virtude, e exercendo a arte médica não em benefício do homem, mas por lucro e vaidade, (...) não é possível atingir a real finalidade da medicina" (citado em História da Filosofia, vol. I, página 362, de Giovanni Reale e Dario Antiseri, ed. Paulos, São Paulo, 1990).


Todo este quadro de tecnicismo individualista e de descrédito em valores humanistas têm uma só causa fundamental: a nossa visão de mundo foi montada em cima de valores e referenciais mecanicistas... tomamos o relógio como metáfora do mundo, e passamos a nos tratar como máquinas... E é tal o enraizamento deste paradigma que fica até mesmo difícil de se acreditar ou aceitar que outras formas de ver e compreender o mundo tenham alguma validade intrísenca e/ou sejam tão ou mais perfeitas que a nossa visão cientificista.

Creio que ninguém melhor que o genial Max Weber, filósofo e sociólogo alemão, pôde explicitar de modo claro como o racionalismo ocidental se transformou em ideologia, que poderíamos chamar de cientificista, estabelecendo uma série de preconceitos etnocêntricos com relação a outras formas de entendimento da realidade que, se não são científicas dentro dos cânones do academicismo ocidental, nem por isso deixam de ser significativas e coerentes e, mais que tudo, de funcionarem:

A Ciência como Vocação




"O progresso científico é um fragmento, o mais importante, indubitavelmente, do processo de intelectualização a que estamos submetidos desde milênios e relativamente ao qual algumas pessoas adotam, em nossos dias, um posicionamento crítico aparentemente estranho.

"Tentemos, de início, perceber claramente o que significa, na prática, essa racionalização intelectualista que devemos à ciência e à técnica científica. Significará, por acaso, que todos os que estão reunidos nesta sala possuem, a respeito das respectivas condições de vida, conhecimento de nível superior ao que um hindu ou um hotentote poderiam alcançar acerca de suas próprias condições de vida? É pouco provável. Aquele, dentre nós, que entra num trem não tem noção alguma do mecanismo que permite ao veículo pôr-se em marcha - exceto se for um físico ou engenheiro mecânico profissional. Basta-nos 'contar' com o trem e orientar, conseqüentemente, nosso comportamento; mas não sabemos como se constrói aquela máquina que tem condições de deslizar. O selvagem, ao contrário, conhece, de maneira incomparavelmente melhor, os instrumentos de que se utiliza. Eu seria capaz de garantir que todos ou quase todos os meus colegas economistas, acaso presentes nesta sala, dariam respostas diferentes à pergunta: como explicar que, utilizando a mesma soma de dinheiro, ora se possa adquirir uma grande soma de coisas e ora uma quantidade mínima? [E isto a despeito de os economistas se orgulharem das características matemáticas de sua disciplina o que, pretensamente, a colocaria próxima das ciências exatas, objetivas]. O "selvagem", contudo, sabe perfeitamente como agir para obter o alimento quotidiano e conhece bem os meios capazes de favorecê-lo em seu propósito. 

"A intelectualização e a racionalização crescentes não equivalem, portanto, a um conhecimento geral progressivo e interligado acerca das condições em que vivemos. Significam, antes, que sabemos ou acreditamos que, a qualquer momento, poderíamos, bastando que o quiséssemos - e dentro de uma visão de mundo onde a razão é utilizada e calcada na produção e distribuição de mercadorias e na e feitura de máquinas -, provar que não existe, em princípio, nenhum poder misterioso que interferirá com o curso de nossa vida; em uma palavra, que podemos dominar tudo por meio da previsão. Equivale isso a despojar de magia o mundo, deixá-lo como uma região amorfa, sem significado, como uma massa manipulável e não tendo outra utilidade senão sua exploração econômica. Os fatos e fenômenos que escapam aos limites do previsível são ou desprezados, ou postos de lado à espera de que um aperfeiçoamento do modelo científico venha a os explicar, mas sempre dentro dos pressupostos deterministas básicos aceitos. Para nós não se trata mais, como para o selvagem que acredita na existência destes poderes, de apelar a meios mágicos para dominar os espíritos ou exorcizá-los, mas de recorrer à técnica e à previsão. Tal é a significação essencial da intelectualização" (WEBER, Ciência e política; duas vocações, pp. 30-31, Editora Cultrix, São Paulo, 1970. Os comentários entre colchetes são meus).



III - O nascimento de um novo Paradigma


a intuição de que o "quadro científico" é como uma janela que deixa ver apenas uma parte ínfima da realidade tem estimulado uma notável tentativa de se construir uma visão mais holísitica, humana, orgânica e ecológica da realidade. Afinal, as conseqüências de uma visão de mundo mecanicista são extraordinariamente nocivas, principalmente dentro de uma certa ideologia fascista de grande parte dos poderes político-econômicos da elite do Terceiro Mundo, o que traz um alto e muitas vezes impagável preço em termos de vidas humanas e recursos naturais.

Estamos começando a antever e a construir um modelo científico que se baseia no conceito de relação, que é muito mais amplo que o de análise, como o usado pela ciência normal. Já não são somente as partes constituintes de um corpo ou de um objeto que são de fundamental importância para a compreensão da natureza desse objeto, mas o modo como se expressa todo esse objeto, e como ele se insere em seu meio. As partes que constituem um sistema têm um notável conjunto de características que se vêem no âmbito das partes, mas o sistema inteiro, o todo - o holos -, freqüentemente possui uma característica que vai bem além que a mera soma das características de suas partes. Por exemplo, sabemos que tanto o hidrogênio quanto o oxigênio são constituintes fundamentais no processo de combustão. Mas se juntamos esses elementos e formarmos a água, nós os usaremos para combater a combustão. O Todo não elimina as características das partes, mas estas, quando em relações íntimas, dão o substrato a uma nova forma, cujas características transcendem às das partes constituintes. A Ecologia é a ciências moderna que melhor pode demonstrar esta relação parte/todo em simbiose íntima.

Da mesma forma, podemos dizer que as peças de um quebra-cabeças, quando separadas, nos dizem muito pouco ou nada do que seja o quebra-cabeças. Somente quando vemos as peças em seu conjunto, e, de um certo modo, de um nível em que elas deixam de ser vistas como peças, é que podemos compreender a mensagem do quebra-cabeças. Assim também, pensamos que o mecanicismo reducionista e fragmentador do paradigma newtoniano-cartesiano já deu o que tinha de dar. Achamos que após três séculos de ênfase na análise, está na hora de começarmos a construir um modelo que também estimule a síntese. Enquanto o mecanicismo científico vê o universo como uma imensa máquina determinística, o holismo, sem negar as características "mecânicas" que se apresentam na natureza, percebe o universo mais como uma rede de inter-relações dinâmicas, orgânica.

As origens do pensamento holístico, enquanto pensamento filosófico, podem se situar ainda na Antigüidade, com os pré-socráticos, especialmente com Heráclito. Posteriormente, teremos um eco desse pensamento com os estóicos e com os néo-platônicos, especialmente com Plotino, e, modernamente, com os Românticos, especialmente com Schelling e os idealistas alemães. Com a publicação do livro Holism and Evolution, em 1921, Jan Smuts pode ser considerado o teórico fundador do movimento holístico no século XX. Mas foi com a revolução extraordinária da Física das Partículas e, principalmente com a Teoria da Relatividade de Einstein, que o termo passou a ser aplicado com uma conotação mais paradigmática dentro da transformação conceitual da ciência.

Paulatinamente, primeiramente a partir, primeiro, da Filosofia, e, depois, da Física, foi se construindo um arcabouço intelectual que permitiu uma expansão da percepção científica para além das peças de relógio do modelo analítico cartesiano-newtoniano. Este novo arcabouço estabelece que: 

• A Ciência, antes estritamente objetiva, torna-se epistêmica (voltada para o próprio processo intelectual de conhecer), já que as teorias revelam mais sobre a mente que a concebe que propriamente da realidade. Toda teoria é um modelo de explicação aproximada da realidade. Além do mais, desde que Heisenberg postulou seu Princípio da Incerteza, na Física das Partículas, e de que o observador influi na experiência, a questão de uma objetividade cartesiana clássica se tornou mais uma fantasia que realidade; 

• Parte-se das partes simples, consideradas independentes, para partes em interação, em processo ou em rede. Não é apenas o conjunto de elementos isolados que formam o universo de fenômenos estudado pela ciência. Mas a interação, a RELAÇÃO que existe entre esses elementos. Aliás, é mais provável que os elementos sejam frutos da própria relação tanto quanto esta é fruto destes. Desta forma, a realidade é um processo de troca de informações entre todos os entes físicos, biológicos, psicológicos e sociais.

O físico norte-americano Brian Swimme fez uma síntese de alguns princípios fundamentais do holismo, ou do Paradigma Holístico:

a) se a natureza do átomo (aqui o encadeamento lógico advém das características atômicas) não é dada ou é posta à compreensão exclusivamente por ele, de forma isolada, mas por sua interação e seu comportamento em relação a todo seu Universo envolvente, então a realidade física consiste principalmente de relações, como a música que se compõe de relações de sons e rítimos - e não de notas isoladas, o que implica em superposições de complexificação crescente ou na criação de sistemas dinâmicos sempre mais amplos. Ou seja, nada pode existir sem que imponha e receba características fora de seu ambiente total (Gestaltwn);

b) a nossa ciência e a nossa interpretação sobre o que seja o mundo são resultantes de nossa própria ação e relação com o mundo que nos cerca e com as crenças e idéias que adotamos. O ideal da neutralidade e da objetividade científica é mais ficção que realidade;

c) além da análise que separa, a síntese que une é de fundamental importância na compreensão do mundo: conhecer algo implica em saber sua origem e finalidade. O universo parece possuir um sentido evolutivo;

d) a matéria não é algo morto, passivo ou inerte, já que é dotada de energia e parece evoluir segundo um plano criativo global; os elementos inanimados parecem se organizar segundo complexos sistemas de interação. Assim, o Universo está mais para uma rede de relações, uma realidade auto-organizante: um organismo em homeorresis.

Em Psicologia, o pensamento holístico está fortemente presente nas abordagens humanistas, especialmente na Gestalt, e, muito mais, na Psicologia Transpessoal.

Stanley Krippner, diretor do Centro de Estudos da Consciência, assim definiu os quatro princípios básicos do Paradigma Holístico-Sistêmico:

1) a consciência humana ordinária (relativa à percepção corporal e do ego no estado de vigília) compreende apenas uma parte ínfima da atividade total do psiquismo humano;

2) a mente ou a consciência humana, ou o espírito humano, estende-se no tempo e no espaço, existindo em uma unidade dinâmica, ou melhor, em uma relação contínua com o mundo que ela observa;

3) o potencial de criatividade e intuição é mais global do que se imagina comumente, abrangendo todos os seres vivos;

4) o processo de evolução para níveis de maior complexificação e transcencdência é algo de muito valioso e importante - tendência à auto-atualização, segundo Maslow e Rogers.

O filósofo existencialista e psiquiatra alemão Karl Jaspers (1883-1969), discorrendo sobre a necessidade de se empreender reflexões sobre como se obter o melhor método em pesquisa científica, afirmava que na prática do conhecimento necessitamos de vários métodos simultaneamente, e enfatizava três grupos:

1. apreensão dos fatos particulares que implica na observação e descrição (análise) fenomenológica;

2. investigação das relações, onde explicar se refere ao conhecimento das conexões causais objetivas, vistas do exterior, enquanto compreender diz respeito à intuição interior:

3. percepção das totalidades, para não se cair no gravíssimo erro de se esquecer o Todo, no qual e pelo qual a parte subsiste.

Portanto, a abordagem holística não é nem analítica e nem é puramente sintética; ela se caracteriza pelo uso simultâneo desses dois métodos, que são complementares.
A explicação da natureza e de todo o universo não pode ser mais puramente mecânica, pois está cada vez mais patente que existe um processo de síntese e de complexificação evolutiva que leva a criação de sistemas altamente dinâmicos, como os sistemas biológicos - logo, muito longe de serem máquinas sujeitas à segunda lei da termodinâmica clássica. 

Segundo Jan Smuts, um dos primeiros a pensar a moderna concepção holística, e que exerceu profunda influência em Alfred Adler, o primeiro grande discípulo dissidente de Freud, "o conceito mecanicista da natureza tem o seu lugar e a sua justificação apenas na estrutura mais ampla do holismo". Icluamos, porém, que a complexidade humana vai muito além do mecanicismo de Descartes, possuindo instâncias de racionalidade bem acima da racionalidade linear, ou, como dizia Pascal, "possuindo razões que a própria razão desconhece".

A pesquisadora e escritora Rose Marie Muraro, em seu livro"Textos da Fogueira", Ed. Letra Viva, 2000, assim se expressa sobre a atual atitude de questionamento epistemológico da ciência moderna:

(...) O mais revolucionário achado metodológico nessa área é a inclusão da subjetividade e da concretude como categorias epistemológicas maiores, ao lado da objetividade e da racionalidade, feita por muitas filósofas em vários países, entre elas Susan Bordo, Allison Jaggar e outras. O mais interessante a se notar é que essa revolução epistemológica se faz na mesma época em que, nas ciências exatas, começa a abalar-se o domínio da razão. Nelas, o irracional irrompe como o paradigma que ajuda a chegar perto das realidades científicas extraordinariamente complexas de um mundo tecnologicamente avançado. Isto acontece nas Teorias do Caos, das Catástrofes e da Complexidade. Neste início de século e de milênio, desmorona o dualismo simplista mente/corpo, razão/emoção, que foi a base do pensamento ocidental nesses últimos três mil anos e que serviu apenas como racionalização do exercício de poder expresso nas relações senhor/escravo, homem/mulher, opressor/oprimido, etc. Esta nova maneira de elaborar abre uma nova forma de pensar pós-cartesiana e pós-patriarcal
Se levada às suas últimas conseqüências, essa nova elaboração científico-epistemológica da realidade pode modificar a própria natureza da ciência. Como ela é hoje, por ser abstrata e generalizante, reforça o poder, que na sua estrutura mesma é abstrato e esmagador do humano. Uma ciência em que a subjetividade e o irracional enriqueçam o conhecimento pode desencadear um processo de reversão desse poder destrutivo, tornado-se uma ciência libertadora, e não escravizadora (Muraro, op. cit., p. 16).

Cabe aqui igualmente uma transcrição de parte de um artigo do nosso querido teólogo e filósofo Leonardo Boff (publicado na Folha de São Paulo em maio de 1996, cuja íntegra poderá ser encontrada na Home Page do autor) sobre a nova visão holística, sistêmica ou ecológica que agora surge:

"A ecologia integral procura acostumar o ser humano com esta visão global e holística. O holismo não significa a soma das partes, mas a captação da totalidade orgânica, una e diversa em suas partes, mas sempre articuladas entre si dentro da totalidade e constituindo esta totalidade. Esta cosmovisão desperta no ser humano a consciência de sua funcionalidade dentro desta imensa totalidade. Ele é um ser que pode captar todas estas dimensões, alegrar-se com elas, louvar e agradecer aquela Inteligência que tudo ordena e aquele Amor que tudo move, sentir-se um ser ético, responsável pela parte do universo que lhe cabe habitar, a Terra. Ela, a Terra, é, segundo notáveis cientistas, um superorganismo vivo, denominado Gaia, com calibragens refinadíssimas de elementos físico-químicos e auto-organizacionais que somente um ser vivo pode ter. 

Nós, seres humanos, podemos ser o satã da Terra, como podemos ser seu anjo da guarda bom. Esta visão exige uma nova civilização e um novo tipo de religião, capaz de re-ligar Deus e mundo, mundo e ser humano, ser humano e a espiritualidade do cosmos. O cristianismo é levado a aprofundar a dimensão cósmica da encarnação, da inabitação do espírito da natureza e do panenteísmo, segundo o qual Deus está em tudo e tudo está em Deus. Importa fazermos as pazes e não apenas uma trégua com a Terra. Cumpre refazermos uma aliança de fraternidade/sororidade e de respeito para com ela. E sentirmo-nos imbuídos do Espírito que tudo penetra e daquele Amor que, no dizer de Dante, move o céu, todas as estrelas e também nossos corações. Não cabe opormos as várias correntes da ecologia. Mas discernirmos como se complementam e em que medida nos ajudam a sermos um ser de relações, produtores de padrões de comportamentos que tenham como consequência a preservação e a potenciação do patrimônio formado ao longo de 15 bilhões de anos e que chegou até nós e que devemos passá-lo adiante dentro de um espírito sinergético e afinado com a grande sinfonia universal".

Carlos Antonio Fragoso Guimarães