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sábado, 10 de outubro de 2015

Luz e vida

A luz é um ser vivo que contém toda a sabedoria do universo e preenche todos os espaços. A vida, a força de transformação que cria e transforma as estrelas, é a mesma força que cria e transforma os átomos de nossos corpos físicos.

Essa força está sempre presente e manifesta, para que todos vejam, porém não conseguimos vê-la quando nossa atenção está concentrada em mentiras.

Cada ser humano é parte do infinito, como é também todo e qualquer objeto que percebemos.

Não há diferença entre nós e os outros, ou entre nós e qualquer objeto.

Somos todos um só, porque tudo é feito de luz.

A vida cria o que é real, e os seres humanos criam uma realidade virtual – uma história sobre o que é real.

Percebemos imagens de luz e interpretamos, qualificamos e julgamos o que percebemos.

O reflexo incessante no espelho de nossas mentes é aquilo que os Toltecas chamam sonhar.

A arte de sonhar é a arte de viver.

Tudo o que dizemos e fazemos é uma expressão da força da vida.

A criação é incessante. Ela não tem fim. A Criação está acontecendo neste exato momento.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Novos Hábitos

Eu o julgava, temia e invejava, nessa ordem. Também o amava, mais minha inveja era maior que o meu amor. Invejava sua facilidade, sua misteriosa capacidade de ser jovem ou velho à vontade; invejava seu talento e, acima de tudo, sua influência sobre quem quer que estivesse por perto. Eu subia pelas paredes ao ouvi-lo entreter as pessoas com as conversas mais interessantes. Sempre tinha algo a dizer; eu nunca tinha, sempre me sentia incompetente, excluído.

É o ponto de aglutinação que dita como nos comportamos e como nos sentimos. Eu não podia compreender esse princípio.

Minha vaidade resistia porque era ali que meu ponto de aglutinação estava alojado.

Eu ainda não tinha aprendido que a maneira de deslocar aquele ponto é estabelecer novos hábitos. Fazê-lo deslocar pela vontade.

A única maneira de lidar com nossos semelhantes é não ter vaidade.

Essa mudança de posição não está ligada a uma explosão emocional, mas à ação.

A compreensão emocional chega com a ação firme e continuada.

sábado, 3 de outubro de 2015

A arte está viva

Na tradição Tolteca cada ser humano é um artista, e a suprema arte é a expressão da beleza de nosso espírito.

Se entendermos esse ponto de vista, veremos o quanto é maravilhoso nos chamarmos de artistas, em vez de humanos.
Quando pensamos em nós mesmos como humanos, limitamos a nossa forma de nos expressarmos nessa vida. Ouvimos dizer “sou apenas humano; não sou perfeito”.
Mas se nos considerarmos artistas, já não temos qualquer limitação; somos criadores, exatamente como Aquele que nos criou.
Os Toltecas acreditavam que a força da vida operando por nosso intermédio é o que realmente cria a arte, e que todo individuo é instrumento dessa força.
A arte está viva, e tem percepção de si mesma porque vem da vida.
A Criação é ininterrupta, infinda e acontece a cada momento, em toda parte.
Como vivemos nossa vida?
Esta é a nossa arte, a arte de viver.
Com o poder de criação, expressamos a força da vida em tudo o que dizemos, tudo o que sentimos, tudo o que fazemos.
Mas há dois tipos de artistas: os que criam a sua própria história sem consciência e os que recuperam a consciência e criam a sua história com verdade e amor.

Rir de si mesmo

Não podemos apenas realizar nossas funções, mas também se divertir tremendamente com cada ato ou situações que nos apareçam. Se você fracassar em alguma tarefa, precisa apenas de energia suficiente para deslocar o seu ponto de aglutinação, de maneira a chegar a rir de si mesmo. Energia para dar a ordem para não se impacientar, nem mesmo nos pires momentos de dúvida. Não permita a frustação e a raiva. É preciso ficar atento para não perder a confiança e ser atingido pelo sentimento de derrota.

domingo, 27 de setembro de 2015

Mamãe, coragem!

... Sua mãe pode jurar que lhe conhece muito bem. Mas será verdade? Acho que não.

Você sabe que ela não tem a menor ideia do que você guarda na mente. Ela só sabe o que acredita a seu respeito, o que quer dizer que não sabe quase nada.

Sua mãe cria uma imagem de você e acredita que você se enquadre nela. Se não for aquilo que ela quer que seja, advinha o que acontece? Ela se sente magoada, e tenta lhe fazer se ajustar à imagem que ela tem. É por isso que tem a necessidade de lhe controlar, de lhe dizer o que fazer e o que não fazer, de lhe expressar todas as opiniões que tem sobre a forma como você deveria viver a sua vida.

Se você sabe que isso é apenas a história dela, por que se incomodar em defender o seu ponto de vista? Não importa o que você diga; de toda forma ela não lhe dará crédito.

Como ela poderia acreditar em sua história quando esta não parte do ponto de vista delas?

O máximo que você pode fazer é mudar de assunto, curtir a presença dela e amá-la do jeito que ela é. Quando você tiver essa consciência, perdoará sua mãe por qualquer coisa que lhe tenha feito. E pelo simples perdão, seu relacionamento com ela mudará por completo.

Depois de descobrir que as pessoas estão criando e vivendo em suas próprias histórias, como poderia continuar a julgá-las? Como poderia levar alguma coisa para o lado pessoal?

Não desperdiço meu tempo levando nada para lado pessoal. Concentro minha atenção na criação da minha própria história.

Eu me respeito e não permito que ninguém escreva minha história. Ela é responsabilidade minha; é a minha criação.

Sou artista e respeito minha própria arte. Posso compará-la com a de outras pessoas, mas faço minhas próprias escolhas, e assumo responsabilidade por minha criação.

Dan Millman
 
 
 


domingo, 26 de julho de 2015

Ser criador

... Sua mãe pode jurar que lhe conhece muito bem. Mas será verdade? Acho que não. Você sabe que ela não tem a menor ideia do que você guarda na mente. Ela só sabe o que acredita a seu respeito, o que quer dizer que não sabe quase nada. Sua mãe cria uma imagem de você e acredita que você se enquadre nela. Se não for aquilo que ela quer que seja, advinha o que acontece? Ela se sente magoada, e tenta lhe fazer se ajustar à imagem que ela tem. É por isso que tem a necessidade de lhe controlar, de lhe dizer o que fazer e o que não fazer, de lhe expressar todas as opiniões que tem sobre a forma como você deveria viver a sua vida.  Se você sabe que isso é apenas a história dela, por que se incomodar em defender o seu ponto de vista? Não importa o que você diga; de toda forma ela não lhe dará crédito. Como ela poderia acreditar em sua história quando esta não parte do ponto de vista delas? O máximo que você pode fazer é mudar de assunto, curtir a presença dela e amá-la do jeito que ela é. Quando você tiver essa consciência, perdoará sua mãe por qualquer coisa que lhe tenha feito. E pelo simples perdão, seu relacionamento com ela mudará por completo. Depois de descobrir que as pessoas estão criando e vivendo em suas próprias histórias, como poderia continuar a julgá-las? Como poderia levar alguma coisa para o lado pessoal? Não desperdiço meu tempo levando nada para lado pessoal. Concentro minha atenção na criação da minha própria história. Eu me respeito e não permito que ninguém escreva minha história. Ela é responsabilidade minha; é a minha criação. 

Sou artista e respeito minha própria arte. Posso compará-la com a de outras pessoas, mas faço minhas próprias escolhas, e assumo responsabilidade por minha criação.

domingo, 19 de julho de 2015

Tudo é feito de luz

A luz é um ser vivo que contém toda a sabedoria do universo e preenche todos os espaços. A vida, a força de transformação que cria e transforma as estrelas, é a mesma força que cria e transforma os átomos de nossos corpos físicos.

Essa força está sempre presente e manifesta, para que todos vejam, porém não conseguimos vê-la quando nossa atenção está concentrada em mentiras.

Cada ser humano é parte do infinito, como é também todo e qualquer objeto que percebemos.
Não há diferença entre nós e os outros, ou entre nós e qualquer objeto.

Somos todos um só, porque tudo é feito de luz.

A vida cria o que é real, e os seres humanos criam uma realidade virtual – uma história sobre o que é real.

Percebemos imagens de luz e interpretamos, qualificamos e julgamos o que percebemos.

O reflexo incessante no espelho de nossas mentes é aquilo que os Toltecas chamam sonhar.

A arte de sonhar é a arte de viver.

Tudo o que dizemos e fazemos é uma expressão da força da vida. 
                      

A criação é incessante. Ela não tem fim. A Criação está acontecendo neste exato momento.

sábado, 18 de julho de 2015

Eu Elementar

"- Conheço bem o meu Eu elementar, mas parece que perdi o contato com o Eu superior.

-Comigo foi ao contrário. - Rejeitei meu Eu elementar. Tudo o que queria era estar acima e fora daqui. Não conseguia lidar com as pressões da vida diária do planeta terra. Eu dizia a mim mesmo que era um ser espiritual, um artista criador, que não tinha que se relacionar com a realidade. Passava a maior parte do tempo meditando, comungando com a natureza, lendo; o tempo todo querendo ir para algum lugar. Qualquer lugar que não tivesse que lidar com trabalhos penosos, os detalhes, a fiscalidade do reino material." 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Aprender

... Ele só podia lhe ensinar o que você tinha ouvidos para ouvir ou olhos para ver.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Futuro

Trabalhe com o que tem à mão agora e deixe o futuro cuidar de si mesmo. Do contrário você vai passar a vida pensando sobre qual pé vai usar para cruzar o meio-fio quando ainda estiver no meio da estrada.

domingo, 12 de julho de 2015

Poder pesoal

O seu tonal é tão dado a entregar-se que ameaça a sua totalidade. Isso é uma maneira terrível de ser. O seu tonal deve se convencer por motivos, o seu nagual, por ações, até um apoiar o outro.  O tonal governa, mais é muito vulnerável.  O nagual, ao contrário, nunca, ou quase nunca, se manifesta, mas, quando o faz, apavora o tonal. Hoje o seu tonal assustou-se e começou a encolher-se sozinho, e aí seu nagual começou a dominar e é preciso fazê-lo voltar a seu lugar. O tonal deve ser protegido a todo custo. É preciso tirar-lhe a coroa, mas ele tem de continuar como o administrador protegido. Qualquer ameaça ao tonal pode ser destrutiva. E se o tonal morrer o homem também, morre. Em virtude de sua fraqueza inerente o tonal é facilmente destruído e assim uma das artes que equilibram o guerreiro é fazer o nagual aparecer para sustentar o tonal. É uma arte porque só reforçando o tonal é que o nagual pode aparecer. Esse reforço se chama poder pessoal.

Seja feita a sua vontade

Se você se acredita ser incapaz de ter um relacionamento amoroso, seja feita a sua vontade. Se achar que não merece amor, ainda que se veja diante dele, você não o aceitará por estar cego. Você só vê o que deseja ver, e só ouve o que deseja ouvir. Tudo o que você percebe só reforçará suas mentiras.

sábado, 11 de julho de 2015

Inconsciente universal

O que você viu vem dos Registros Interiores. Podemos chama-lo de “inconsciente universal”, ou “diário do espírito”. Tudo está escrito neles.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Fé: o poder de criação

Podemos viver com consciência e recuperarmos um maravilhoso poder a que os seres humanos renunciaram faz muito tempo: a fé.

A fé é uma forma que emana de nossa integridade. É a expressão do que realmente somos. A fé é o poder de nossa criação, porque a usamos para criar e transformar nossa história de vida.

Distintas tradições deram nomes diferentes a esse poder. Os Toltecas o chamam de propósito, mas prefiro chamá-lo de fé. Vamos tentar entender por que a fé tem tanta importância. Quando falamos sobre fé ou propósito, também estamos falando sobre o poder das palavras.

A palavra é magia pura. É um poder vindo diretamente de Deus, e a força que dirige esse poder é a fé.

Podemos afirmar que em nossa realidade virtual tudo é criado com a palavras, porque usamos a palavra para a criação de nossa história.

Os seres humanos têm uma prodigiosa imaginação. Começando pela palavra construímos uma língua. Com um a língua tentamos derivar um sentido de tudo o que experimentamos. No começo concordamos com o som e o significado de cada palavra. Depois, pela mera recordação do som das palavras podemos nos comunicar com outros sonhadores acerca da nossa realidade virtual. 

Atribuímos nomes à tudo o que percebemos; escolhemos palavras como símbolos, e esses símbolos têm o poder de reproduzir um sonho em nossa mente. Por exemplo, a simples menção da palavra cavalo, podemos reproduzir uma imagem completa em nossa mete. É assim que funcionam os símbolos. Porém, eles podem ainda ser mais poderosos que isso. Antes a simples enunciado de três palavras - “O Poderoso Chefão” - pode surgir em nossa mente um filme inteiro.

A palavra, como símbolo, tem a magia e o poder criativo, porque pode reproduzir em nossa imaginação uma imagem, um conceito ou uma situação completa. A palavra cria imagens de objetos. A palavra cria conceitos complexos. A palavra evoca sentimentos.

A palavra cria cada crença que armazenamos em nossa mente.  A fé é importantíssima, pois constitui a força que dá vida a cada palavra, a cada conceito que armazenamos na mente.

Podemos afirmar que a vida se manifesta por meio da fé, e que a fé é mensageira da vida. A vida prossegue por intermédio de nossa fé, que então dá vida a tudo com que nossa comprometemos em acreditar.

Quando concordamos com determinado conceito, nós o aceitamos sem qualquer hesitação, e ele se torna uma parte de nós. Se não concordamos com um conceito, nossa fé não está nele, e não o mantemos em nossa memória. Cada conceito só fica vivo porque depositamos nele a nossa fé, só porque acreditamos no conceito. A fé é a força que mantém integrados todos esses símbolos, e dá sentido e direção ao sonho.

Você pode imaginar que cada crença, cada conceito, cada opinião é como um tijolo, e então nossa fé representa o cimento que mantém colados os tijolos. O recurso que usamos para começar a juntar os tijolos e mantê-los aglutinados é nossa atenção.

Como seres humanos podemos perceber milhões de coisas simultaneamente, mas com nossa atenção temos o poder de descriminar e nos concentrar somente naquilo que queremos perceber.

A atenção é também a parte de nossa mente que usamos para transferir informação de uma pessoa a outra.

Ao atrair a atenção de alguém, criamos um canal de comunicação, através do qual podemos enviar e receber informação. É assim que ensinamos e aprendemos. Conforme citado, nossos pais nos atraem a atenção e nos ensinam o significado das palavras; nós concordamos e aprendemos uma língua. Por intermédio da língua, da palavra, começamos a construir o edifício do conhecimento.

No conjunto, todas as nossas crenças formam uma estrutura que nos informa o que acreditamos ser.
A essa fórmula assumida por nossa mente os Toltecas chamam de forma humana. A forma humana não é a forma de nosso corpo físico. Ela é a estrutura de nossa Árvore do Conhecimento pessoal.
Ela é tudo o que acreditamos sobre a condição humana; a estrutura de toda a nossa história. A estrutura tem quase a solidez do nosso corpo físico, porque nossa fé lhe dá rigidez.

Você chama a si mesmo de ser humano, e é isso que o transforma em ser humano. Sua fé está investida em sua história – principalmente no personagem principal dela – e nisso consiste o problema central. A parte mais poderosa de você, sua fé, está investida no mentiroso que vive em sua mente. Por meio de sua fé você dá vida a todas essas mentiras.

Daí resulta o seu modo de viver a vida. O resto é simples questão de ação – reação.

Cada hábito constitui uma estrutura dentro da qual interpreta o papel de seu personagem principal.
Somos poderosos por causa da nossa fé.

Temos capacidade de acreditar com fervor, porém, onde está investida a nossa fé? Por que temos a sensação de que quase nos falta fé? E não é verdade que a tenhamos tão pouca.

Nossa fé é forte e poderosa, porém ela não está livre. Ela está investida em todo o conhecimento que trazemos em nossa mente. Ela está presa à estrutura da Árvore do Conhecimento.

A estrutura realmente controla o sonho de nossas vidas, porque a fé que temos vive naquela estrutura. Nossa fé não está na voz da nossa história, tampouco em nossa mente racional.

Só por dizermos “vou vencer” isso não quer dizer que a fé vá obedecer às palavras.

Não, pode haver uma outra crença que seja mais forte e mais profunda, e que fique insistindo “Você não vai vencer”.

É por isso que você não consegue mudar a si mesmo só pelo desejo de mudar. Não, você precisa realmente desafiar aquilo que acredita ser, principalmente as crenças que limitam a expressão de sua vida.

Você precisa desafiar todas as crenças que emprega para se julgar, para se rejeitar, para se diminuir.
Logo, é possível, sim, mudar aquilo em que acreditamos, recriar o sonho de nossa vida; mas primeiro precisamos libertar a nossa fé.

E só há uma maneira de fazê-lo, que é por intermédio da verdade.

Nada menos que a verdade poderá libertar a fé que está presa na estrutura de nossas mentiras.

Entretanto, com nossa fé investida nas mentiras, já não conseguimos enxergar a verdade. As mentiras tornam cega nossa fé, o poder e nossa criação.

A fé cega é um conceito poderoso.

Quando nossa fé é cega, já não seguimos a verdade.  Foi isso que aconteceu quando comemos ao fruto da árvore do Conhecimento.

E nossa fé nas mentiras é a morte, porque perdemos o nosso poder de criação, que é a nossa conexão com a vida ou com Deus.

Caímos na ilusão de que estamos separados da vida, e isso leva à autodestruição e à morte.
Se sua fé é cega ela não conduz você a parte alguma.

Se você acreditar que a vida está contra você, e ensinar que a vida está contra você, ambos estarão cegos porque você não enxerga a verdade.

A fé cega é uma fé sem consciência, mas quando sua fé tem consciência, a história é outra.

Quando sua fé tem consciência você nunca usa o poder da fé contra si, o que significa que você é impecável com sua palavra.

Quando isso acontece sua vida melhora em todos os sentidos. Por que? Por que a impecabilidade de sua palavra vai diretamente para o personagem principal de sua história.

A forma de você mudar aquilo em que você acredita sobre si mesmo é remover sua fé das mentiras e terá que enfrentar o tirano que você criou.

Essa é a chave para mudar a sua história, é a missão dos seus sonhos e ninguém poderá cumpri-la, exceto você. Você vai precisar enfrentar a sua própria história, e aquilo que enfrentará, naturalmente, é o personagem principal de sua história.

Comece por olhar o personagem principal como se fosse outra pessoa, e não você. Toda a história de sua vida é como um livro a seu respeito. Tome distancia da história e tenha consciência de sua própria criação.

Reveja a história de sua vida sem fazer nenhum julgamento, para não ter qualquer relação emocional. Veja sua própria história desde os tempos de criança – todo o crescimento que vivenciou, todas as relações que teve.

Faça um mero inventário e perceba as imagens. Imagine que tudo o que você tem são os pulmões para respirar, os olhos para ver a beleza, os ouvidos para ouvir os sons da natureza.

Só se trata de amor. Encare sua história de vida com seu amor, e você vivenciará a mais incrível missão com que sonhou. 

A fé cega – como dita - está nos levando a nos portar como fanáticos, a impor nossas crenças aos outros sem respeitar aquilo em que acreditam.

Podemos respeitar o que cada um de nós acredita e saber que cada um de nós está sonhando seu próprio sonho, o qual nada tem a ver com os demais. A nós bastará ter essa consciência, e estaremos dando um grande passo para a cura da mente.

A questão é aprender como reunir toda a fé de que precisa para se libertar da estrutura de suas mentiras. É nesse sentido que os seres humanos realizam rituais: para reunir mais fé. Quando você diz orações, ou canta, ou dança, ou toca tambores, você está reunindo poder e fé.

Quando você concentra a atenção em seu ritual, abre um canal para sua fé.
 
Ela segue o ritual e graças à atenção depositada por você naquele canal é possível recuperá-la. O ritual pode ajudar você a reunir fé que provém da natureza e construir fé com os demais como uma comunidade humana. E se você acreditar sem reservas naquilo que deseja realizar com a prece ou um ritual, multiplicará o propósito visado. Quando reza, você comunga com o espírito divino. A oração cria uma ponte que parte de você para dentro do espirito divino, colocando de lado o personagem principal de sua história. Esta é a chave porque o personagem principal de sua história é a única coisa que se interpõe entre você e o espirito divino.

Orações e rituais ajudam a silenciar os julgamentos e a calar todas as vozes que ficam falando em sua mente, a lhe dizer que não é possível certa coisa.

Quando você liberta sua fé de mentiras, o resultado é que liberta a sua vontade.

E quando sua vontade está livre, você pode finalmente fazer uma escolha.

A voz da mente lhe dá a ilusão de que você pode fazer escolhas, de que tem livre- arbítrio. Ora, você realmente acredita que seja escolha se sua consciência lhe magoar, lhe fazer sofrer, lhe rejeitar ou abusar de você? Como você pode afirmar que tem livre-arbítrio quando opta por magoar as pessoas amadas, quando faz julgamentos sobre o parceiro e os filhos, e os deixa infelizes com isso? Imagine só que você de fato tivesse livre – arbítrio, o poder de fazer suas próprias escolhas. Você realmente escolheria sabotar a sua felicidade ou o seu próprio amor? Você escolheria se julgar, se condenar, viver sua vida com vergonha e culpa? Escolheria acreditar que você é mal. Que não é bonito, que não merece ser feliz, nem ter saúde, nem prosperidade porque não o merece? Escolheria brigar constantemente com as pessoas mais amadas? Se você tivesse livre arbítrio, escolheria o contrário. 

Acho que é evidente que nossa vontade não é livre. Quando você coloca sua fé na verdade e não nas mentiras, suas escolhas são outras.

Quando você tem livre-arbítrio suas escolhas partem de sua integridade, e não do programa, aquele mentiroso em sua cabeça. Agora que você acredita no que quiser acreditar, e que tem o poder de acreditar no que quiser, acontece uma coisa muito interessante. O que você deseja é amar. Você não quer outra coisa senão amar, porque sabe que fora do amor não existe verdade.

Quando você tem livre arbítrio, opta pela felicidade e pelo amor, pela paz e pela harmonia. Opta por brincar, por gozar a vida.

Se no momento presente você está optando pelo drama, é porque não tem escolha - e isso se converteu num hábito. É porque você foi programado para ser daquela forma, e nem sequer sabe que tem uma opção distinta. Alguma coisa em sua mente está escolhendo e é a voz do mentiroso.  Mas o príncipe das mentiras que controla a voz do conhecimento reprime nosso bom senso.

O bom senso é sabedoria, e a sabedoria é diferente de conhecimento.

Quando já não age contra si se transformou em sábio. É sábio quem vive em harmonia consigo, com sua própria família, com toda a Criação.

Reserve um momento para prestar atenção aos seus sentimentos, para avaliar todas as possibilidades trazidas à sua vida se sua fé deixar de lado a cegueira. Se das mentiras você resgatar a sua fé, obterá o fim do sofrimento, o fim dos seus julgamentos. Já não viverá com a culpa, a vergonha, a raiva, o ciúme. Já não precisará se provar bastante bom diante de ninguém, inclusive de si próprio.

Você aceitará o que você é, seja lá o que for, ainda que não saiba o que é. E já não se preocupará em saber, coisa que não terá importância- e isso é sabedoria.

Você deve viver a sua vida sem tentar controlar todo mundo e sua integridade não permite que ninguém lhe controle. Você já não julga outras pessoas, nem precisa se queixar do que elas fazem, porque você sabe que não pode controlar as ações dos demais. Imagine que você optou por perdoar quem lhe machucou nesta vida, porque já não deseja colocar no coração todo aquele veneno emocional. E só por perdoar a todos, inclusive a si, você cura a sua mente, cura seu coração e já não sofre dor emocional. Imagine que você recupera o poder de fazer suas próprias escolhas, porque já não acredita no contador de histórias. Você goza a sua vida com plenitude, paz interior, amor. Se você deixar de acreditar em mentiras imagine como tratará seu parceiro, os seus filhos; o que ensinará à nova geração. Imagine a mudança na humanidade inteira, resultante de um fator tão simples: não acreditar e mentiras.


Texto extraído do livro “A voz do Conhecimento – o Livro da Filosofia Tolteca”, de Don Miguel Ruiz e Janet Mills

domingo, 5 de julho de 2015

As duas regras

Regra número um: Não acredite em si. Porém mantenha a mente e o coração abertos. Dê ouvidos a si, ouça sua própria história, mas não acredite nela, porque agora já sabe que a história que você está escrevendo é ficção. Não é real.  Quando ouvir a história em sua mente, não leve para o lado pessoal. Você sabe que em geram o conhecimento está lhe mentindo. Escute, e pergunte se ele estará ou não falando a verdade. Se não acreditar nas próprias mentiras, elas não sobreviverão, e você poderá fazer escolhas melhores, apoiando-se na verdade. Não acredite em si, mas aprenda a ouvir, porque às vezes a voz do conhecimento pode ter uma ideia brilhante, que você poderá adotar se estiver e acordo. Talvez seja um momento de inspiração que ele a uma grande oportunidade na vida. Respeite a sua história e aprenda a ouvir de fato. Quando passar a ouvir a sua história, a comunicação que tem consigo melhorará em 100%. Você verá a sua história com clareza e, caso não goste dela, você poderá muda-la. Não acredite em si principalmente quando estiver usando a voz contra si. Ela pode deixar você com medo de viver, de expressar quem você realmente é. Pode impedir você de fazer da própria vida o que realmente tem vontade. Aquela voz tem controlado a sua mente por tantos anos que, não, ela não se renderá só porque você quer que ela lhe deixe em paz. Mas você poderá pelo menos desafiá-la pela descrença no que ela está lhe dizendo. Por isso digo “Não acredite em si”.


Regra número dois: Não acredite nos outros. Se eles mentem para si mesmos, com certeza também mentirão para você. Você não precisa julgá-las por estarem mentindo. As pessoas estão sempre mentindo, e quando não Têm consciência, nem sequer se dão conta disso. Por vezes realmente creem ser verdadeiro o que dizem. Não acredite nos outros, mas isso não significa fechar sua mente ou seu coração. Ouça quando as pessoas contarem as histórias delas. Você sabe que não passa de uma história. Os outros precisam expressar as suas histórias, projetar o que acreditam, mas você não é brigado a concordar com o que dizem. Não acredite, mas aprenda a ouvir. Mesmo que seja apenas uma história, as vezes as palavras vindas de outros contadores de histórias vêm da integridade deles.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cérebro e mente

O cérebro é real, a mente não. Mente é o produto ilusório dos processos cerebrais básicos. É como um tumor. Inclui todos os pensamentos descontrolados, aleatórios, que afloram do subconsciente para o consciente. A consciência não é mente, a atenção também não é a mente. Ela é uma obstrução, um empecilho. O cérebro pode ser um instrumento. Ele pode lembrar números telefônicos, solucionar problemas matemáticos ou criar poesia. Mas quando você não consegue parar de pensar no problema matemático ou no número do telefone, ou quando os pensamentos ou as lembranças incomodas afloram contra a sua vontade, não é seu cérebro que trabalha, mas a mente que devaneia. A atenção compulsiva que se dá aos humores e impulsos da mente é um erro fundamental. Se insistir continuará a ser como é.

 Algumas coisas nada têm a ver com aos acontecimentos reais. Nunca se sentiu infeliz em comemorações, por exemplo? Então é obvio que é a sua mente e não as pessoas ou o ambiente que causam esse estado de espírito. Essa é a primeira lição.

A segunda lição é a constatação de que você ficou mais furioso ainda ao perceber que eu não estava nem um pouco aborrecido. Isso deve ter sugerido uma necessidade de mudança.

É uma boa pratica copiar os traços positivos dos vários animais, assim como deveríamos imitar as qualidades positivas de alguns seres humanos. Por acaso admiro o gato. Ele se movimenta como um guerreiro. Alguns escolhem o modo do asno.

Pensamentos ocasionais que perturbam ou distraem também são sintomas de desarmonia com seu meio ambiente. Quando a mente resiste à vida, os pensamentos afloram. Quando por acaso algo entra em conflito com a sua convicção, está estabelecida a desordem. O pensamento é uma reação inconsciente à vida. E esses pensamentos que o invadem são, na verdade, criados por você. A mente deve ser um lago sem ondulações. Quando nos sentimos divididos e, com frequência, ameaçados por um acontecimento indesejável permitimos que nossa mente se transforme em ondas desordenadas.


O processo da verdadeira meditação é expandir a percepção, direcionar a atenção. O outro processo é a entrega, o abandono de todos os pensamentos que surgirem. Até, por fim, render-se à Luz da Consciência. 

domingo, 28 de junho de 2015

Os sete princípios da arte de espreitar

A recapitulação é o ponto forte dos espreitadores, como o corpo sonhador é o ponto forte dos sonhadores. Consiste em recordar a sua vida nos mínimos detalhes.

Para isso tem que ter apendido a se concentrar. Utilize algo que traduza os estreitos limites da sua pessoa. O primeiro estágio é um breve relato de todos os incidentes da nossa vida, que se apresentem de uma maneira óbvia para exame.  O segundo estágio é uma recordação mais detalhada, que sistematicamente vai desde a época anterior ao espreitador e teoricamente se estende até o momento do nascimento.

O elemento chave na recapitulação é a respiração. Respirar é uma mágica, por ser uma função de produzir a vida. A natureza produtora de vida da respiração é também o que dá a sua capacidade de limpeza.

Teoricamente, os espreitadores têm de se lembrar de cada sentimento que tiveram na vida, e esse processo se inicia com uma respiração.

Os espreitadores começam com o queixo sobe o ombro direito e lentamente espiram à medida que viram a cabeça num ângulo de 180 graus. A respirada termina no ombro esquerdo. Expiram olhando para a frente.

O espreitador então pega o primeiro acontecimento da lista e se concentra, até que todos os sentimentos que nele se encerram tenham sido recontados.

Enquanto se lembram dos sentimentos que tiveram durante o acontecimento recordado, inspiram lentamente, movendo a cabeça do ombro direito para o esquerdo.

A função desta respiração é restaurar energia.

O corpo luminoso está constantemente criando filamentos semelhantes a teias de aranha, que são projetados para fora da massa luminosa, impulsionados por qualquer tipo de emoções. Portanto, cada situação de interação ou cada situação que envolve sentimentos é potencialmente drenada para o corpo luminoso. Respirando da direita para a esquerda enquanto se lembram de um sentimento, os espreitadores, através da mágica da respiração, pegam os filamentos que foram deixados para trás. A próxima respirada imediata é da esquerda para a direita e é uma expiração. Com ela os espreitadores soltam os filamentos deixados neles por outros corpos luminosos envolvidos no acontecimento que está sendo recordado.

Essa são as preliminares essenciais da espreita. Sem fazer os exercícios preliminares para recuperar os filamentos deixados no mundo, e particularmente para desprezar o que os outros deixaram neles, não há possibilidade de manipular a loucura controlada, pois esses filamentos estranhos são a base da capacidade limitada da auto-impotância de uma pessoa.

Para exercitar a loucura controlada, já que ela não visa a enganar ou punir as pessoas ou se sentir superior a elas, tem-se de ser capaz de rir de si próprio.

Uma recapitulação profunda é o meio mais eficiente para se perder a forma humana.

Portanto, seria mais fácil para os espreitadores, depois de recapitularem suas vidas, fazer uso de todos os não fazeres do seu eu, tais como apagar sua história pessoal, perder a auto-importância, quebrar as rotinas, e assim por diante.

Os sete princípios da arte de espreitar:

1º - se deve atrair a situação para o seu próprio campo de batalha;

2º - descartar o que não for essencial;

3º - colocar a sua vida no eixo, através de uma decisão;

4º - relaxar;

5º - desenvolver um espírito de otimismo e autoconfiança;

6º - condensar o tempo;

7º - Nunca se pôr à frente das coisas.

sábado, 27 de junho de 2015

Os Quatro Compromissos

Muitas ferramentas podem lhe ser úteis para mudar sua história, mas os quatro compromissos são as minhas ferramentas de transformação favoritas. Esses compromissos simples podem conduzir você pelo caminho inteiro até alcançar a integridade:

Seja impecável com sua palavra,
Não leve nada para o lado pessoal,
Não tire conclusões,
Dê sempre o melhor de si.

Com a mera adoção desses compromissos você desafia todas as opiniões que não passam de superstições e mentiras.

*Seja impecável com sua palavra porque você usa sua palavra para criar sua história.

*Não leve nada para o lado pessoal porque você vive em sua própria história e as outras pessoas vivem nas histórias delas.

*Não tire conclusões porque na maioria das vezes elas não correspondem à verdade; elas são ficção, e quando o contador de histórias inventa historias- especialmente sobre outros contadores de histórias- isso cria muita dramaticidade.

*Dê sempre o melhor de si porque isso evita que a voz do conhecimento julgue você, e ao empreender ação evita que a voz lhe fale.

O contador de histórias, o mentiroso em sua mente, lhe faz usar sua própria palavra contra si. Ele induz você a levar tudo para o lado pessoal, tira muitas conclusões e impede você a dar o melhor de si. O primeiro compromisso, seja impecável com sua palavra, é o supremo compromisso porque ajuda você a reconhecer todas as mentiras que governam sua vida.

Ser impecável é usar de sua palavra na direção da verdade e do amor. Já os três compromissos restantes são mais um apoio ao primeiro compromisso – eles são a prática que faz o mestre- porem o objetivo é o primeiro compromisso.

Pela prática dos Quatro compromissos você chega a um momento em que vivencia a verdade e sua reação emocional é incrível. Você precisa ter a coragem de aplicar as ferramentas para se encontrar e recriar sua própria história à sua maneira. Você pode transformar sua história inteira mediante a simples prática dos Quatro Compromissos.

O primeiro compromisso, seja impecável com sua palavra, significa que na criação de sua história você nunca usa contra si o poder da palavra.

Impecável, significa sem pecado. Qualquer coisa que induza você a agir contra si é um pecado. Quando você acredita em mentiras, está usando contra si o poder da palavra. Quando acredita que ninguém lhe quer bem, que ninguém lhe entende, que você nunca vencerá, está usando a palavra contra si.

Quando você é impecável, nunca fala sobre si, não tem críticas que lhe sejam prejudiciais e não ajuda outros a agirem contra você.

Ser impecável significa que você não usa contra si seu próprio conhecimento, e não permite que a voz em sua mente cometa abuso contra você.

Talvez agora o primeiro compromisso, seja impecável com sua palavra, faça um pouco mais de sentido.

Lembre-se, a palavra é seu poder porque você a emprega para a criação de seu mundo virtual. Você usa a palavra para criar o principal personagem de sua história. Cada opinião pessoal, cada crença se expressa em palavras: “Eu sou inteligente, eu sou burro. Eu sou lindo, eu sou feio” Isso é poderoso. Mas sua palavra é ainda mais poderosa, porque ela também representa você na interação com os outros.

O mundo é uma força que você não pode ver; mas você pode ver a manifestação da força, a expressão da palavra, que é a sua própria vida.

Você mede como usa a palavra pela sua reação emocional.  Como saber como você está usando a palavra de forma impecável? Bem, quando você está feliz. Quando se sente bem consigo mesmo. Quando sente amor. Como saber quando está usando a palavra contra si? Ora, quando você está sofrendo por causa da inveja, da raiva, da tristeza. Qualquer tipo de sofrimento é resultado do mal uso da palavra: é resultado da crença em conhecimento contaminado por mentiras. Se limpar a palavra, você recupera a impecabilidade dela e nunca se trai.

A vida pode ser maravilhosa. Se você se ama, se procura dar o máximo de si, isso em breve se transforma em hábito. Quando você cria o habito de dar o máximo de si, tudo se conjuga para sempre lhe deixar feliz, exatamente como nos tempos de criancinha. Mas primeiro você precisa silenciar o diálogo interno. Esse é um dos maiores milagres que o ser humano pode vivenciar. Não há receita específica para interromper o diálogo interno. Alguns conseguem dançando, cantando, ouvindo música, fazendo exercícios ao ar livre, viver cercado de beleza natural, etc.

Os quatro compromissos, Don Miguel Ruiz 

domingo, 21 de junho de 2015

Seis princípios

O primeiro preceito do regulamento é que tudo o que nos rodeia é de um mistério insondável. O segundo preceito é que devemos tentar desvendar esses mistérios, mas sem esperar jamais conseguir isso. O terceiro é que um guerreiro, ciente dos mistérios insondáveis que o cercam e ciente do seu dever de tentar desvendá-los, ocupa seu lugar certo entre os mistérios e vê a si mesmo como um deles. Consequentemente, para um guerreiro o mistério de ser não tem fim, seja ser uma pedra, uma formiga ou ele próprio. Essa é a humildade de um guerreiro. Uma pessoa é igual a tudo. Use toda a concentração de que é capaz para decidir se entra ou não na batalha, pois toda batalha é uma batalha pela vida. Esse é o terceiro princípio da arte de espreitar. O guerreiro tem que estar disposto e pronto para tomar sua última posição a um certo momento. Mas não de forma atabalhoada. O quarto princípio da arte de espreitar é relaxar, soltar-se, não ter medo de nada. Só então os poderes que nos guiam abrem o caminho e nos ajudam. Só então. E qual o quinto princípio? – o guerreiro, quando confrontados com coisas que não conseguem lidar, se retraem por um instante. Deixam a cabeça se soltar, usando o tempo como uma coisa. Qualquer coisa serve. O sexto princípio é condensar o tempo; até mesmo um instante é preciso. Numa batalha pela vida, um segundo é uma eternidade, eternidade esta que pode decidir o resultado final. Os guerreiros esperam ter êxito, portanto condensam o tempo. Não desperdiçam nem um minuto. É preciso aplicar a espreita às coisas diariamente; as pequenas coisas à princípio, e depois as coisas mais importantes da sua vida.


A verdadeira liberdade de um guerreiro é escolher e aceitar a sua escolha.