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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Sem opções

Será que o Brasil ainda mantém o seu padrão "Casa Grande e Senzala" e, que grande parte dos nossos problemas se deve à essa formação e a não ocorrência no nosso país de uma revolução ou guerra civil, que seria a única maneira de quebrar com essa forma estrutural arcaica.?

Então, vem a pergunta:
- como seria a formatação dessa guerra civil ou uma nova revolução?

Se o problema da nossa atrasada estrutura de países deve a esse padrão "casa grande e senzala" e, sendo a "casa grande' quem deteve o poder e dirigiu este país desde sempre, qual seria a nova base que substituirá essa a estrutura atual?

Está começando a entender por que o Brasil está condenado, eternamente, a se manter nessa forma arcaica, colonial, venal e, consequente, corruptível?

Não me parece que na história haja um único caso em que um país fez a sua guerra civil, a sua revolução, sem que o processo tenha começado através das organizações (ou partidos populares) de bases (algo próximo á senzala), com o apoio, ou adesão, de boa parte dos militares.

No Brasil, não há essa possibilidade. Os militares são umbilicalmente ligados à "casa grande". O Brasil, neste caso, parece muito com os países como o Iraque e o Líbano, e todos os outros do oriente médio.
As Forças Armadas estão tão ligadas às elites, que só uma invasão estrangeira como os EUA fizeram naquela região para tentar mudar o patrão estrutural daqueles países.

É dessa união das elites brasileiras, incluindo meio empresarial e o congresso, e,  principalmente a mídia e as forças armadas, que Temer se mantém no poder, mesmo com várias denúncias de crime contra ele (muito mais graves do que as pedaladas fiscais da presidente anterior que foi derrubada). Por isso não vemos nenhuma forma sistemática, organizada e diária de matérias televisivas noticiando estes crimes de Temer e de alguns dos seus principais ministros, cobrando atitudes da justiça e do congresso, e  insuflando a população a se manifestar contra o desmandos do atual governo (como fez com Dilma).

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