A falta do novo no discurso “superar a velha política” e
“desenvolvimento sustentável” de Campos e Marina
Ao mesmo tempo em que Campos e Marina falam em “superar a
velha política” eles se unem a políticos como Bornhausen e Heráclito Fortes,
entre outros, e mantém estreitas relações com o setor bancário.
As contradições nos discursos se apresentam de forma clara e
constante:
Para Marina, "a sociedade não tem mais como aguentar a
ameaça de ver as conquistas serem perdidas por esse atraso na política". A
presidenciável critica duramente a governança "com bases nestas alianças
que estão aí" e afirma não conseguir imaginar "como se pode dar um
cheque em branco para mais quatro anos de governabilidade, em cima de
distribuição de pedaços de Estado". A base do governo Dilma, em sua avaliação,
é "completamente frágil", apesar da "distribuição de
cargos". "Não dá para continuar", protesta.
A “nova” bandeira do “desenvolvimento sustentável” que
Marina arvora como se fosse exclusividade sua, é tema constante na política do
governo atual e mais, o Brasil de Dilma tem se mostrado o grande líder nos
debates internacionais na defesa do tema.
Foi assim no “Brasil + 20” e em todos os outros fóruns
internacionais, como no recente discurso de abertura do Foro Político de Alto
Nível sobre Desenvolvimento Sustentável “Building the future we want: from
Rio+20 to the Post-2015 Development Agenda”, onde a presidenta afirmou que o
processo de transformação do Brasil tem a sustentabilidade ambiental como uma
condição imprescindível.
“Estamos empenhados em levar adiante esse processo de
transformação do Brasil tendo a sustentabilidade ambiental como uma condição
imprescindível. Esse compromisso com a proteção ambiental se reflete, por
exemplo, no fato de sermos, de acordo com as Nações Unidas, o país que mais tem
feito pela redução das emissões de gás de efeito estufa”, Dilma Rousseff.
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