Os
meus problemas, por mais dolorosos, sempre trouxeram consigo dádiva, embora eu
nem sempre os apreciasse na época. Para mim, a dádiva foi uma compaixão mais
profunda; para outros, pode ser uma maior sensibilidade, uma motivação mais
forte para fazer algo; a expressão, em vez do ocultamento, dos sentimentos; ou,
talvez, comer melhor, relaxar mais ou se divertir mais. Não recomendo com
método. A dor ou o mal-estar são muitas vezes uma maneira de nós agir, de
chamar nossa atenção. Embora nos faça ver mais de perto nosso próprio ser, a
dor costuma ser o último recurso do Eu elementar. Ele envia mensagens mais
duras quando as brandas, nossas intuições e sonhos, são ignoradas.
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